comprar um posto de combustíveis

Tudo o que você precisa saber para comprar um posto de combustíveis

Você já pensou, em algum momento, em comprar um posto de combustíveis? A frota de veículos no país é gigantesca, tendendo sempre a crescer, o que amplia cada vez mais a demanda por mais postos de combustíveis.

Se deseja investir em uma nova alternativa de negócio e está começando a trilhar o seu caminho rumo ao objetivo de comprar um posto, chegou ao lugar certo.

Caso esteja seguro de que comprar um posto de combustível é a melhor alternativa para o seu perfil e para a quantidade de capital disponível para fazer esse investimento, leia as informações que preparamos para ajudar você a selecionar o posto certo.

Neste artigo, apresentamos dados importantes e dicas essenciais para quem, assim como você, está considerando comprar um posto de combustível. Boa leitura!

Faça uma avaliação da rentabilidade do negócio

Com a ajuda do livro de movimentação de combustíveis (LMC), dá para se ter uma ideia aproximada das vendas mensais do posto e ter uma noção mais clara e precisa dos faturamentos futuros.

Para que você consiga ter uma ideia sobre os seus lucros em potencial, não deixe de averiguar:

●       quantidade de funcionários;

●       cargos existentes;

●       turnos de trabalho;

●       custos sobre o aluguel do imóvel;

●       despesas com água, luz, telefone, manutenção de softwares etc.

Em resumo, você precisa saber, com exatidão, quais são todos os custos fixos do negócio.

No caso dos postos que trabalham com o regime de lucro real, a configuração do DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), é uma excelente escolha para consolidar as informações fornecidas anteriormente. Para as situações nas quais o uso é de regime de lucro presumido, é mais habitual que o DRE não seja utilizado da forma certa.

Nos dois casos, se o dono atual do posto afirmar que vende muito mais do que está esclarecido no LMC, tome cuidado, pois isso pode ser um indicativo de problemas de caráter legal e administrativo.

Considere a localização do posto e dos concorrentes

O local onde o posto de combustível está localizado é um fator crucial para o sucesso. É preciso assegurar que a localização seja em uma região o mais favorável possível.

É fundamental que você avalie obras futuras no local do posto. Ele deve ter uma estrutura e infraestrutura com proporções e flexibilidade o bastante para permitir modificações, caso sejam necessárias.

Do mesmo modo, reflita se ele consegue dar conta de propiciar os volumes de venda projetados diante de circunstâncias diferenciadas, como obras na rodovia (se for o caso de postos de estrada).

O mercado de postos é definido por regiões. Dessa forma, é relevante fazer uma análise dos valores de venda que são praticados para cada combustível que constitui seu mix de produtos.

Averigue a necessidade de reformas

Postos muito antigos necessitam da execução de reformas com o objetivo de garantir a qualidade dos serviços, assim como assegurar que não aconteçam quaisquer problemas ambientais de caráter compulsório.

Para ter certeza de quais problemas podem ter impacto no seu negócio, é uma boa ideia contratar uma assessoria apropriada para avaliar quais são os custos indispensáveis depois da aquisição do posto.

Entretanto, esse mesmo atributo pode ser encarado como uma bela chance para o seu negócio. Geralmente, postos que passam por reformas começam a apresentar um volume de vendas bem mais alto e, por conseguinte, obtêm uma lucratividade maior.

Verifique a duração do contrato de CVM

Para postos bandeirados, as distribuidoras possibilitam, através de contratos, a utilização de sua marca, o famoso CVM: contrato de compra e venda mercantil.

Esse CVM determina uma quantidade mínima de vendas no mês para o posto, assim como a duração do contrato por determinado período.

Fique atento às questões ambientais

Um dos pontos mais sensíveis no que toca a existência de um posto de combustível é com relação às questões ambientais. Isso porque, como é sabido, combustíveis são alguns dos maiores responsáveis pela poluição e impacto ambiental negativo.

