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Cade apura informações sobre BR Distribuidora, Ipiranga e Raízen

Fonte: Valor Econômico

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), iniciou a apuração de informações sobre as empresas BR Petrobras, Ipiranga e Raízen, que são líderes no setor de distribuição de combustíveis no Brasil. O objetivo é verificar se elas cometeram ilegalidades na prática de preços de combustíveis nos postos de Curitiba. O Cade, porém, não abriu uma investigação formal sobre o caso.

Essas empresas tiveram um processo aberto no último dia 31 de julho pela Polícia Civil sobre a manipulação nos preços de combustíveis. Também houve apuração pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba, um órgão do Ministério Público do Paraná. “A suspeita é que essas distribuidoras controlam de forma indevida e criminosa o preço final dos combustíveis nas bombas dos postos de gasolina com bandeira das distribuidoras, restringindo assim o mercado”, informou a Polícia Civil.

O Cade entrou em contato com os órgãos responsáveis por essa ação para obter mais informações. Caso existam indícios de  infração à ordem econômica, o órgão antitruste vai solicitar o compartilhamento de evidências que foram identificadas e vai atuar em coordenação com a investigação criminal.

A assessoria da Ipiranga informou que a empresa ainda não teve conhecimento de novas investigações conduzidas por órgãos administrativos, como o Cade. “De todo modo, a companhia ressalta que não incentiva práticas ilegais, não compactua com atividades que violem seu programa de compliance e preza pela transparência e ética em todas as suas ações e relações”, ressaltou a Ipiranga.

A assessoria da BR Petrobras explicou que a companhia não se vê como ré em processo sobre esse assunto e ainda presta apoio necessário aos colaborados mencionados no caso. “A BR reafirma que pauta a sua atuação pelas melhores práticas comerciais, concorrenciais, de ética e o respeito ao consumidor, exigindo o mesmo comportamento de seus parceiros e força de trabalho”, informou a empresa.

Assessores da Raízen ressaltaram que a empresa não foi notificada sobre a investigação do Cade e defendeu a sua posição. “A empresa reforça que possui os mais altos padrões de governança em relação às suas políticas comerciais e confia que, na hipótese de ser aberto um procedimento administrativo para investigação do caso pelo Cade, autarquia competente para apuração de práticas antitruste, a conclusão será pela legalidade das condutas da Raízen e de seus representantes”, disse a Raízen.

“Na verdade, a busca e a apreensão em Curitiba foi feita com base numa acusação de fixação de preços de revenda e não em cartel”, explicou o advogado Vinícius Marques de Carvalho, que foi presidente do Cade e atualmente defende a Raízen.

O Cade, de fato,  ainda não abriu um processo sobre o assunto. O órgão está apenas recebendo as primeiras informações envolvendo as três empresas. As apurações de supostos crimes podem levar a multas de 0,1% até 20% no faturamento das empresas no ano passado, conforme prevê a Lei 12.529, de 2011, que trata das penas aplicadas pelo Cade.

Fontes da Raízen alegam que a atitude do Cade seria até favorável às empresas, pois, ao contrário da Polícia Civil, o órgão antitruste tem conhecimento e competência para avaliar se a prática de fixação de preços de revenda  representa algum tipo de delito.

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exigências trabalhistas

Novas exigências trabalhistas para postos de combustíveis

Para manter um posto em funcionamento muitas são as imposições governamentais, as fiscalizações são frequentes e a oscilação no preço dos produtos é constante e muitas são as exigências trabalhistas.
E essas novas exigências têm preocupado os revendedores mineiros. É mais uma dificuldade enfrentada pela revenda que já vem sofrendo com nova política de preços da Petrobrás, aumentos abusivos de impostos e insinuações do governo sobre a prática de cartel. Essas novas exigências fazem parte do projeto lançado pelo Ministério do Trabalho: “Intervenções Coletivas 2018”,  e cujo alvo desse ano serão os postos de combustíveis. E essa bomba tem data para explodir caso a revenda não se adeque à nova regulamentação.
Vamos relatar abaixo de forma resumida tais exigências, por que foram criadas e quais as consequências.

Saiba o que é o projeto “Intervenções Coletivas”

O  projeto Intervenções Coletivas é um conjunto de ações que visa tornar unificadas as obrigações no âmbito trabalhista e que começou a ser implantado em 2013. Cada ano é eleito um ramo específico e este ano estão sendo notificados os postos de combustíves. O projeto segue um fluxograma que, ao ser analisado traz novas exigências trabalhistas ou reforça algumas já existentes.
Na notificação enviada aos postos são cobradas exigências trabalhistas relacionadas à saúde e segurança do trabalhador, abaixo segue relação com alguns delas:

  1. Instalações sanitárias.
  2. Água potável e bebedouros.
  3. Sistema de climatização.
  4. Local para repouso e alimentação.
  5. Vestiário e roupeiro duplos.
  6. Assentos na pista.
  7. Rampas e Guarda-Corpo.
  8. Proteção contra queda.
  9. Câmara de Calçada.
  10. Equipamento de proteção individual e PPRA.
  11. Uniformes.
  12. Bico automático, válvula de segurança, protetor anti respingo e toalha de papel.
  13. Local para armazenamento das amostras de combustíveis.
  14. AVCB.
  15. Identificação dos tanques e tubulações.
  16. CIPA.
  17. PPRA.
  18. PCMSO.
  19. Prontuário de instalações.
  20. Sistema de detecção de vazamentos de combustíveis.
  21. Lei do Benzeno – Treinamento portaria 1.109 NR 9.
  22. Treinamento NR 20.
  23. Instalações Elétricas.
  24. Elevadores automotivos.
  25. Compressores e calibradores.
  26. NR 35.
  27. Sistema eletrônico de medição dos estoques e sistema de recuperação de vapores.Saiba quais são os pontos críticos dessas exigências trabalhistas

Um dos aspectos importantes existentes no projeto e na notificação é o cuidado com a saúde do trabalhador e a atenção a algumas NR’s (Normas Reguladoras) existentes no setor.

Abaixo listamos alguns deles.

 

Uso de caminhões de carregamento “botton load”

Sendo assim, um dos itens trata da proteção contra quedas em caminhão-tanque tipo “top load”, cujo carregamento é feito pela parte superior e expõe o trabalhador a riscos de queda.
Segundo essas novas exigências trabalhistas, o ideal seria usar caminhões tanques tipo “bottom load”, cujo carregamento é realizado através de níveis mais baixos não expondo tanto funcionários ao trabalho em altura. Mas devido aos altos investimentos necessários, é fundamental adequação da empresa quanto ao uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e adequação ao que é exigido pala NR 35.

