No texto anterior falei sobre a minha visão de revendedor da NACS Show 2017.
Em Chicago fiz uma visita a um posto de combustível no centro da metrópole, era uma sexta-feira, início da noite, dia e horário de muito movimento.

A primeira impressão era de um posto normal bem similar aos postos no Brasil: quatro ilhas, bombas sêxtuplas e cobertura 14×14 com uma loja de conveniência.

Ao observar mais atentamente vamos notando as diferenças em relação ao Brasil:

– Não há frentistas, é o próprio cliente quem abastece, independente do modelo de carro ou classe social.
– O pagamento por cartão de crédito é feito direto na bomba, que então libera o abastecimento. Na bomba um painel de led informa as promoções do programa de fidelidade do posto; além de bombas próprias para abastecimento por pessoas com necessidades especiais.
– O valor da gasolina varia de acordo com a octanagem. Quando fui estava U$$ 2,99 o galão, ou seja R$ 9,80 por galão (R$ 2,72 por litro).
– A loja de conveniência era muito pequena, aproximadamente uns 12m de largura por 3m de profundidade, amontoada de produtos, snacks, bebidas, lubrificantes e ao fundo um caixa rápido ATM. Na loja, apenas um funcionário, no caixa.
CEO e Co-fundador do ClubPetro Fidelidade

As transformações tecnológicas que afetam o ramo de combustíveis

Nós brasileiros ficamos impressionados como o americano é produtivo, possui somente um funcionário trabalhando às 19h de uma sexta-feira, com o posto movimentado e a loja de conveniência cheia. Como pode isso?

Primeiro a cultura self-service, nos EUA todos aprendem desde cedo a se virarem, o americano abastece o próprio carro, o lava no carwash, calibra seu pneu, pega as bebidas e comidas na loja e vai ao caixa pagar. Muitas vezes o caixa também é self service, mas a cultura deles é de honestidade, não se preocupam muito com fraudes de alguns clientes, pois o custo de funcionários vigiando pode ser muito maior do que pequenas perdas com alguns desonestos.

A presença de um caixa rápido ATM dentro da loja também me fez lembrar que isso esta cada dia mais difícil de encontrar no Brasil, onde os revendedores por medo de explosões de um caixa rápido dentro da loja, estão retirando essa comodidade do cliente.

Enfim, já que não podemos ter self-service de combustíveis nos postos brasileiros creio que vale a pena aprendermos muito sobre gerenciamento de loja de conveniência nos EUA. Enquanto lá a média é de 80% dos postos com conveniência, aqui no Brasil temos somente 15%.

Diante desse cenário de oportunidades no Brasil o Clubpetro criou o app nitrosell , que cria um drive trhu na pista do posto de combustível. O frentista entrega o tablet ao motorista que enquanto abastece faz um pedido no app e no mesmo instante a atendente da loja de conveniência recebe o pedido e o leva na pista ao cliente. São pequenas soluções que irão revolucionar esse mercado no Brasil e potencializar o consumo.

Em breve vou descrever a experiência que tive em um posto de combustível em Guadalajara.