licenças necessárias

Licenças necessárias para postos: saiba agora quais são!

Abrir um posto de combustível no Brasil não é tarefa fácil, além de toda burocracia, também existem várias licenças necessárias que precisam ser respeitadas.

Atender à legislação voltada para essa área exige bastante cuidado, e atentar-se para esse aspecto é algo que deve ser feito desde as fases iniciais de implantação, ao se realizar o registro da empresa e obtenção de licenças necessárias para postos de combustíveis funcionarem dentro da legalidade.

Você sabe em quais órgãos deve registrar seu negócio?

Como as demais empresas, ao abrir um posto de combustíveis é necessária a realização de cadastro junto a órgão específicos.

Dentre eles temos:

  • Junta Comercial;
  • Receita Federal do Brasil;
  • Secretaria da Fazenda Estadual.

Esses órgãos serão responsáveis pelo fornecimento de dados necessários em várias outras etapas do processo de abertura e funcionamento, como, respectivamente: o número do NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas), do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e da Inscrição Estadual.

Existem vários outros, os quais serão responsáveis pela emissão de licenças necessárias para postos, conforme se observará adiante.

Saiba mais sobre a Licença Ambiental

licença ambiental é uma das licenças necessárias para postos de combustíveis e sua expedição exige que o negócio esteja em conformidade com determinadas regras, já que se trata de uma atividade que trabalha com produtos com alto potencial de poluição ambiental.

Ela é importante para a segurança de todos que, de maneira direta ou indireta, mantém algum tipo de contato com o posto, o qual possui maiores riscos de se ocorrer situações como:

  • Vazamentos causados por produtos derivados de petróleo e outros tipos de combustíveis, causando a contaminação do ar, nascentes, lençóis d’água subterrâneos e solo.
  • Incêndios e explosões (esse ponto torna-se mais crítico ao se perceber que geralmente postos de combustíveis encontram-se em áreas populosas).
  • Vazamentos decorrentes da má qualidade dos equipamentos e profissionais sem conhecimento técnico suficiente para manuseá-los.
  • Uso de sistemas falhos de detecção de vazamentos.
  • Despreparo dos postos para lidar em situações de riscos.

A obtenção da licença ambiental é estabelecida pela lei 6.938/1981, o CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) é o órgão que cuida das regulamentações que envolvem essa área, sendo uma das licenças necessárias para os postos operarem dentro da legalidade. O licenciamento dessa atividade é regulamentado especificamente pela resolução 273/00 do CONAMA.

Atualmente existem três tipos de licenças necessárias para postos de combustíveis, são elas:

Licença Prévia

Tem como objetivo verificar a adequação do posto ao local onde está sendo instalado. Estabelece alguns pontos que devem ser cumpridos nas próximas etapas da instalação. Sua solicitação deve ser realizada quando a implantação, alteração ou ampliação ainda estiverem sendo planejadas.

Licença de Implantação

A licença de instalação tem como objetivo verificar se o projeto de instalação do local está de acordo com as exigências estabelecidas para o setor. Ela aprova o projeto e autoriza que a obra ou empreendimento possa começar. Só pode ser expedida após todos os pontos exigidos pela licença prévia terem sido atendidos.

Licença de Operação

Já a licença de operação busca garantir que a implantação tenha sido realizada conforme as diretrizes constantes na licença de implantação. Autoriza que o estabelecimento possa funcionar e, dessa maneira, deve ser solicitada antes que o seu negócio comece a funcionar.

O gestor deve procurar o órgão ambiental competente e formalizar seu o pedido da licença, que será concedida após entrega e análise da documentação necessária.

Licença da ANP: uma das licenças necessárias para postos de combustíveis

Todas empresas que trabalham com petróleo e seus derivados devem possuir a licença da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para operar.

Em alguns casos existem fatores impeditivos de sua expedição, como por exemplo, quando sócios possuem algum tipo de débito em aberto com a ANP nos últimos 5 anos.

Se você tem interesse em abrir um posto de combustível, será necessário realizar cadastro através do envio dos seguintes documentos:

  • Alvará da Prefeitura Municipal.
  • Licença de operação do órgão de meio ambiente.
  • Certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros.
  • Certificado Nacional de Borda Livre, quando se tratar de posto flutuante.
  • Baixa de empresa antecessora, quando outro posto tiver operado no mesmo endereço.

Além desses documentos é necessário preenchimento de formulário eletrônico, disponível em programa que pode ser baixado na internet, acessando o Sistema de Registro de Documentos de Postos Revendedores, através do uso de certificado digital.

Alvará do Corpo de Bombeiros

Deve ser expedido após vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros e é fundamental para minimizar os riscos inerentes a esse tipo de atividade.

Para obtê-lo é necessário que se realize agendamento prévio de visita junto ao Sistema de Gerenciamento Estadual de Vistorias (PREVFOGO), através de comparecimento a quartel existente na sua cidade.

No pedido de vistoria deverá existir os dados da empresa, para cadastro em sistema específico utilizado pelo PREVFOGO, e recolhimento de um valor utilizando guia específica a título de taxa.

Como se observa, a abertura de um posto de combustíveis não é algo simples, e por vezes também pode ser bastante demorado, pois várias são as licenças necessárias para postos de combustíveis, dessa maneira, contratar um especialista no assunto com experiência na área diminui a ocorrência de erros e agiliza bastante o processo, além disso, ele poderá identificar a necessidade de documentos e licenças específicas para atender variações nesse ramo de atividade, como no caso a licença do Departamento de Infraestrutura e Transportes, que é necessária para postos de estradas.

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venda da gasolina aditivada

Como aumentei 5x as vendas da gasolina aditivada após subir o preço

Vender gasolina aditivada para mim sempre foi um desafio, a vida toda desvalorizamos o produto e os clientes nunca foram incentivados, assim como meus funcionários. Eu entendia que meu cliente não queria a aditivada, que o fato de ser do interior seria mais difícil vender o produto. Não percebia, mas era eu quem colocava dificuldade em tudo, tinha esse bloqueio em relação à gasolina aditivada.

Outras vezes eu pensava que somente a Shell sabia vendê-la, afinal a V-Power é uma marca imbatível e possui uma legião de fãs. Fui a algumas convenções da Shell nos anos 2000 e vi que realmente o trabalho de valorização do produto era fantástico, eles sabiam encantar e usar a marca Ferrari a seu favor para valorizar ainda mais a marca V-power.

Em 2016 e 2017 após implantar o ClubPetro em mais de 100 postos Shell fiquei de certa forma desapontado com a V-power. Não imaginava que veria frentistas anotando na mão a quantidade abastecida em cada venda. Como assim? Como poderiam ter um produto tão fantástico e um controle tão grosseiro? Observei que os frentistas somavam aqueles números para baterem a meta diária e no dia seguinte anotavam num quadro para ter um controle de vendas e comissionamento. Surgiu então uma ideia!