Diante de uma realidade como essa, com o surgimento de uma consciência ambiental cada vez maior, as leis e regras que regulamentam os negócios que podem provocar impactos no meio ambiente se fortalecem e se tornam mais rígidas.

Para evitar a ocorrência de multas ou ainda a parada das operações, o recomendado é pedir uma avaliação de incomodidades existentes no posto. Uma alternativa é que já exista um passivo ambiental por conta de irregularidades nas gestões precedentes. Vale a pena também contratar uma empresa para averiguar a situação ambiental em que se encontra o posto.

Comprar um posto de combustíveis já pronto e em funcionamento pode ser uma boa opção para quem dispõe de recursos um pouco mais reduzidos. Para que essa aquisição seja um sucesso, vale a pena tomar todas as precauções possíveis.

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Guia de redução de custos para seu posto de combustível!


NFC-e

NFC-e: empresas de varejo terão que emitir a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica

Confira o cronograma segundo a RESOLUÇÃO Nº 5.234 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2019 (MG de 06/02/2019), que estabelece obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e.

RESOLUÇÃO Nº 5.234 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2019
(MG de 06/02/2019)

Estabelece obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e.

O SECRETÁRIO DE ESTADO DE FAZENDA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do § 1º do art. 93 da Constituição Estadual e tendo em vista o disposto no art. 36-B da Parte 1 do Anexo V do Regulamento do ICMS – RICMS -, aprovado pelo Decreto nº 43.080, de 13 de dezembro de 2002,

RESOLVE:

Art. 1º  – Esta resolução estabelece a obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e -, prevista no inciso XXXVIII do art. 130 do Regulamento do ICMS – RICMS -, aprovado pelo Decreto nº 43.080, de 13 de dezembro de 2002.

Parágrafo único – Além do disposto nesta resolução, o contribuinte obrigado à emissão da NFC-e deverá observar o disposto na Seção III do Capítulo IV da Parte 1 do Anexo V do RICMS e no Ajuste SINIEF 19, de 9 de dezembro de 2016.

Art. 2º  – Para acobertar as operações de varejo com entrega imediata ou em domicílio, destinadas a consumidor final não contribuinte do ICMS, exceto quando se tratar de comércio eletrônico (e-commerce) nas operações de venda pela internet, em substituição à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, e ao Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF -, deverá ser emitida a NFC-e a partir de:

I – 1º de março de 2019, para os contribuintes que se inscreverem no Cadastro de Contribuintes deste Estado a contar da referida data;

II – 1º de abril de 2019, para os contribuintes:

  1. a) enquadrados no código 4731-8/00 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE – (comércio varejista de combustíveis para veículos automotores);
  2. b) cuja receita bruta anual auferida no ano-base 2018 seja superior ao montante de R$100.000.000,00 (cem milhões de reais), observado o disposto nos §§ 4º a 6º;

III – 1º de julho de 2019, para os contribuintes cuja receita bruta anual auferida no ano-base 2018 seja superior ao montante de R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), até o limite máximo de R$100.000.000,00 (cem milhões de reais), observado o disposto nos §§ 4º a 6º;

IV – 1º de outubro de 2019, para os contribuintes cuja receita bruta anual auferida no ano-base 2018 seja superior ao montante de R$ 4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil reais), até o limite máximo de R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), observado o disposto nos §§ 4º a 6º;

V – 1º de fevereiro de 2020, para:

  1. a) os contribuintes cuja receita bruta anual auferida no ano-base 2018 seja inferior ou igual ao montante de R$ 4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil reais), observado o disposto nos §§ 4º a 6º;
  2. b) os demais contribuintes.
  • 1º – Fica facultada, a partir de 1º de março de 2019, ao contribuinte que ainda não esteja alcançado pela obrigação de emissão da NFC-e, efetuar a opção pela emissão da NFC-e, mediante credenciamento, observado o disposto no art. 5º.
  • 2º – Após o credenciamento para emissão da NFC-e ou, iniciado o período de obrigatoriedade de que tratam os incisos do caput, fica vedada:

I – a emissão de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, devendo ser cancelado o estoque remanescente, observados os procedimentos previstos na legislação, exceto na hipótese prevista no § 3º;

II – a concessão de autorização para utilização de equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF.