Assentos para pausa e descanso na pista

Outro ponto que é necessário se atentar nessas novas exigências trabalhistas é a presença de assentos para pausa e descanso na pista com ergonomia adequada (com encosto pra lombar e sem rodinhas, dentre outros) para que o frentista possa continuar em posição de prontidão sem sobrecarregar desnecessariamente o corpo e atendendo ao que traz a NR 17.

Os efeitos tóxicos do benzeno

O benzeno é um composto químico incolor, de aroma adocicado, muito inflamável, que se evapora rapidamente ao entrar em contato com o ar, e é um dos principais constituintes do petróleo e pode ser encontrado na gasolina.
Ele é altamente cancerígeno, sendo uma das principais substâncias que comprometem a saúde de trabalhadores de postos de combustíveis.
Um aspecto muito presente na atual notificação é a preocupação com os efeitos do benzeno. Decorrente disso, uma das novas exigências do Ministério do Trabalho é a implantação de equipamentos com bicos com travamentos automáticos nas bombas e a ausência do frentista durante o abastecimento dos veículos para que eles não aspirem os vapores que saem do bico, já que são ricos dessa substância.
Aqui, salienta-se a importância de haver orientação administrativa para que se afaste do tanque durante o abastecimento para evitar a aspiração do benzeno.
Nesse contexto, também é exigida a implantação de sistema de recuperação de vapores fase I (que é responsável pela coleta do benzeno que sai nos abastecimentos e dos tanques na hora da descarga dos caminhões-tanque, momentos em que também o benzeno é eliminado). Aqui a preocupação é proteger todas as formas de contato, seja com as vias respiratórias ou com a pele. O objetivo é eliminar o risco.

Uso adequado dos EPI’s: a vedação da máscara

As exigências trabalhistas também contemplam o teste de vedação da máscara.
Na prática, todos os frentistas deveriam usar máscara, já que na maioria dos postos não existe um sistema de recuperação de vapor eficiente nas bombas para captar o vapor com benzeno que sai das máquinas.
Apesar disso, existe uma negociação entre os integrantes da comissão do benzeno em que ficou definido que é inviável e complexo todo frentista usar máscara durante a jornada de trabalho. Por isso buscou-se outras soluções, como saída durante o abastecimento, uso de válvulas nos bicos, que travam durante o abastecimento e evitam que o combustível extravase.
O uso da máscara deve ser da forma correta, com total vedação, devendo-se usar o kit de verificação da máscara. Fique atento, agora máscara deve ser fornecida acompanhada do teste de verificação.

Cuidados com os uniformes dos trabalhadores

A notificação também contempla os uniformes dos trabalhadores, principalmente, dos frentistas, que devem ser fornecidos pelas empresas.

Nessas novas exigências trabalhistas foi sugerida a colocação de faixas reflexivas para evitar acidentes, principalmente noturnos. Atualmente, já existe a obrigação de se higienizar os uniformes ao menos uma vez por semana. O texto incube o empregador por essa tarefa e a justificativa é evitar a contaminação com o benzeno de outras peças do vestuário do trabalhador e de sua família quando essas peças estiverem sendo lavadas.

Vasos de pressão: cuidado redobrado com esse equipamento

Também se salientou a necessidade de um maior cuidado com os vasos pressão, que em muitos casos se encontram enterrados. O que uma situação muito grave, já que, dessa forma, eles não passam por fiscalização, acabam não recebendo manutenção adequada e têm o risco de explosão aumentado.

Dessa maneira, é importante que os postos de combustíveis reavaliem suas práticas e busquem atender a NR 13, que exige a realização periódica da manutenção desses equipamentos e monitoramento dos riscos. Uma vez que são muitos os casos em que eles encontram-se sem manômetro e sem a válvula de segurança, itens básicos, mas fundamentais para minimizar os riscos de explosão.
Segundo as exigências trabalhistas, esses equipamentos devem ser instalados em locais que permitam fácil acesso para manutenção e monitoramento.
Essas novas exigências têm deixado muitos postos de combustíveis apreensivos. Muitas delas demandam a realização de investimentos em um momento instável para o setor, em que a cada dia os preços dos combustíveis sofrem reajustes e tem afastado cada vez mais os consumidores de suas bombas.
Porém, negar essa realidade, além de não resolver o problema, compromete ainda mais o desenvolvimento de sua revenda. Dessa forma, treine sua equipe, mantenha um relacionamento estreito com seus pares, principalmente, com a contabilidade e faça-se ser ouvido pelos seus órgãos representantes, principalmente o sindicato.

Para complementar o texto, algumas questões relacionadas à CLT para os quais o revendedor deve se atentar:

– Registro: todos os funcionários devem estar devidamente registrados e não agir dessa forma pode expor sua empresa às sanções como multas. O registro deve ser feito antes que o empregado inicie sua atividade, em caso de experiência deve-se fazer contrato específico. Documente todas as relações do posto de combustíveis com os seus colaboradores da forma correta.
Mantenha o livro de registro sempre no estabelecimento, ele pode ser exigido durante uma fiscalização e a empresa tem a obrigação de fornecê-lo à autoridade competente.

– Jornada de trabalho: o registro da jornada de trabalho deve conter os reais horários de entrada, intervalo e saída do trabalhador. Empresas com mais de dez empregados devem realizar o controle de jornada de trabalho de seus funcionários e ele deve permanecer no local de trabalho para apresentação ao agente da fiscalização trabalhista.

– Pagamento: sábados são considerados dias úteis para o pagamento de salários, então, entra o dia na contagem dos dias para o pagamento. Caso a empresa não possa realizar nesse dia, deverá ser antecipado. Além disso, o contracheque deve conter a descrição de todos os valores de natureza salarial (adicional de periculosidade, adicional noturno, salário base, dentre outros). Caso essa informação não exista, o fiscal do trabalho poderá cobrar as verbas que não estão discriminadas no contracheque. As rubricas devem estar detalhadas na folha de pagamento e no contracheque.

O descanso semanal remunerado deverá ser dado ao trabalhador antes de se completar o sétimo dia sequencial de trabalho, ou seja, deverá ser dado, no máximo, após o sexto dia trabalhado. Quando o funcionário trabalhar dois domingos seguidos ele terá, obrigatoriamente, o direito a folgar no terceiro.