Havia observado uma oportunidade gigantesca, era necessário colocar tecnologia nisso.

De nada adianta ter um excelente produto, uma equipe treinada, o cliente querendo muito o produto, se não temos um acompanhamento ao vivo. Nós do ClubPetro criamos no final de 2017 um modelo para controlar isso tudo ao vivo, na palma da mão do gerente ou através de um monitor na pista. Fomos então para a pista testar, implantamos em nossos postos e de diversos revendedores de variadas bandeiras e bandeira branca.

O resultado foi excepcional, quem usou a ferramenta sob nossa orientação teve resultados imediatos. Eu vendia em um dos nossos postos, bandeirado ALE, 6% de gasolina aditivada em relação a gasolina comum, tinha até vergonha de falar isso no meu market share. A diferença de preços em meu posto era de R$0,04 na bomba e mesmo assim o cliente não queria o produto.

Assim que implantamos o controle ao vivo, que chamamos de Gestão de Metas, aumentamos a diferença de preço das gasolinas para R$0,10 e as vendas pularam já no primeiro mês para 22%, no mês seguinte fomos para 32% e agora com 44%. Fizemos algo realmente extraordinário, tenho orgulho em falar isso.

Reaprendi a vender ao usar essa tecnologia e motivar os funcionários. Esse posto melhorou sua margem na aditivada em mais de R$13.000,00 pois além de vender mais, conseguimos negociar melhor o preço de custo da gasolina aditivada. Implantei em um posto cliente ClubPetro, bandeirado Petrobrás, onde o revendedor teve 92% de aumento de suas vendas do produto em apenas 60 dias.

Percebemos que poderíamos melhorar ainda mais ao validar o potencial do Gestão de Metas. Tivemos diversas sugestões de outros revendedores para deixar a ferramenta imbatível. Passamos então a captar os dados dos frentistas que liberam o abastecimento através de seu cartão Rfid. Criamos um modelo configurável de comissionamento para facilitar tanto o controle dos frentistas quanto dos revendedores para pagamento de suas bonificações.

Já em 2018 inovamos mais uma vez e criamos outros 3 controles em uma só ferramenta. Desenvolvemos o controle de metas de números de abastecimentos, de percentual de vendas de gasolina aditivada, de percentual de vendas acima de 20 litros e de percentual de vendas fidelizadas para postos que possuem o Programa de Fidelidade ClubPetro.

Todas essas ferramentas são utilizadas para criar um modelo matador de comissionamento, o revendedor controla a produtividade do frentista e o market share de aditivada sem que o frentista esqueça de oferecer ao cliente para encher o tanque. Afinal, o frentista ganha também se bater a meta de percentual de abastecimentos acima de 20 litros.

Pode parecer, lendo o texto, que estou apenas fazendo propaganda do Gestão de Metas, mas quero compartilhar com vocês revendedores e oferecer a utilização dessa ferramenta durante 60 dias sem custos, nesse período já é suficiente para vocês terem um retorno gigantesco.

Passados os 60 dias, se quiserem continuar com essa ferramenta o custo será de apenas R$79,00 mensais, muito pequeno o investimento pelo tamanho do retorno que pode lhes proporcionar.

Segue abaixo uma demonstração da ferramenta e se quiserem aderir a essa promoção é só preencher o formulário que se encontra ao lado do vídeo até o dia 30/04/2018.


motivos dos postos se localizarem tão perto uns dos outros

Quais os motivos dos postos se localizarem tão perto uns dos outros?

Não é raro observar postos muito próximos uns dos outros em qualquer cidade do Brasil, mas quais são os motivos dessa estratégia? A primeira vista poderíamos pensar que faria mais sentido se os postos fossem melhor distribuídos geograficamente. Mas vou explicar quais os motivos dos postos se localizarem tão perto uns dos outros.

Se os postos atuassem como um monopólio, certamente a localização não teria muita importância, assim como em uma grande praia que possui apenas um bar, as pessoas teriam que se deslocar o quanto fosse necessário para abastecer seus veículos nesse posto. No entanto a realidade é bem diferente, os postos precisam definir cuidadosamente onde atuar pensando em maximizar seu market share e em promover sua audiência através de uma boa localização e diminuir suas distâncias do consumidor.

É importante lembrar que em muitas cidades existem regulações específicas que estabelecem que postos não podem ser implantados em qualquer lugar, respeitando algumas condições como a distância de escolas, hospitais, igrejas ou mesmo restrições de mercado, como um número máximo de postos por habitante.

Mas sem dúvidas a concentração da demanda e o fluxo do movimento de carros acabam por influenciar muito na decisão de onde implantar e a prática mostra uma maior incidência de postos localizados em esquinas, pontos muito valorizados e em sentido de volta para casa. A maioria dos consumidores, por uma questão comportamental baseada principalmente no escasso tempo que possuem pela manhã, preferem abastecer na volta do trabalho, além de ser um potencial consumidor para a conveniência e o posto que estiver nessa via acaba por ganhar vantagens.

A questão é que isto é tão óbvio que todo revendedor pensa da mesma forma, o que acaba por levar a uma concentração de postos em uma mesma área. Basicamente se um posto inicia suas operações em um lugar onde ninguém atua temos duas possíveis consequências: na primeira o posto não iria gerar movimento suficiente para se sustentar e, na segunda, poderia ter tanto sucesso na empreitada que novos postos poderiam surgir na região.

É claro que existem exceções à regra, mas é inegável que o fenômeno existe e que persiste crescendo de forma insistente. Vários são os fatores que promovem essa situação, como a demanda local, aspectos imobiliários, crescimento da população, rotas estratégicas e até mesmo condições de acesso. Independente do motivo, a análise do fenômeno nunca é simples, mas nos mostra que existem importantes critérios para se definir onde um posto deve se instalar.

Praticamente não existem diferenças entre os combustíveis ofertados pelos postos, e por isso, muitos consumidores não possuem preferências por marcas ou bandeiras. Ele acaba valorizando outros fatores como o preço, os serviços oferecidos, limpeza, organização, atendimento e a imagem do posto.

Se o seu posto está localizado próximo a outro, concorrente, qual a melhor solução para sair na frente sem entrar em uma guerra de preços?

Um diferencial para o revendedor seria em implantar um programa de fidelidade próprio. Além de promover uma cultura que potencializa todos os valores citados acima, os postos podem influenciar muito nas escolhas do consumidor pelo programa de fidelidade.

Através de análises e estudos, já é sabido que os clientes estão dispostos a se deslocarem distâncias maiores, a consumir mais e com maior frequência somente pelos benefícios providos pelo programa de fidelidade. Pela ferramenta de business intelligence é possível identificar a origem de cada cliente assim como sua distribuição por bairros, por exemplo, permitindo assim estratégias de atração e estímulo através de ações comerciais efetivas de baixo custo.