  • 3º – A vedação de que trata o inciso I do § 2º não se aplica, até 28 de fevereiro de 2020, na hipótese de utilização de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, exclusivamente para acobertar as operações realizadas fora do estabelecimento, nos termos do Capítulo V da Parte 1 do Anexo IX do RICMS.
  • 4º – Para fins da obrigatoriedade de que trata esta resolução, considera-se receita bruta anual relativa a todos os estabelecimentos da empresa localizados no Estado de Minas Gerais, o produto da venda de bens e serviços nas operações por conta própria, o preço dos serviços prestados, mesmo que não sujeitos ao ICMS, e o resultado auferido nas operações por conta alheia, não incluído o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI -, as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
  • 5º – Caso o período de atividade do contribuinte seja inferior a um ano, o limite de receita bruta, para os fins da obrigatoriedade de que trata esta resolução, será apurado proporcionalmente ao número de meses de exercício da atividade, considerado o ano-base de 2018.
  • 6º – A redução do faturamento em ano civil posterior a 2018 não desobriga o contribuinte da emissão da NFC-e na data de obrigatoriedade prevista nos incisos do caput.

Art. 3º  – Relativamente ao ECF, deverá ser observado o seguinte:

I – fica facultado ao contribuinte a utilização do ECF já autorizado, por até nove meses, contados da data a que se refere o caput do § 2º do art. 2º, ou até que finde a memória do equipamento, o que ocorrer primeiro;

II – enquanto possuir ECF autorizado para uso neste Estado, o contribuinte deverá observar todos os procedimentos relativos a sua utilização previstos na legislação, tais como uso de PAF-ECF, geração e guarda de documentos, escrituração e cessação de uso;

III – em até sessenta dias após o prazo previsto no inciso I, caso o contribuinte não tenha providenciado a cessação de uso do ECF, este terá sua autorização de uso cancelada, devendo o contribuinte, após a cessação de uso do equipamento ou o cancelamento da autorização de uso, manter, pelo período decadencial, o dispositivo de armazenamento de dados do equipamento, para apresentação ao Fisco quando exigido.

  • 1º – A Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, emitida após as datas previstas nos §§ 2º e 3º do art. 2º, e o Cupom Fiscal emitido depois da data prevista no inciso I do caput serão considerados falsos para todos os efeitos fiscais, fazendo prova apenas a favor do Fisco, conforme previsto no art. 135 do RICMS.
  • 2º – Após a cessação de uso, o ECF poderá ser utilizado para impressão do Documento Auxiliar da NFC-e – DANFE NFC-e.

Art. 4º  – A obrigatoriedade de emissão de NFC-e prevista nesta resolução não se aplica ao Microempreendedor Individual – MEI -, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Art. 5º  – Para emissão de NFC-e, o contribuinte deverá credenciar-se junto à SEF-MG, conforme orientações disponíveis no “Portal SPED MG” (http://www.sped.fazenda.mg.gov.br/spedmg /nfce/credenciamento/).

  • 1º – O credenciamento para emissão da NFC-e:

I – é irrevogável e irretratável, devendo ser observado o disposto no § 2º do art. 2º;

II – poderá ser realizado de ofício por Ato da SEF.

  • 2º – Quando do credenciamento, será fornecido ao contribuinte o Código de Segurança do Contribuinte – CSC -, de seu exclusivo conhecimento, que deverá ser utilizado para garantir a autoria e a autenticidade do DANFE NFC-e.

Art. 6º  – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, aos 5 de fevereiro de 2019; 231º da Inconfidência Mineira e 198º da Independência do Brasil.

GUSTAVO DE OLIVEIRA BARBOSA
Secretário de Estado de Fazenda

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