Perceba que esses são alguns dos pontos relacionados à legislação e, embora não seja uma exigência trabalhista nova, ainda geram muitas dúvidas e erros por parte de empresa. Por isso, estudar a convenção coletiva de trabalho e ter um diálogo constante com a contabilidade ajuda a evitar penalidades.

Gostou do conteúdo sobre as novas exigências trabalhistas do Ministério do Trabalho? Conte para a gente nos comentários agora mesmo! E saiba como aumentar suas receitas de forma simples.

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capital de giro

Capital de giro: você conhece as formas de usá-lo?

As empresas podem ser comparadas a um organismo vivo, um todo dinâmico composto de diversas partes que, com suas peculiaridades, contribuem para o bom desempenho do conjunto. A necessidade de capital de giro (NCG) é um dos principais elementos dessa estrutura, sendo vital para manter tudo funcionando.

A necessidade de capital de giro (NCG) é um indicador importante para a gestão financeira da empresa, mostra a necessidade ou não de adquirir capital de giro de fontes externas, bem como o seu valor. A fórmula para seu cálculo depende do momento em que a empresa se encontra, e pode ser feita de maneira a pensar no balanço patrimonial ou no ciclo financeiro.

Ao longo deste artigo, conceitualizamos o capital de giro, bem como sua necessidade e relevância para as vendas no cartão de crédito. Além disso, apresentamos excelentes formas de utilizá-lo, destacando sua relação com o cartão de crédito empresarial.

O que é capital de giro?

Possuir certa quantia em dinheiro armazenada para garantir a manutenção da empresa e seus processos é, praticamente, uma obrigação de qualquer organização responsável, pois isso permite sustentar as operações e assegurar boa saúde financeira.

A tais recursos, em proporções adequadas para permitir a continuidade dos negócios, dá-se o nome de capital de giro. Trata-se, essencialmente, da somatória de todos os recursos financeiros imprescindíveis para a continuidade das operações de uma empresa. Isso inclui, também, o dinheiro aplicado em caixa, no banco, ao comprar insumos para a produção ou formação de estoques, valores recebidos diretamente dos clientes etc.

O capital de giro é útil, ainda, para o pagamento de salários dos funcionários, impostos e cobrir eventuais reformas. Refere-se, enfim, em termos práticos, a qualquer movimentação financeira realizada pelo negócio e que envolva todos os elementos que possam, rapidamente, ser transformados em dinheiro.

É importante não confundir o capital de giro com o fluxo de caixa, algo que acontece com muita frequência. Enquanto este último demonstra a movimentação de entradas e saídas de dinheiro, o primeiro termo representa a diferença existente entre entradas e saídas, ou seja, os valores que estão, efetivamente disponíveis para utilização.

A Necessidade de capital de giro (NCG) é o índice que demonstra a quantia necessária para que a empresa mantenha o pleno funcionamento de suas atividades. Essa métrica pode auxiliar os gestores, assinalando a indispensabilidade de recorrer a outras fontes de recursos, tais como empréstimos bancários.

Para quantificar o capital de giro necessário, deve-se levar em consideração uma série de despesas (variáveis conforme as características gerais de cada organização e as especificidades do segmento de atuação), como salários, pagamentos a terceirizados, custos de matéria-prima, infraestrutura, impostos, encargos trabalhistas, títulos, empréstimos, investimentos, capacitação e treinamento de funcionários, etc.

Qual a importância do capital de giro?

Além de assegurar a continuidade dos negócios, o capital de giro pode apontar, também, o momento ideal para que a empresa planeje futuras expansões e realize investimentos voltados a ampliar e diversificar suas operações. Entre outras aplicações do capital de giro, encontra-se a possibilidade de arcar com os custos relativos a produtos, mercadorias e cobranças, bem como ajudar no financiamento de fornecedores, nas contas a serem honradas e nos tributos a pagar.

Prescindir de um controle apropriado do capital de giro acarreta inúmeras consequências danosas para a organização, com especial destaque para a elevação dos riscos operacionais que, por sua vez, podem levar a fluxo de caixa negativo.

Você sabe que para que o seu negócio tenha sucesso, é indispensável atingir o equilíbrio financeiro. Um dos modos de conseguir isso é contar com nível razoável de capital de giro, sobretudo naqueles períodos de intervalo entre os pagamentos realizados aos fornecedores e a entrada de recursos provenientes das vendas em caixa.

A despeito de tudo o que mencionamos até aqui, é nas vendas efetuadas no cartão de crédito que a necessidade de capital de giro se mostra mais premente. Todo empreendedor sabe que, ao efetuar uma venda nessa modalidade, é preciso esperar 30 dias até que os valores cheguem à empresa.

Em termos de fluxo de caixa, isso representa uma “conta a receber” e o capital de giro deve cobrir as despesas até que esse recebimento se realize de fato.

Quais as maneiras de utilizar o capital de giro?

Confira, a seguir, algumas maneiras de empregar o capital de giro da sua empresa:

  • pagamento de impostos: as empresas têm diferentes impostos a serem pagos em uma base mensal ou anual, por exemplo, INSS, FGTS, ISS, ICMS, IR, entre tantos outros. Cada qual tem datas específicas para o recolhimento e não devem ser quitados em atraso, sob pena de multas;
  • salários: sendo obrigação mensal da empresa, os salários têm data determinada para o pagamento (embora a mais comum seja o quinto dia útil). Uma vez que nem sempre os recebimentos ocorrem em tempo hábil, o capital de giro, nesse caso, pode fazer toda a diferença;
  • custos e despesas operacionais: todos os processos de uma organização geram custos, até mesmo a mais simples atividade. Logo, é indispensável contar com recursos disponíveis para arcar com detalhes que, apesar de parecerem irrelevantes à primeira vista, podem prejudicar ou, até mesmo, paralisar o trabalho.

Além das citadas, há uma maneira de utilizar o capital de giro que, dada a sua importância, merece especial destaque: a quitação da fatura do cartão de crédito mensal.

Assim como os recebimentos, os pagamentos feitos no cartão de crédito não geram impactos imediatos ao fluxo de caixa, uma vez que, obviamente, seus valores são descontados posteriormente.

No entanto, isso não significa que ele deixa de representar uma renda a se preocupar, tanto no mês corrente quanto no seguinte, em que deve ser feito o pagamento da fatura. Você deve estar preparado para quitar a fatura rigorosamente em dia, a fim de evitar a incidência de juros.