Os resultados são surpreendentes, uma única ferramenta que te permite conhecer melhor os hábitos e características de seus clientes, além de permitir observar oportunidades relevantes no mercado como regiões de grande demanda sem acesso a postos próximos. Muitos revendedores utilizaram da ferramenta como critério de expansão de sua rede e colheram bons resultados dessa escolha.

E o seu posto? Também já colhe os benefícios da fidelização? Conhece e trabalha sua base de clientes de forma a promover seus resultados?

Converse conosco, temos a ferramenta certa para promover suas vendas e a satisfação dos seus clientes!

Descubra 4 vantagens de um programa de fidelidade próprio.


revendedor ou gerente

Sou revendedor ou gerente de um posto da distribuidora?

Uma frase que sempre está presente nas reuniões com minhas equipes é: “as inovações chegam para ficar”. E precisam beneficiar a todos, mas algumas apresentadas pelas distribuidoras e seus planos de marketing têm me preocupado, não estou vendo o revendedor como um dos beneficiados. Afinal, você é revendedor ou gerente de um posto da distribuidora?

Observo uma mudança de estratégia das distribuidoras quanto aos seus programas, há um nítido foco nos aplicativos que oferecem descontos aos usuários e um distanciamento dos programas mais tradicionais, que visavam crédito em pontos por valor abastecido.

No inicio do ano fui a um encontro de revendedores de uma grande distribuidora e uma coisa que me chamou atenção e me despertou curiosidade: a ausência de stands ou cases de sucesso do programa de vantagens, que já foi considerado o maior programa de fidelidade do país. Será que a grande maioria dos revendedores da bandeira não comprou a ideia? Ou foi o cliente final quem não viu valor até hoje?

Sempre digo que o cliente é o maior patrimônio do posto e se uma distribuidora quiser cadastrá-los em seu banco dados, é ela quem deve pagar ao revendedor e não o contrário. Afinal, os custos do programa de marketing para bancar um programa desses são altos e o revendedor não tem o retorno desejado em aumento de volume de vendas.

Para você revendedor ter ideia do valor do cliente, basta comparar com programas de fidelidade de companhias aéreas: eles chegam a valer na bolsa de valores quase 3 vezes o valor da companhia aérea. Isso mesmo, a informação vale mais que a frota de avião!

E o revendedor está pagando para dar essa informação à distribuidora, isso não existe!

São diversos casos de revendedores que viram bandeira branca ou mudam de distribuidora e observam a sua antiga “parceira” enviar sms e e-mails para seus clientes mudarem de posto favorito. O seu cliente agora vai para o seu concorrente e foi você quem alimentou isso. Ouvi o relato de uma revendedora que diz que sua Distribuidora embandeirou o seu concorrente, em sua frente, e fez campanhas para o seu cliente mudar de posto favorito, passando a ganhar mais pontos agora em seu concorrente. Um absurdo isso! Estão tratando o revendedor como um gerente de seus postos…

O baixo percentual de clientes que acreditam ou participam desses programas de abrangência nacional deve ter sido a maior causa do sumiço desse produto no encontro que estive presente, vejo o foco da empresa mudando totalmente para o programa que oferece descontos.

O programa de descontos é parte de um aplicativo para o cliente final, nada mais fácil para fidelizar o cliente, correto? Mas quem paga a conta? Uma parte do desconto é bancada pelo posto e outra pela distribuidora. O problema é que em todo o Brasil estamos vendo relatos de revendedores decepcionados com essa política da distribuidora de preços de custos muito elevados. No final o revendedor está pagando a conta do programa sozinho, pois compra mais caro que a concorrência e ainda paga um percentual do desconto ofertado.

Acredito que o revendedor precisa ser independente, tem que guiar as rédeas de seu negócio, não pode deixar a distribuidora controlar quem compra em seu posto. Você é revendedor, dono do seu negócio. É você quem paga os altos impostos, você NÃO é gerente de um posto controlado pela distribuidora.

Como criar um Programa de Fidelidade próprio e independente em seu posto?


exigências trabalhistas

Novas exigências trabalhistas para postos de combustíveis

Para manter um posto em funcionamento muitas são as imposições governamentais, as fiscalizações são frequentes e a oscilação no preço dos produtos é constante e muitas são as exigências trabalhistas.
E essas novas exigências têm preocupado os revendedores mineiros. É mais uma dificuldade enfrentada pela revenda que já vem sofrendo com nova política de preços da Petrobrás, aumentos abusivos de impostos e insinuações do governo sobre a prática de cartel. Essas novas exigências fazem parte do projeto lançado pelo Ministério do Trabalho: “Intervenções Coletivas 2018”,  e cujo alvo desse ano serão os postos de combustíveis. E essa bomba tem data para explodir caso a revenda não se adeque à nova regulamentação.
Vamos relatar abaixo de forma resumida tais exigências, por que foram criadas e quais as consequências.

Saiba o que é o projeto “Intervenções Coletivas”

O  projeto Intervenções Coletivas é um conjunto de ações que visa tornar unificadas as obrigações no âmbito trabalhista e que começou a ser implantado em 2013. Cada ano é eleito um ramo específico e este ano estão sendo notificados os postos de combustíves. O projeto segue um fluxograma que, ao ser analisado traz novas exigências trabalhistas ou reforça algumas já existentes.
Na notificação enviada aos postos são cobradas exigências trabalhistas relacionadas à saúde e segurança do trabalhador, abaixo segue relação com alguns delas:

  1. Instalações sanitárias.
  2. Água potável e bebedouros.
  3. Sistema de climatização.
  4. Local para repouso e alimentação.
  5. Vestiário e roupeiro duplos.
  6. Assentos na pista.
  7. Rampas e Guarda-Corpo.
  8. Proteção contra queda.
  9. Câmara de Calçada.
  10. Equipamento de proteção individual e PPRA.
  11. Uniformes.
  12. Bico automático, válvula de segurança, protetor anti respingo e toalha de papel.
  13. Local para armazenamento das amostras de combustíveis.
  14. AVCB.
  15. Identificação dos tanques e tubulações.
  16. CIPA.
  17. PPRA.
  18. PCMSO.
  19. Prontuário de instalações.
  20. Sistema de detecção de vazamentos de combustíveis.
  21. Lei do Benzeno – Treinamento portaria 1.109 NR 9.
  22. Treinamento NR 20.
  23. Instalações Elétricas.
  24. Elevadores automotivos.
  25. Compressores e calibradores.
  26. NR 35.
  27. Sistema eletrônico de medição dos estoques e sistema de recuperação de vapores.Saiba quais são os pontos críticos dessas exigências trabalhistas

Um dos aspectos importantes existentes no projeto e na notificação é o cuidado com a saúde do trabalhador e a atenção a algumas NR’s (Normas Reguladoras) existentes no setor.

Abaixo listamos alguns deles.