A data de vencimento é determinada previamente pela operadora do cartão de crédito. Sua alteração é possível, mas, na maioria dos casos, complicada. Ante tal cenário, o capital de giro oferece uma saída muito útil para garantir a pontualidade desses pagamentos.

O que fazer para suprir a necessidade de capital de giro?

Para que a sua empresa consiga sempre suprir a necessidade de capital de giro e, assim, cobrir os gastos organizacionais, é imprescindível realizar um completo e minucioso planejamento financeiro.

Então, se você deseja qualificar ainda mais seus processos de negócios, confira 7 excelentes dicas de planejamento financeiro para postos de combustíveis!

Guia completo de criação de metas em postos


icms

A conta da irresponsabilidade fiscal: a farra do ICMS!

O Brasil é um país de contradições. Com tantas irresponsabilidades e problemas institucionais de toda ordem não aceita amadorismo de seus empreendedores, pelo contrário, bate muito forte, se esforça para torná-los menos competitivos e, ainda assim, como uma mistura de coragem e um pouco de loucura, os empreendedores brasileiros vão surgindo aos montes, se apegando em frágeis esperanças de um futuro melhor.

Tenho visto e escutado, até de autoridades governamentais, a maioria sem qualquer crédito, que revendedores de combustíveis são membros de cartéis e que usam de práticas imorais para maximizar seus lucros.

Discordo dessa visão e vou explicar o motivo: é cada vez mais comum o conflito distributivo entre os estados brasileiros, fruto de irresponsabilidades fiscais e orçamentárias que os impedem de arrecadar o suficiente para cumprir seus compromissos. O problema é que a conta chega para todos, e para pagá-las, o estado acaba por recorrer ao patrimônio de seus contribuintes, leia-se empresas e trabalhadores, visando corrigir erros cujos responsáveis estão somente preocupados com o próximo pleito eleitoral.

Irresponsabilidade fiscal e orçamentária, prática comum no Brasil, populismo e falta de capacidade que condena a todos. Mas seria possível reduzir o impacto de uma maior arrecadação? Difícil, e, na falta de gestores, atiram para todo lado chamando de alvo o que acertam.

No dia 1 de fevereiro de 2018 o estado de MG promoveu o segundo aumento de cálculo do ICMS nos combustíveis do ano. Já no dia primeiro de janeiro a alíquota do ICMS passou de 29% para 31% e também houve uma alteração no valor de referência. Qual o impacto disso? Os impostos que incidem sobre os combustíveis superaram 50% do preço do litro.

Mas qual o motivo disso acontecer especificamente para esse setor? Bom, combustíveis são bens essenciais para toda cadeia produtiva, além da crescente demanda de pessoas físicas a fim de satisfazer suas necessidades de locomoção. Assim, na cabeça de quem somente quer cobrir um buraco sem fundo, cobrar mais imposto sobre a venda de combustíveis iria reduzir pouco a demanda, arrecadando mais e afetando menos os revendedores.

O tiro saiu pela culatra? Sim, muito! Revendedores são chamados de bandidos, sentem uma enorme pressão da sociedade, têm dificuldade para explicar os necessários reajustes a seus clientes e acabam como reféns de preços que já chegam determinados.

Em MG o valor de referência da gasolina comum no mês de fevereiro é de R$4,6762, com uma alíquota de 31% de ICMS temos um valor de R$1,4496 de ICMS para cada litro. Se pegarmos o estado de SP, o valor de referência da gasolina é de R$4,0190 e a alíquota do ICMS é de 25%, gerando um valor de referência de R$1,0048 de ICMS. Pois é amigos, justo no estado da Inconfidência Mineira, que se revoltou contra o domínio em 1789 pela cobrança de 20% de impostos sobre o ouro extraído, temos uma diferença de espantosos R$0,45 de ICMS por litro de gasolina.

Isso! O consumidor mineiro paga R$0,45 a mais que o consumidor paulista por litro de gasolina, somente de ICMS. Não vou entrar em detalhes sobre a incidência de uma ainda bitributação do etanol, presente na gasolina, que existe no estado, porque enquanto um orgulhoso cidadão mineiro vai aumentar a minha vergonha em pelo mais uns R$0,08 por litro dessa diferença.

Mas se o estado precisa arrecadar mais, tal aumento se faz necessário? Acredito que nosso governo errou e vem errando há muito tempo, os preços dos combustíveis refletem como um aumento de custos sobre quase toda a cadeia produtiva nacional. Tais reflexos deixam nossas empresas e produtos menos competitivos, afetando diretamente a produtividade e toda a sociedade paga muito caro por isso.
Quer um exemplo? De acordo com os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Municípios) divulgada pelo IBGE, temos em MG, 1,2 milhões de desempregados, uma taxa de desocupação recorde de 11,1% e o rendimento médio dos mineiros é o menor do sudeste, estimado em R$1,7 mil. Essa é uma triste realidade de nosso estado.

Entendo que o governo deve buscar o equilíbrio fiscal, mas não a qualquer custo, com a consciência de que suas ações têm reflexo sobre toda a sociedade, bem diferente da visão turva da realidade econômica e social que os políticos possuem de seus pomposos e mal geridos gabinetes.

Infográfico: 45% do custo da nossa gasolina é imposto! A culpa não é nossa!


Sistema TEF

O que é o sistema TEF e quais os impactos para postos de combustível?

O sistema TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) possibilita a transferência eletrônica para o posto de combustível. Dessa maneira, a empresa recebe o dinheiro das vendas realizadas pelo cartão de crédito ou de débito com agilidade e evita ao máximo a inadimplência, o que contribui bastante para manter a saúde financeira do negócio.

Mas de que forma funciona o TEF? O software é instalado nos computadores do posto e capta todas as transações feitas nos pinpads (as máquinas de cartão). Por meio da conexão à internet, a ferramenta promove a comunicação entre a empresa do cartão e a conta bancária do empreendimento.

Se você está interessado em saber mais sobre esse recurso, a dica é ficar atento às vantagens que esse software proporciona para o seu negócio. Confira!

Conheça os benefícios do sistema TEF

Em alguns estados brasileiros, os postos de combustível são obrigados a utilizar esse software com o intuito de combater a sonegação fiscal. Além de proporcionar mais transparência às movimentações financeiras, a ferramenta se destaca por outros motivos. Acompanhe!

Rapidez nas vendas

Ter a garantia de que o dinheiro vai entrar na conta da empresa com bastante agilidade é um aspecto muito positivo para os empreendedores. Isso é possível porque a conexão à internet permite que os dados inseridos no TEF sejam enviados rapidamente para as instituições, responsáveis por autorizar as transações financeiras.

Para isso, é fundamental contar com uma conexão rápida e estável à rede mundial de computadores. Se houver instabilidade no funcionamento desse serviço, as movimentações serão afetadas, prejudicando o andamento das atividades e irritando os consumidores. Nenhum cliente quer perder tempo por causa de problemas no sistema de pagamento.

Segurança das informações

Ao optar pelo sistema TEF, o empresário pode contar com as conexões VPN (Rede Virtual Privada). Elas elevam o nível da segurança dos dados, porque as informações são criptografadas. Além disso, facilitam a identificação dos envolvidos no pagamento, o que torna mais dinâmico o trabalho das operadoras de cartão e dos postos de combustível.

À medida que uma empresa conta com recursos de segurança da informação sofisticados, mais condições tem de fazer uma gestão eficiente e de proporcionar conforto para os consumidores. Hoje, investir em ações para proteger os dados deixou de ser um luxo e se tornou uma obrigação.

Uma empresa, independentemente do segmento, deve ter um grande cuidado com a segurança da informação. Imagine o constrangimento de um cliente ao saber que o cartão de crédito foi clonado após uma compra no posto.

Mesmo não havendo má-fé do empresário, essa situação afeta negativamente a imagem do negócio.

Esse problema pode ser evitado, caso escolha um fornecedor do sistema TEF que tenha experiência, profissionais qualificados e boas recomendações. Preservar os dados dos clientes é uma medida inteligente para conquistá-los.

Mais opções de venda

O consumidor gosta de ter várias alternativas de compra. É muito comum as pessoas utilizarem o cartão de crédito ou de débito para pagarem as contas.

Alguns preferem ter mais de um cartão para quitar as despesas. Por isso, é interessante que o posto conte com um sistema capaz de fazer o pagamento dos serviços por várias bandeiras. Essa postura faz com que a empresa esteja atenta às necessidades do público. Perder clientes por não ter alternativas de pagamento é pedir para ser ultrapassado pela concorrência.

Em um mercado cada vez mais competitivo, é necessário facilitar a vida das pessoas e adotar um excelente padrão de atendimento. Um posto deve ter como prioridade aliar serviços eficientes com opções variadas de pagamento.

Um único passo para aumentar as vendas do seu posto!

Gestão financeira de alto nível

Centralizar os pagamentos em um único sistema é uma alternativa para minimizar os erros na contabilidade das receitas. Sem dúvida, essa ação contribui para o posto fazer investimentos que estejam de acordo com a própria capacidade financeira.

Pense que um empreendimento está planejando contratar mais empregados com o aumento da demanda. Essa ação apenas será válida caso haja um controle eficiente do orçamento.

Em um cenário de instabilidade econômica, é fundamental ter a dimensão exata das receitas. Isso se torna viável por meio do sistema TEF, que controla os pagamentos feitos por meios eletrônicos, como os realizados com os cartões de crédito e de débito.

Quando uma empresa adota procedimentos que eliminam o risco de calote, é mais fácil ter um domínio maior sobre os recursos financeiros que entram no caixa. Isso contribui, também, para negociar com os fornecedores de maneira mais segura, aumentando as chances de conseguir descontos e de oferecer produtos e serviços por preços mais atraentes para os consumidores.

Economia

Tecnologia é sinônimo de agilidade e de modernidade para muitos. Porém, ela pode proporcionar algo que todas as empresas buscam: economia. No caso de um posto de combustível, esse comportamento não é diferente.

Um bom exemplo está no sistema TEF em que o pagamento das mensalidades para utilizar as máquinas de cartão não existe. Ou seja, o proprietário escapa da necessidade de quitar mais uma taxa mensalmente.

Essa ferramenta propicia ao posto ter a opção de escolher a operadora de cartão que oferece as melhores taxas do mercado. Dessa forma, não fica dependente de uma única instituição financeira para receber o pagamento pelos serviços prestados.

Um bom empreendedor sabe que é vital cortar gastos com inteligência, caso tenha como foco o crescimento de maneira sustentável.

Automação comercial

Uma das grandes vantagens do TEF é trabalhar integrado com a automação comercial. Esta é responsável por permitir o gerenciamento dos estoques, produtos e vendas realizadas por um posto, o que é essencial para a gestão ser mais bem organizada.

Um sistema de automação comercial propicia uma série de atividades, como:

  • verificar, em tempo real, as transações feitas pelo posto durante um dia;
  • ter o número de pessoas que compraram no local;
  • dimensionar os cartões que estão sendo mais usados pelos clientes;
  • contabilizar as taxas que estão sendo pagas para as empresas adquirentes (Cielo, GetNet, entre outras);
  • acompanhar o volume de vendas por período (dia, semana, mês e ano);
  • analisar os hábitos de consumo dos consumidores (ticket médio e periodicidade).

Com certeza, investir em tecnologia é um bom negócio. Para os que desejam conhecer mais detalhes sobre o sistema TEF, uma excelente alternativa é seguir a nossa página no Facebook. Compartilhar conhecimento nunca é demais!


vale a pena receber pagamento em cartão frotista

Será que vale a pena receber pagamentos em cartão frotista?

Não existem dúvidas de que, para quem compra, o cartão frotista é uma excelente vantagem. Muitas empresas utilizam esse recurso para facilitar a gestão de frotas e negociar preços mais vantajosos em abastecimentos, manutenções e reparos de peças. Para os motoristas, dispensa a necessidade de carregar dinheiro vivo e traz mais praticidade.

Mas será que, para quem vende, é interessante receber esse método de pagamento? Além das taxas envolvidas, existem outros custos associados que podem se acumular e colocar em xeque as principais vantagens em aceitar o cartão frotista.

Neste artigo, examinaremos melhor o cartão frotista, detalhando quais as vantagens para clientes e postos de combustíveis, assim como as principais desvantagens e os cuidados que devem ser tomados ao aceitar essa forma de pagamento. Boa leitura!

As vantagens do cartão frotista

O cartão frotista é diferente de um cartão de crédito ou débito normal. Ele normalmente é entregue para motoristas de empresas que tenham uma frota considerável de veículos ou, em alguns casos, fornecidos por montadoras para os seus melhores clientes, como é o caso do MercedesServiceCard, da Mercedes-Benz.

As vantagens do cartão frotista são claras: as empresas conseguem facilitar sua gestão de frotas concentrando os gastos com abastecimento nesse meio de pagamento e podendo avaliar, inclusive, o consumo individual de cada veículo. Além disso, conseguem negociar vantagens no pagamento com as redes de postos de combustíveis que aceitam essa forma de pagamento.