 

Uso de caminhões de carregamento “botton load”

Sendo assim, um dos itens trata da proteção contra quedas em caminhão-tanque tipo “top load”, cujo carregamento é feito pela parte superior e expõe o trabalhador a riscos de queda.
Segundo essas novas exigências trabalhistas, o ideal seria usar caminhões tanques tipo “bottom load”, cujo carregamento é realizado através de níveis mais baixos não expondo tanto funcionários ao trabalho em altura. Mas devido aos altos investimentos necessários, é fundamental adequação da empresa quanto ao uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e adequação ao que é exigido pala NR 35.

Assentos para pausa e descanso na pista

Outro ponto que é necessário se atentar nessas novas exigências trabalhistas é a presença de assentos para pausa e descanso na pista com ergonomia adequada (com encosto pra lombar e sem rodinhas, dentre outros) para que o frentista possa continuar em posição de prontidão sem sobrecarregar desnecessariamente o corpo e atendendo ao que traz a NR 17.

Os efeitos tóxicos do benzeno

O benzeno é um composto químico incolor, de aroma adocicado, muito inflamável, que se evapora rapidamente ao entrar em contato com o ar, e é um dos principais constituintes do petróleo e pode ser encontrado na gasolina.
Ele é altamente cancerígeno, sendo uma das principais substâncias que comprometem a saúde de trabalhadores de postos de combustíveis.
Um aspecto muito presente na atual notificação é a preocupação com os efeitos do benzeno. Decorrente disso, uma das novas exigências do Ministério do Trabalho é a implantação de equipamentos com bicos com travamentos automáticos nas bombas e a ausência do frentista durante o abastecimento dos veículos para que eles não aspirem os vapores que saem do bico, já que são ricos dessa substância.
Aqui, salienta-se a importância de haver orientação administrativa para que se afaste do tanque durante o abastecimento para evitar a aspiração do benzeno.
Nesse contexto, também é exigida a implantação de sistema de recuperação de vapores fase I (que é responsável pela coleta do benzeno que sai nos abastecimentos e dos tanques na hora da descarga dos caminhões-tanque, momentos em que também o benzeno é eliminado). Aqui a preocupação é proteger todas as formas de contato, seja com as vias respiratórias ou com a pele. O objetivo é eliminar o risco.

Uso adequado dos EPI’s: a vedação da máscara

As exigências trabalhistas também contemplam o teste de vedação da máscara.
Na prática, todos os frentistas deveriam usar máscara, já que na maioria dos postos não existe um sistema de recuperação de vapor eficiente nas bombas para captar o vapor com benzeno que sai das máquinas.
Apesar disso, existe uma negociação entre os integrantes da comissão do benzeno em que ficou definido que é inviável e complexo todo frentista usar máscara durante a jornada de trabalho. Por isso buscou-se outras soluções, como saída durante o abastecimento, uso de válvulas nos bicos, que travam durante o abastecimento e evitam que o combustível extravase.
O uso da máscara deve ser da forma correta, com total vedação, devendo-se usar o kit de verificação da máscara. Fique atento, agora máscara deve ser fornecida acompanhada do teste de verificação.

Cuidados com os uniformes dos trabalhadores

A notificação também contempla os uniformes dos trabalhadores, principalmente, dos frentistas, que devem ser fornecidos pelas empresas.

Nessas novas exigências trabalhistas foi sugerida a colocação de faixas reflexivas para evitar acidentes, principalmente noturnos. Atualmente, já existe a obrigação de se higienizar os uniformes ao menos uma vez por semana. O texto incube o empregador por essa tarefa e a justificativa é evitar a contaminação com o benzeno de outras peças do vestuário do trabalhador e de sua família quando essas peças estiverem sendo lavadas.

Vasos de pressão: cuidado redobrado com esse equipamento

Também se salientou a necessidade de um maior cuidado com os vasos pressão, que em muitos casos se encontram enterrados. O que uma situação muito grave, já que, dessa forma, eles não passam por fiscalização, acabam não recebendo manutenção adequada e têm o risco de explosão aumentado.

Dessa maneira, é importante que os postos de combustíveis reavaliem suas práticas e busquem atender a NR 13, que exige a realização periódica da manutenção desses equipamentos e monitoramento dos riscos. Uma vez que são muitos os casos em que eles encontram-se sem manômetro e sem a válvula de segurança, itens básicos, mas fundamentais para minimizar os riscos de explosão.
Segundo as exigências trabalhistas, esses equipamentos devem ser instalados em locais que permitam fácil acesso para manutenção e monitoramento.
Essas novas exigências têm deixado muitos postos de combustíveis apreensivos. Muitas delas demandam a realização de investimentos em um momento instável para o setor, em que a cada dia os preços dos combustíveis sofrem reajustes e tem afastado cada vez mais os consumidores de suas bombas.
Porém, negar essa realidade, além de não resolver o problema, compromete ainda mais o desenvolvimento de sua revenda. Dessa forma, treine sua equipe, mantenha um relacionamento estreito com seus pares, principalmente, com a contabilidade e faça-se ser ouvido pelos seus órgãos representantes, principalmente o sindicato.

Para complementar o texto, algumas questões relacionadas à CLT para os quais o revendedor deve se atentar:

– Registro: todos os funcionários devem estar devidamente registrados e não agir dessa forma pode expor sua empresa às sanções como multas. O registro deve ser feito antes que o empregado inicie sua atividade, em caso de experiência deve-se fazer contrato específico. Documente todas as relações do posto de combustíveis com os seus colaboradores da forma correta.
Mantenha o livro de registro sempre no estabelecimento, ele pode ser exigido durante uma fiscalização e a empresa tem a obrigação de fornecê-lo à autoridade competente.

– Jornada de trabalho: o registro da jornada de trabalho deve conter os reais horários de entrada, intervalo e saída do trabalhador. Empresas com mais de dez empregados devem realizar o controle de jornada de trabalho de seus funcionários e ele deve permanecer no local de trabalho para apresentação ao agente da fiscalização trabalhista.

– Pagamento: sábados são considerados dias úteis para o pagamento de salários, então, entra o dia na contagem dos dias para o pagamento. Caso a empresa não possa realizar nesse dia, deverá ser antecipado. Além disso, o contracheque deve conter a descrição de todos os valores de natureza salarial (adicional de periculosidade, adicional noturno, salário base, dentre outros). Caso essa informação não exista, o fiscal do trabalho poderá cobrar as verbas que não estão discriminadas no contracheque. As rubricas devem estar detalhadas na folha de pagamento e no contracheque.

O descanso semanal remunerado deverá ser dado ao trabalhador antes de se completar o sétimo dia sequencial de trabalho, ou seja, deverá ser dado, no máximo, após o sexto dia trabalhado. Quando o funcionário trabalhar dois domingos seguidos ele terá, obrigatoriamente, o direito a folgar no terceiro.