Também vale destacar que alguns desses cartões estendem seus benefícios para além do reabastecimento, podendo ser usados como forma de pagamento para manutenções em oficinas e troca ou aquisição de peças para os veículos.

Para o dono de posto de combustíveis, a principal vantagem em aceitar um cartão frotista é aumentar o fluxo de clientes recorrentes e fiéis, que vão sempre abastecer onde os seus cartões são aceitos. Logo, a aceitação do cartão frotista é como um programa de fidelidade, mas com alguns asteriscos.

As desvantagens do cartão frotista

Para começar a aceitar o cartão frotista, o posto deve fechar contrato com a empresa que fornece o meio de pagamento. Nesse acordo, ele precisa arcar com algumas taxas e com as condições impostas pela operadora, que nem sempre são vantajosas para quem vende o combustível.

Alguns dos principais custos extras aqui envolvem a máquina que será utilizada para aceitar os cartões. Ela deve ser alugada pela fornecedora do cartão e os valores costumam ser altos. Para ter certeza de que vale a pena o investimento, é recomendável considerar o faturamento previsto com a adesão e diluir os gastos com o aluguel nas vendas.

Também são considerados custos com a máquina de cartão o frete para o envio e as taxas que serão cobradas para transferir os valores pagos com o cartão frotista para a conta do posto. E um risco que deve ser avaliado é o preço declarado do equipamento consignado na nota fiscal: geralmente, é um valor alto que, em caso de danos ou perda, tem de ser pago pelo posto.

Outro cuidado que se deve tomar antes de aderir ao cartão frotista é o tempo de contrato: se por alguma razão o empreendedor mudar de ideia e desistir desse meio de pagamento, precisará pagar uma multa ou esperar alguns meses até o contrato expirar.

E vale a pena destacar que, por mais que exista uma certa fidelização ao aceitar o cartão frotista, ela não é ligada diretamente ao posto onde o cliente reabastecerá, mas, sim, à toda a rede credenciada. Logo, não existe uma garantia de que o consumidor terá um posto de combustíveis como preferência.

Um único passo para aumentar as vendas do seu posto!

As vantagens de um programa de benefícios próprio

Quando as vantagens e desvantagens em aceitar o cartão frotista são colocadas lado a lado, fica bem claro que ele é especialmente vantajoso para as operadoras que comercializam esse produto, mas nem tanto para os postos de combustíveis.

Para valer a pena, o aumento de demanda deve ser bem expressivo, a ponto de anular as taxas e os custos com a implementação do meio de pagamento e quaisquer outras dores de cabeça envolvidas.

Por outro lado, é interessante para um posto fidelizar seus clientes ao aderir a uma forma de pagamento cômoda para eles, que entrega vantagens significativas. E é inegável que a aceitação abre portas com os frotistas, que são um tipo de cliente bem especial para o negócio.

Mas existe uma alternativa para quem quer ter todas as vantagens concedidas pelo cartão frotista, mas não está disposto a tolerar as desvantagens impostas pelas operadoras: a criação de um programa próprio de benefícios.

Criar um programa de fidelidade é algo que seria ousado demais há alguns anos, mas, com as novas tecnologias digitais, já existem ferramentas que facilitam essa tarefa, permitindo que os postos aumentem a recorrência e, com isso, ampliem a receita.

Com um programa de fidelidade próprio, o empreendedor consegue fidelizar o cliente ao seu posto e não às grandes redes distribuidoras. Como não existirão taxas e custos tão elevados para a implementação, é possível disponibilizar benefícios mais vantajosos para o cliente final com custos menores.

Outra vantagem em ter um programa de fidelidade próprio é que os contatos e os clientes conquistados pertencerão ao posto, e não a uma rede maior. Com essas informações valiosas, o posto pode divulgar ofertas relevantes diretamente aos seus clientes mais fiéis, sem precisar de intermediários no processo.

Por mais vantajosa que possa parecer a fidelização obtida ao aceitar um cartão frotista, ela não será tão próxima e exclusiva como aquela que um programa próprio de benefícios é capaz de proporcionar.

Para quem está na dúvida sobre aceitar ou não o cartão frotista, a dica é colocar no papel todas as vantagens que o empreendimento teria com esse meio de pagamento e também todas as desvantagens, com os valores financeiros que envolverão cada uma delas.

Compare as duas listas e, se possível, veja qual seria o custo e as possibilidades de um programa de fidelidade próprio como alternativa.

Para auxiliar nessa decisão entre o cartão frotista e um programa de fidelidade exclusivo, entre em contato com o ClubPetro e descubra mais sobre essa opção!


fluxo de caixa

7 boas práticas de fluxo de caixa para postos de combustível

A gestão de fluxo de caixa ainda é motivo de dúvidas e preocupações para quem administra o próprio posto de combustível.

Trata-se de uma ferramenta gerencial utilizada para controlar entradas, saídas, contas a pagar, contas a receber e demais movimentações financeiras de um negócio em um determinado intervalo de tempo.

Independentemente de quantas unidades compõem a empresa ou de onde os postos estão localizados, a gestão de fluxo de caixa tem enorme importância para a saúde financeira do negócio.

Confira, agora, 7 dicas simples para manter um fluxo de caixa eficiente e garantir a saúde financeira do seu negócio, mantendo-o a salvo nos momentos de crise e transformando os desafios em oportunidades de crescimento.

1. Garanta a atualização diária dos dados

Para ser eficiente e colaborar para o crescimento do negócio, o fluxo de caixa deve refletir exatamente a realidade financeira do seu posto de combustível, com base em dados atualizados diariamente.

equipe de funcionários deve estabelecer critérios para diferenciar os dados, de modo que a visualização das planilhas permita a identificação imediata dos dados referentes às receitas, diferenciando-as das despesas.

O importante é seguir sempre a regra e garantir que todas as operações de receita e despesa sejam registradas da mesma forma. Isso facilitará bastante a sua rotina de administração financeira.

Outra dica bastante válida é a adequação das práticas de recebimento e dos prazos de pagamento às características do fluxo de caixa de cada posto.

2. Adeque os recebimentos e prazos ao valor do fluxo de caixa

O valor total do fluxo de caixa deve determinar tanto as possibilidades de forma de pagamento oferecidas aos clientes quanto o prazo de pagamento negociado com as distribuidoras.

Dessa forma, se um posto de combustível tem um valor de fluxo de caixa mais baixo, é preciso optar exclusivamente pelo pagamento à vista (em dinheiro ou no cartão de débito) e verificar com a distribuidora a possibilidade de estender o prazo para pagamento das remessas.

Por outro lado, quando o fluxo de caixa tem valores altos, os revendedores podem oferecer aos clientes a vantagem do pagamento com o cartão de crédito ou o cheque. Nesses casos, existe a possibilidade de permitir parcelamento da compra. Para evitar prejuízos que comprometam os resultados do negócio, os gestores devem trabalhar com prazos de recebimento mais reduzidos.

Ainda em se tratando de valores de fluxos de caixa mais elevados, a negociação com os fornecedores pode resultar em custos menores para a aquisição dos combustíveis, uma vez que é possível manter o estoque com prazos de pagamento mais curtos e com custos menores.

Nesse sentido, conquistar a confiança dos fornecedores e abrir espaço para negociar o pagamento da mercadoria é fundamental para a saúde do fluxo de caixa dos postos de combustível.

3. Otimize o relacionamento com os fornecedores

Para diminuir o impacto do pagamento das remessas sobre o fluxo de caixa, os gestores devem otimizar o relacionamento com as distribuidoras, adotando práticas que abram espaço para a negociação dos prazos e para a redução dos juros cobrados.

Para isso, é importante estar atento aos valores acordados e às datas previstas para quitação das dívidas, garantindo que todas as operações sejam feitas da forma prevista no contrato de compra.

Assim, o fluxo de caixa oferece elementos importantes para que os gestores possam realizar um bom planejamento financeiro e a tomada de decisão em relação às sobras ou às faltas de caixa, desde que todas as operações estejam devidamente identificadas.

4. Identifique cada tipo de movimentação financeira

Ao separar os processos que acontecem diariamente ou semanalmente daqueles que são totalmente esporádicos, você consegue aumentar a base de informações para tomar decisões quanto à saúde financeira do seu negócio.

Isso é fundamental para orientar escolhas que fazem toda a diferença no desempenho da empresa no mercado, tais como a realização de ações para diminuir custos ou para aproveitar melhor os resultados de uma aplicação financeira.

Outra diferenciação muito importante, mas que nem sempre é realizada no dia a dia da gestão do fluxo de caixa, é a separação das contas a pagar e a receber.

As despesas, periódicas ou não, relativas a taxas de aluguel, internet, impostos e outros pagamentos devem ser identificadas como contas a pagar. Por sua vez, as vendas parceladas também devem ser identificadas como tal.

Ao conhecer tanto o saldo atual do seu caixa quanto o seu saldo futuro provisionado, você pode se programar melhor para aproveitar os bons momentos nas vendas ou, de forma contrária, para lidar com períodos de escassez, com atenção especial para os pagamentos parcelados.

5. Evite a antecipação de receitas

Um erro bastante comum na gestão do fluxo de caixa é contar com os valores referentes a cartões de crédito, cheques pré-datados e outras formas de pagamento parcelado antes que eles estejam disponíveis no caixa, fazendo da antecipação de receitas uma prática constante.

Ao considerar os valores como recebidos antes que isso tenha acontecido, você gera impressões equivocadas sobre as finanças e pode assumir compromissos contando com um dinheiro que ainda não é seu, além de gerar custos adicionais com a antecipação de recursos.

Por essa razão, o mais correto é fazer o lançamento desses dados apenas no vencimento de cada parcela, para evitar erros que podem comprometer o gerenciamento financeiro por meses.

Além dos cuidados na categorização, é preciso garantir o registro completo de todas as informações.

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6. Registre todos os processos de forma completa

Todos os débitos ou créditos, por menores que sejam, devem ser contabilizados de forma completa, pois as pequenas ausências farão uma enorme diferença no fluxo de caixa ao final do período, induzindo os gestores a fazerem análises completamente equivocadas.

A incoerência no acompanhamento dos resultados do negócio faz com que os gestores tenham mais dificuldade para implementar as mudanças necessárias para promover o crescimento do negócio.

Além de anotar todas as movimentações financeiras, você deve manter a organização dos arquivos. Para isso, vale a pena investir na utilização de programas ou aplicativos especialmente desenvolvidos para facilitar a gestão financeira, como vamos mostrar agora.

7. Invista na automação do fluxo de caixa

Na atualidade, a indústria da inovação disponibiliza uma série de softwares e ferramentas capazes de facilitar todas as tarefas relacionadas ao controle financeiro, garantindo maior exatidão e segurança no registro, acompanhamento e interpretação dos dados.

Quando se tem um sistema computadorizado e integrado, é possível reduzir os erros na gestão e otimizar o trabalho de toda a equipe, seja para identificar as entradas e saídas diárias ou para determinar quais foram os resultados de uma promoção realizada no último mês.

Agora que você já sabe como otimizar a gestão de fluxo de caixa, que tal conferir outro artigo do nosso blog e descobrir qual é o regime de tributação mais adequado para o seu posto de combustível? Aprenda as diferenças entre lucro real e lucro presumido e invista na saúde financeira do seu negócio!


Petrobras

Como a nova política de preços da Petrobras pode fechar diversas distribuidoras?

Ultimamente, os jornais e a TV têm reportado frequentes variações nos valores dos combustíveis fornecidos pela Petrobras às distribuidoras brasileiras. De fato, os consumidores têm visto mais aumentos do que quedas — alguns deles anunciados poucos dias após o anterior.

Isso se dá devido à nova política de preços que a petroleira adotou, com o argumento de não mais arcar com os prejuízos frente ao comércio internacional de petróleo. No entanto, você sabe como funciona essa nova forma de precificar os combustíveis, o porquê de ela ter sido adotada e como ela prejudica os pequenos distribuidores?

Se você não souber responder a algum desses questionamentos, acompanhe este artigo que fizemos especialmente para deixar você por dentro do assunto. Caso você esteja bem informado a respeito, aproveite para compartilhar essas informações em suas redes sociais e multiplicar conhecimento.

O funcionamento dessa nova política de preços

A nova política de preços da Petrobras em vigor para dois de seus produtos oriundos do petróleo (o diesel e a gasolina), busca tornar os preços da companhia mais competitivos no mercado internacional. E isso está sendo feito, segundo informado pela própria empresa, com base em três pontos.

O Preço de Paridade de Importação (PPI)

Essa proposta de precificação analisa o valor do produto no mercado internacional por meio do monitoramento do preço praticado pelos seus principais concorrentes. Para calcular o PPI, a empresa afirma considerar diversos custos, como o transporte interno, as taxas portuárias e os fretes de navios.