Perceba que esses são alguns dos pontos relacionados à legislação e, embora não seja uma exigência trabalhista nova, ainda geram muitas dúvidas e erros por parte de empresa. Por isso, estudar a convenção coletiva de trabalho e ter um diálogo constante com a contabilidade ajuda a evitar penalidades.

Gostou do conteúdo sobre as novas exigências trabalhistas do Ministério do Trabalho? Conte para a gente nos comentários agora mesmo! E saiba como aumentar suas receitas de forma simples.

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#clientemodelo

1 ano de #clientemodelo, por Guilherme Cezarino

Antes de mais nada, vou me apresentar: sou Guilherme Cezarino de Oliveira, de Palmas/TO e sou diretor do Posto Modelo, empresa criada pelo meu pai há 15 anos. Tenho 25 anos de idade, e estou dentro desse segmento há apenas 7 anos, o que me faz, provavelmente, uma criança perto da grande maioria dos outros revendedores. Pedi esse espaço para poder falar um pouquinho sobre a nossa experiência com o Programa de Vantagens #clientemodelo,  em parceria com o ClubPetro.

No último 06/03 completamos um ano da implantação do nosso Programa e vou tentar explicar o quanto essa ferramenta conseguiu clarear minha cabeça, enquanto empreendedor, enquanto revendedor, e me fez pensar e implementar coisas que estavam muito distantes de mim anteriormente, mas que hoje considero fundamentais.

Pela minha criação e pelas experiências que eu tive com outros revendedores, sempre achei que o nosso negócio era apenas vender combustível. E por vender combustível, eu quero dizer apenas isso mesmo, no sentido mais estrito da palavra. Vender combustível. Medir os tanques, ver o que precisa comprar, ligar na distribuidora, fazer o pedido, descarregar, torcer pro frentista colocar o combustível certo no carro, e pronto. Se ele conseguisse ainda vender um lubrificante ou aditivo, perfeito. Estava entregue aí toda a cadeia de valor da minha empresa. Era o que eu achava. Mas isso me deixava profundamente contrariado, e olha que eu nem estou tocando no assunto preço, que é o foco principal de 95% (chutômetro empírico) dos revendedores, e era o meu foco também.

Sei que pode parecer um pouco raso isso que descrevi, mas depois fui descobrindo que não era exclusividade minha, é assim que se comporta grande parte dos revendedores.

Comecei a pensar nas minhas relações de consumo. Como eu escolhia o restaurante onde ia jantar, o hotel onde me hospedaria, o bar que iria beber umas cervejas, a loja onde eu comprava minhas roupas, e foi fácil perceber que o valor (ou a falta dele) que eu entregava na empresa, era completamente diferente do que eu, enquanto consumidor, buscava nos locais onde eu consumia. Não soa hipócrita isso? Para mim soou. E aí comecei a ficar mais desanimado a cada dia. As vendas caíam, e não era pelo preço, já que eu praticava sempre o mais baixo entre meus concorrentes.

Meu posto é pequeno, tem apenas duas bombas, não tem bandeira, e eu concorria diretamente com outros postos, bandeirados, extraordinariamente bem desenhados, bonitos de se ver, que mesmo vendendo mais caro que eu, tinham mais clientes. Começou a clarear aqui mesmo que um pouquinho, o fato de que talvez o preço não fosse a única variável a se considerar.

No finalzinho de 2016 eu descobri o ClubPetro, e mesmo completamente receoso sobre se ia dar certo ou não, resolvi arriscar e me apeguei naquilo como uma última chance que eu teria para tentar melhorar as vendas da minha empresa. Meu pai nem ficou sabendo. Eu estava tão preocupado com o investimento, que não queria nenhuma possibilidade de ouvir que aquilo não iria dar certo, porque provavelmente eu me afugentaria e desistiria também. Por questões de segurança decidi implementar primeiro no posto menor, no da cidade, como uma espécie de piloto, e em 06 de março de 2017, por volta das 8h começamos a fazer cartões.

Pela primeira vez o posto estava decorado. O pessoal com um uniforme novo, bem desenhado, e muito animado, principalmente pelo treinamento do Daniel Durgante, que veio garantir que tudo ocorresse perfeitamente desde o primeiro dia, com quase 400 cartões feitos.

Nosso índice de fidelidade também começou de pouco em pouco. 40%, 50%, 60% e agora pontuamos em média 80% dos abastecimentos feitos no nosso posto.

Durante esse período de crescimento constante, voltou a se formar na minha cabeça aquela preocupação de sempre: entrega de valor. Será que aquela mesma cadeia de valor de antes, continuaria com a mesma falta de profundidade? Eu acreditava que não. Para manter os meus clientes comigo, eu precisaria tornar essa relação um pouco melhor. E começamos fazendo isso, focando nos pontos mais simples, que de tão óbvios são esquecidos, e acaba se tornando um diferencial competitivo para quem faz.

Imagem

Parece tão bobo falar, né? Mas me peguei em uma viagem recente à Foz do Iguaçu, quando íamos escolher um posto na estrada para parar e tomar um café, sempre procurávamos o mais bem apresentado, o mais bonito, mais limpo. É instintivo. Se é assim comigo, como não seria com meus clientes?

Marketing

O que minha marca significa na cabeça dos clientes? O que ela representa? Não estou falando da bandeira que eu ostento, estou falando do nome que EU SOU. Se eu quero ter uma empresa duradoura, preciso criar uma relação de confiança na cabeça dos meus clientes e dos que ainda vão conhecer minha marca.

Atendimento

Esse aqui é o mais importante. Todo mundo sabe que atendimento é essencial, mas quantos praticam melhoras constantes nos seus atendimentos? Veja bem: eu vi minhas vendas caírem mês a mês, ano após ano, até chegarem em um patamar 50% menor do que eu tivera vendido em épocas boas. E agora, a aplicação de uma ferramenta, de uma metodologia, havia me trazido boa parte dos clientes novamente. Eu não podia perder a chance de mantê-los comigo. Eu não podia me dar ao luxo de perdê-los de novo. Qual teria de ser a próxima invenção para conseguir atraí-los uma terceira vez, se deixasse com que fossem embora de novo?

Portanto, investimos em atendimento. Diariamente. Começamos a medir a qualidade do atendimento com a implementação do Cliente Oculto. Começamos a monitorar o desempenho dos colaboradores e até a fazer uma reorganização da equipe, para rescindir com aqueles que não estavam dispostos a cooperar com essa nova filosofia da nossa empresa. Esse é o ponto mais difícil também, porque é uma MUDANÇA DE COMPORTAMENTO. E é preciso muita comunicação, muito entusiasmo e muita marcação cerrada para fazer dar certo. Inclusive ainda estamos tentando fazer dar certo. Mas já vem trazendo ótimos resultados.

Relacionamento

Hoje acredito que os prêmios que entregamos aos clientes são apenas uma micropartícula do que representa a ferramenta. Para os clientes, denominamos de Programa de Vantagens. Para nós, de Programa de Relacionamento. O mais importante de toda a ferramenta é o CRM, na minha humilde opinião, repito. O que antes estava no campo do ‘feeling’ e do ‘achismo’, agora é metrificado. Agora eu sei quem são meus clientes, com nome e CPF. Sei quando consomem comigo e o mais importante, quando deixam de consumir. Sei o quanto consomem, e às vezes conseguimos entender até quanto ele poderia consumir a mais. E esse é o mais importante. Identificar os gargalos e poder trabalhá-los.

Manter um diálogo com meus clientes se tornou minha tarefa número 1. Não é fechar caixa. Não é conferir notinha. Entender quais são as suas necessidades e entender onde são estão meus pontos fracos. Confirmar quais são meus pontos fortes e para qual lado eu devo olhar mais, para mantê-los sempre comigo. Esse é o diferencial da ferramenta. Os dados dos meus clientes estão comigo, não com a Distribuidora X ou a Distribuidora Y.

Mas mesmo depois de tudo isso que falei, ainda alguns revendedores, que entram em contato comigo, me perguntam: mas vale a pena?

Respondo igualmente a todos: valeu a pena para mim porque coloquei minha cabeça e coração no projeto. Coloquei meu esforço com aguerrimento. Fui para pista. fui junto aos meus frentistas. Conversei com os clientes, entendi as objeções deles e me coloquei pronto para resolvê-las. Deu certo porque eu tinha que fazer dar certo. Porque desde o dia que inauguramos, foram mais de 10 campanhas promocionais, para não deixar o programa cair na mesmice. Deu certo porque a equipe acreditou que daria certo, e comprou essa ideia junto comigo. E vai continuar dando certo enquanto estivermos dispostos a colocar a mesma intensidade que vem sido colocada até hoje.

A ferramenta por si só não vai resolver o seu problema. Na verdade, pode resolver até certo ponto, porque é muito bem desenvolvida, e tem uma excelente equipe que está pronta o tempo inteiro para nos ajudar, mas se não tiver força de vontade e o famoso “barriga no balcão”, ou no nosso caso “pezinho na pista”, não vai funcionar.

Hoje trabalho com um preço mais alto do que meus concorrentes, e meu foco na gestão do empreendimento é entregar valor para o cliente. Ele vai até meu posto para comprar combustível, mas eu preciso entregar para ele mais que isso. Eu preciso entregar uma experiência diferente. Eu preciso tornar aquele momento menos pesado para o cliente, que paga tão caro nos combustíveis no nosso país. Preciso cuidar do carro dele, como se fosse meu. Preciso me preocupar com o combustível que coloco no carro dele, como me preocupo com a água que bebo. É assim que hoje eu tento me colocar.

E agradeço imensamente ao ClubPetro, ao Ricardo, ao Daniel e a todos dessa equipe maravilhosa, que me fizeram abrir a mente para um lugar que achei que não fosse enxergar. Teve muito trabalho do lado de cá também. Mas a troca de experiências e principalmente o resultado trazido pela ferramenta, foram peças essenciais na mudança de comportamento.

Só para finalizar, acredito que os grandes responsáveis pela guerra de preço constantes em cada cidade do nosso País somos nós mesmos, revendedores, que na maioria das vezes não nos importamos em agregar valor para nosso cliente, e nosso diferencial competitivo acaba na maioria das vezes sendo o preço, até o momento em que se torna insustentável, e o pior, quase impossível de voltar atrás. Quando começarmos a concorrer pela qualidade dos nossos serviços e não pelo preço da placa, nossos problemas serão muito melhores.

 

Um grande abraço!
Guilherme Cezarino

Como criar um Programa de Fidelidade próprio e independente em seu posto?


capital de giro

Capital de giro: você conhece as formas de usá-lo?

As empresas podem ser comparadas a um organismo vivo, um todo dinâmico composto de diversas partes que, com suas peculiaridades, contribuem para o bom desempenho do conjunto. A necessidade de capital de giro (NCG) é um dos principais elementos dessa estrutura, sendo vital para manter tudo funcionando.

A necessidade de capital de giro (NCG) é um indicador importante para a gestão financeira da empresa, mostra a necessidade ou não de adquirir capital de giro de fontes externas, bem como o seu valor. A fórmula para seu cálculo depende do momento em que a empresa se encontra, e pode ser feita de maneira a pensar no balanço patrimonial ou no ciclo financeiro.

Ao longo deste artigo, conceitualizamos o capital de giro, bem como sua necessidade e relevância para as vendas no cartão de crédito. Além disso, apresentamos excelentes formas de utilizá-lo, destacando sua relação com o cartão de crédito empresarial.

O que é capital de giro?

Possuir certa quantia em dinheiro armazenada para garantir a manutenção da empresa e seus processos é, praticamente, uma obrigação de qualquer organização responsável, pois isso permite sustentar as operações e assegurar boa saúde financeira.

A tais recursos, em proporções adequadas para permitir a continuidade dos negócios, dá-se o nome de capital de giro. Trata-se, essencialmente, da somatória de todos os recursos financeiros imprescindíveis para a continuidade das operações de uma empresa. Isso inclui, também, o dinheiro aplicado em caixa, no banco, ao comprar insumos para a produção ou formação de estoques, valores recebidos diretamente dos clientes etc.

O capital de giro é útil, ainda, para o pagamento de salários dos funcionários, impostos e cobrir eventuais reformas. Refere-se, enfim, em termos práticos, a qualquer movimentação financeira realizada pelo negócio e que envolva todos os elementos que possam, rapidamente, ser transformados em dinheiro.

É importante não confundir o capital de giro com o fluxo de caixa, algo que acontece com muita frequência. Enquanto este último demonstra a movimentação de entradas e saídas de dinheiro, o primeiro termo representa a diferença existente entre entradas e saídas, ou seja, os valores que estão, efetivamente disponíveis para utilização.

A Necessidade de capital de giro (NCG) é o índice que demonstra a quantia necessária para que a empresa mantenha o pleno funcionamento de suas atividades. Essa métrica pode auxiliar os gestores, assinalando a indispensabilidade de recorrer a outras fontes de recursos, tais como empréstimos bancários.

Para quantificar o capital de giro necessário, deve-se levar em consideração uma série de despesas (variáveis conforme as características gerais de cada organização e as especificidades do segmento de atuação), como salários, pagamentos a terceirizados, custos de matéria-prima, infraestrutura, impostos, encargos trabalhistas, títulos, empréstimos, investimentos, capacitação e treinamento de funcionários, etc.

Qual a importância do capital de giro?

Além de assegurar a continuidade dos negócios, o capital de giro pode apontar, também, o momento ideal para que a empresa planeje futuras expansões e realize investimentos voltados a ampliar e diversificar suas operações. Entre outras aplicações do capital de giro, encontra-se a possibilidade de arcar com os custos relativos a produtos, mercadorias e cobranças, bem como ajudar no financiamento de fornecedores, nas contas a serem honradas e nos tributos a pagar.

Prescindir de um controle apropriado do capital de giro acarreta inúmeras consequências danosas para a organização, com especial destaque para a elevação dos riscos operacionais que, por sua vez, podem levar a fluxo de caixa negativo.

Você sabe que para que o seu negócio tenha sucesso, é indispensável atingir o equilíbrio financeiro. Um dos modos de conseguir isso é contar com nível razoável de capital de giro, sobretudo naqueles períodos de intervalo entre os pagamentos realizados aos fornecedores e a entrada de recursos provenientes das vendas em caixa.

A despeito de tudo o que mencionamos até aqui, é nas vendas efetuadas no cartão de crédito que a necessidade de capital de giro se mostra mais premente. Todo empreendedor sabe que, ao efetuar uma venda nessa modalidade, é preciso esperar 30 dias até que os valores cheguem à empresa.

Em termos de fluxo de caixa, isso representa uma “conta a receber” e o capital de giro deve cobrir as despesas até que esse recebimento se realize de fato.

Quais as maneiras de utilizar o capital de giro?

Confira, a seguir, algumas maneiras de empregar o capital de giro da sua empresa:

  • pagamento de impostos: as empresas têm diferentes impostos a serem pagos em uma base mensal ou anual, por exemplo, INSS, FGTS, ISS, ICMS, IR, entre tantos outros. Cada qual tem datas específicas para o recolhimento e não devem ser quitados em atraso, sob pena de multas;
  • salários: sendo obrigação mensal da empresa, os salários têm data determinada para o pagamento (embora a mais comum seja o quinto dia útil). Uma vez que nem sempre os recebimentos ocorrem em tempo hábil, o capital de giro, nesse caso, pode fazer toda a diferença;
  • custos e despesas operacionais: todos os processos de uma organização geram custos, até mesmo a mais simples atividade. Logo, é indispensável contar com recursos disponíveis para arcar com detalhes que, apesar de parecerem irrelevantes à primeira vista, podem prejudicar ou, até mesmo, paralisar o trabalho.

Além das citadas, há uma maneira de utilizar o capital de giro que, dada a sua importância, merece especial destaque: a quitação da fatura do cartão de crédito mensal.

Assim como os recebimentos, os pagamentos feitos no cartão de crédito não geram impactos imediatos ao fluxo de caixa, uma vez que, obviamente, seus valores são descontados posteriormente.

No entanto, isso não significa que ele deixa de representar uma renda a se preocupar, tanto no mês corrente quanto no seguinte, em que deve ser feito o pagamento da fatura. Você deve estar preparado para quitar a fatura rigorosamente em dia, a fim de evitar a incidência de juros.

A data de vencimento é determinada previamente pela operadora do cartão de crédito. Sua alteração é possível, mas, na maioria dos casos, complicada. Ante tal cenário, o capital de giro oferece uma saída muito útil para garantir a pontualidade desses pagamentos.

O que fazer para suprir a necessidade de capital de giro?

Para que a sua empresa consiga sempre suprir a necessidade de capital de giro e, assim, cobrir os gastos organizacionais, é imprescindível realizar um completo e minucioso planejamento financeiro.

Então, se você deseja qualificar ainda mais seus processos de negócios, confira 7 excelentes dicas de planejamento financeiro para postos de combustíveis!

Guia completo de criação de metas em postos


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Posto BR é o mais popular do Brasil, mas Ipiranga ganha no Sudeste e Sul

A BR Petrobras é a primeira opção em postos de combustível para maioria dos brasileiros (34,8%), mas fica para trás da principal concorrente, Ipiranga, quando o recorte se dá nas regiões Sul e Sudeste, além da preferência dos clientes no quesito programa de fidelidade e lojas de conveniência, segundo a CVA Solutions.

A conclusão foi tirada após entrevistas com mais de 6 mil consumidores em todas as regiões. Além de citado como mais utilizada por 32,2%, a Ipiranga foi lembrada como parada preferencial nas regiões Sudeste (32,6%) e Sul (44,7%). No Nordeste e Centro-Oeste/Norte o reinado é da BR, com 50,5% e 44,7% de “primeira opção”, na ordem.

Em termos nacionais, a terceira colocação ficou com o posto Shell (primeira opção para 19,2% dos ouvidos), seguido pelo Ale (3,2%).

“Historicamente, a BR sempre foi a maior rede do País”, observou o sócio-diretor da CVA Solutions, Sandro Cimatti, destacando o fato da rede ter recuperado força de marca após dois anos consecutivos de queda no indicador calculado pela consultoria. “Parece que aquele problema da Lava Jato foi recuperado. Eles já tiveram uma fase pior para a marca.”

As duas maiores redes possuem força de marca equivalente, diz a CVA, mas com leve vantagem da Ipiranga no valor percebido. “Eles estão se tornando referência de quem trabalha bem a marca e a experiência do cliente”, vê Cimatti.

Na análise individual de serviços, os postos Ipiranga são avaliados como melhores que o mercado em pontos como instalações, serviços de lavagem e lanchonetes ou lojas de conveniência. No caso deste último, 61,3% dos clientes da rede declararam visitar os pontos de venda, contra 50,5% na BR Petrobrás e 53,7% na Shell.

“Se no cinema o que dá lucro é a pipoca, no posto de combustível é importante é agregar margem com a loja de conveniência e outros serviços”, afirmou Cimatti, destacando a “habilidade do Ipiranga em fazer o cross-sell”.

A relevância adquirida pelas receitas adicionais fica explícita nas campanhas publicitárias veiculadas atualmente por ambas as redes. Segundo informações enviadas ao DCI, 30,1% dos 8.005 postos da Ipiranga contam com lojam am/pm, somando 2.415 unidades.

“Outra fortaleza da Ipiranga é [o programa de fidelidade] Km de Vantagens”, lembrou Cimatti; segundo informações da rede, o serviço “fechou 2017 com 26 milhões de participantes” e “160 parcerias em diferentes nichos de atuação”.

Segundo a CVA Solutions, 59,1% dos clientes Ipiranga utilizam o programa. O equivalente da BR (Petrobras Premmia) foi citado por 41,6% dos clientes. Já a Ale (que oferece a opção em parceria com a Dotz) foi lembrada por 32,5%.

Percepção

Em período de silêncio por conta da divulgação dos resultados operacionais de 2017 após abertura de capital no ano passado (as informações serão apresentadas no próximo dia 13), a BR Distribuidora não atualizou o número de postos que já contam com lojas BR Mania, mas havia, em maio passado, a perspectiva que o serviço atingisse 20% da base ao fim de 2017, conforme matéria do DCI.

A companhia, contudo, comentou a percepção – também identificada pela CVA Solutions – de consumidores que associam a rede a preços de combustíveis mais altos.

“A percepção de preços menos competitivos talvez possa ser atribuída ao fato de a BR liderar o mercado, com maior visibilidade e número de postos”, afirmou nota. A rede também destacou a carga tributária (que represetaria 45% do preço do combustível) e o fato da distribuidora não influenciar o preço na bomba por vedação regulatória.

A CVA Solutions também investigou quais as marcas de lubrificantes mais populares entre os brasileiros: o Petrobras Lubrax foi a mais lembrada, seguida por Mobil e Castrol.

Fonte: Minaspetro

Guia completo de criação de metas em postos


marketing personalizado

Marketing personalizado: como aplicar em programas de fidelidade?

Marketing personalizado é  um termo cada vez mais popular. Com as novas tecnologias e as facilidades do mundo digital, nunca foi tão fácil criar produtos, serviços e campanhas direcionadas especificamente para o seu público de interesse. É cada vez mais fácil entendermos e atendermos as suas peculiaridades.

A personalização é necessária para manter o sucesso da sua campanha. O que fazer, então, para ir além? Que tal associarmos as facilidades disponíveis hoje para customizar nossas campanhas aos chamados programas de fidelidade? Essa é uma combinação poderosa — como vamos mostrar!

Neste artigo, apresentamos aos nossos leitores como fazer uma combinação perfeita entre o marketing personalizado e os programas e estratégias de fidelização. Dessa forma, você certamente vai conseguir muito mais resultados a longo prazo e conquistar ainda mais a sua clientela. Confira a seguir!

Afinal, por que unir marketing personalizado e programas de fidelidade?

As campanhas genéricas vão sair do mapa. Com as facilidades disponíveis hoje em dia, por exemplo, os serviços de geolocalização, sistemas como o CRM (Customer Relationship Management) e os próprios algorítimos usados em mecanismos de busca, fica cada vez mais fácil saber onde, quando e o que o seu cliente está procurando.

É justamente por isso que o marketing personalizado se torna cada vez mais popular. Você pode disparar um e-mail justamente no momento em que o seu cliente está passando perto da sua loja, por exemplo. Ou, ainda, aparecer como uma das principais opções quando o cliente estiver procurando por serviços e produtos da sua área.

Por outro lado, os programas de fidelidade funcionam como uma estratégia muito válida para fortalecermos uma relação de longo prazo com os clientes. Afinal, a ideia desse tipo de ação é justamente oferecer recompensas para aqueles que fazem negócios permanentes com você, não é verdade?

Ao alinhar personalização com fidelidade, você consegue trabalhar na satisfação, já que está atendendo às necessidades específicas desse cliente, mas também está trabalhando em um relacionamento de longo prazo. Como deve imaginar, essa é uma abordagem poderosíssima com excelentes resultados!

Como alinhar marketing personalizado e programas de fidelização?

A essa altura, você provavelmente quer saber como fazer para alinhar essas duas estratégias. A seguir, vamos passar algumas dicas importantes para que você consiga trabalhar nessa fórmula poderosíssima para o sucesso. Vamos conferir?

Desenvolva ações direcionadas em mídias sociais

Uma das ferramentas mais importantes que você tem em mãos para trabalhar na personalização são as mídias sociais. Afinal, com elas, você consegue manter um contato direto com o seu público-alvo, sem intermediários. Então, nada mais interessante do que começarmos por elas, não é verdade?

Uma boa dica é criar campanhas promocionais nas redes sociais direcionadas especificamente para aqueles clientes que já participam do seu programa de fidelidade. Essa é uma maneira de personalizar a campanha e passar um senso de exclusividade para o cliente.

Assim, você valoriza aquele cliente mais antigo, ou seja, personaliza o tratamento dado a ele, e ainda consegue dar um ar todo especial para o seu programa. Outros podem perceber a vantagem e fazer de tudo para conseguir o status de fidelização!

Realize promoções em datas especiais

Sim, elaborar promoções em datas comemorativas é um tipo de estratégia indispensável, já que é amplamente utilizada pelas empresas por aí. Mas que tal você ir um pouco mais além nas suas promoções? Pode ser muito interessante!

Nossa proposta é você fazer promoções em datas especiais para o seu cliente, individualmente falando. O aniversário, por exemplo, pode ser uma excelente maneira de mostrar que você se importa — mas não pode parar por aí! Você também pode criar condições especiais associadas à fidelidade.

Um cliente que complete um ano de relacionamento com a sua empresa, por exemplo, merece um tratamento especial. Quem sabe você não pode oferecer um descontinho nesse momento tão marcante?

Ofereça múltiplas recompensas para o programa

Ok, vamos supor que o seu cliente já participe do programa de fidelidade, mas o que você vai oferecer para ele? Será que a recompensa é o suficiente para mantê-lo interessado no programa? Quer saber como tirar essa dúvida da sua frente? Então, ofereça múltiplas ofertas de prêmios!

Será que ele realmente prefere um desconto no abastecimento de combustível? Ou, quem sabe, não prefere algum produto da sua loja de conveniência? Quanto mais opções, mais personalizado será o seu programa de fidelização e, consequentemente, mais sucesso ele terá.

A ideia de escolher, além de muito atrativa, representa uma enorme personalização no seu programa. Por isso, pense muito bem no que pode oferecer e procure opções que sejam viáveis para o seu posto de combustível.

Disponibilize ferramentas de controle

Para finalizar nossas dicas, é importante falarmos sobre o papel das ferramentas de controle para a personalização do seu programa. Estamos falando sobre a maneira como o cliente poderá controlar seus pontos e ver quais tipos de benefícios ele pode ter com você.

A ferramenta de controle, além de ser uma forma de manter todo o programa mais transparente para o seu consumidor, também o ajuda a sentir que aquilo tudo pertence a ele. Afinal, o cliente poderá acompanhar, por ele mesmo, todo o “histórico” com a empresa e descobrir se já pode conseguir alguma recompensa.

É uma forma de dividir o controle com o cliente e também personalizar, já que ele poderá decidir o momento mais conveniente para “sacar” a recompensa do programa de fidelidade.

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Como criar um Programa de Fidelidade próprio e independente em seu posto?


Pilot Flying

Como a rede americana Pilot Flying J pode ajudar você a repensar o seu negócio

Agora, apresento a você a Pilot Flying J, uma empresa norte-americana, líder do mercado, com uma rede de 750 postos nos Estados Unidos e um faturamento de 20 bilhões de dólares.

A rede emprega 27 mil pessoas e é exemplo de solução e serviços, atendendo desde consumidores finais, como eu e você que precisam fazer uma parada no posto durante uma viagem, e principalmente os caminhoneiros – estes sim, público-alvo da rede, com serviços, manutenção e abastecimento específicos para eles.

Leia mais

Fonte: http://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/03/06/como-a-rede-americana-pilot-flying-j-pode-ajudar-voce-a-repensar-o-seu-negocio/