A margem e o risco

Além do PPI, a Petrobras passou a acrescentar uma margem de lucro, considerando o risco da atividade de importação de combustível. Entre esses riscos alegados pela empresa, são citados: a variação cambial; os atrasos; a variação da qualidade dos produtos; e as mudanças do próprio valor do barril do petróleo.

Os impostos

Por fim, ao preço do diesel e da gasolina, são aplicados os tributos definidos pelo governo brasileiro. No caso dos combustíveis, incidem o ICMS, que varia conforme o estado; o CIDE, o PIS e COFINS, que são impostos federais. Aqui, é preciso ponderar que a Petrobras não tem autonomia sobre a definição dessas taxas. Para lembrar, conforme Decreto 9.101, de 20/07/2017:

  • tributos sobre a gasolina: ICMS de 25% a 34%; CIDE de R$ 0,10 por litro; e PIS/COFINS de R$ 0,7925 por litro.
  • tributos sobre o diesel: ICMS de 12% a 25%; CIDE de R$ 0,05 por litro; e PIS/COFINS de R$ 0,4615 por litro.

O que mudou de antes para agora

Anteriormente, os reajustes eram definidos pela Diretoria Executiva da Petrobras com base na análise dos preços internacionais no médio e longo prazo. Por isso, os reajustes não tinham uma periodicidade definida e dependiam, principalmente, das variações drásticas e da permanência das tendências de queda ou aumento do preço do petróleo.

Agora, a política de preços fica a cargo de um Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), formado pelo presidente da empresa e diretores das áreas de Refino e Gás Natural, Financeiro e Relação com Investidores. Com esse novo posicionamento, a companhia passa a assumir uma postura ainda mais capitalista — focada em seu lucro.

Esse novo formato de decisão já estava aprovado desde outubro de 2016. O que está causando essas constantes variações no preço dos combustíveis é a periodicidade para os ajustes. Inicialmente, os reajustes seriam definidos e aplicados a cada 15 dias. Agora, eles podem ser realizados até mesmo diariamente, conforme o comportamento do mercado internacional.

Para ilustrar essa nova realidade, no período de julho a setembro de 2017, os preços desses dois combustíveis tiveram mais de 40 variações, sejam de acréscimo ou decréscimo. Em alguns casos, essas alterações de preços chegam até a se anularem — justamente o que abre espaço para que as distribuidoras maiores maximizem seus lucros e prejudiquem as menores.

 

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Como isso afeta as distribuidoras menores

Quando uma empresa do porte da Petrobras assume uma política de preços visando paridade com o mercado internacional, ela corre o risco de prejudicar o seu mercado interno. Mesmo que esse posicionamento tenha sido tomado para recuperar seu market share, refreando o crescimento da importação de combustível (que foi de 1,2 milhão de metros cúbicos de diesel em junho/2017 e 290 mil m³ em maio/2017).

Isso é possível porque as grandes distribuidoras, além de maior abrangência, maximizaram seus lucros importando combustível mais barato quando a Petrobras mantinha os seus preços acima do praticado no mercado internacional. Agora, com as variações dos preços, essas gigantes podem administrar os seus estoques importados, tendo condições melhores de vencer as disputas comerciais no mercado interno.

Além disso, diversos proprietários de postos de combustíveis têm denunciado que as grandes distribuidoras diminuem ou não repassam as variações — principalmente as reduções — dos preços do diesel e da gasolina para as bombas. Ou seja, elas ampliam ainda mais a sua margem de lucro.

Nesse cenário, as distribuidoras menores sofrem mais para se manterem competitivas diante de suas grandes concorrentes por causa da baixa margem de lucro que conseguem e, também, pela dificuldade de gerirem seus fluxos de caixa.

Essas variações frequentes da política de preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras facilitam o descontrole do fluxo de caixa das empresas e dificultam o planejamento financeiro dos postos. Eles precisam ter atenção redobrada no controle sobre o quanto pagaram em determinado litro de diesel ou gasolina e pelo quanto estão vendendo aquele combustível.

O próprio Sindicombustíveis-PR, conforme noticiado pelo jornal Gazeta do Povo, ponderou que

(…) as alterações até diárias, como estão ocorrendo, prejudicam o planejamento e confundem a todos, empresários e consumidores. (…) em geral as tendências de baixa são repassadas pelas distribuidoras aos postos de forma lenta, em menor escala ou simplesmente não são repassadas. Por outro lado, quando o viés é de alta, os acréscimos são rapidamente aplicados pelas empresas de distribuição e repassados aos postos.

Por todos esses aspectos, os proprietários de postos podem acabar reféns das grandes distribuidoras de combustíveis, caso a nova política de preços da Petrobras enfraqueça ainda mais as distribuidoras menores e as leve ao fechamento.

Para não ter seu posto prejudicado pelas estratégias das grandes empresas e os planos de marketing das distribuidoras, o proprietário precisa ficar atento para as boas práticas de fidelização dos clientes e consolidar seu negócio.

Então, aproveite para assinar a nossa newsletter e receber em seu e-mail conteúdos importantes para tornar o seu negócio cada vez mais forte.


Bandeira branca

Vale a pena um posto de combustível funcionar 24h?

Nos negócios há certas escolhas difíceis de tomar. São situações em que a variedade e a complexidade de prós e contras geram grandes incertezas sobre o resultado que se vai alcançar. Um exemplo no caso de postos de combustíveis é definir se haverá funcionamento 24 horas. Trata-se ou não de uma boa escolha?

A resposta até poderia ser meio óbvia, vivemos em uma sociedade que funciona dia e noite. Os grandes centros, em especial, são cidades que nunca dormem: há sempre pessoas nas ruas, a qualquer hora, dispostas a consumir os mais variados produtos e serviços. Então, sim, um posto que funcionasse 24 horas dificilmente deixaria de ter uma procura que justificasse essa opção.

Por outro lado, o Brasil tem duas características que dificultam imensamente esse tipo de operação e que podem trazer resultados muito ruins e, até mesmo, trágicos: a excessiva regulamentação trabalhista e a insegurança urbana.

Neste texto, vamos explicar cada uma dessas variáveis e ajudar a avaliar a conveniência de se ter um posto de combustível que funcione 24 horas por dia.

Mundo em movimento

O crescimento da economia e as evoluções tecnológicas transformaram as cidades em centros pulsantes, onde os mais diversos tipos de pessoas vivem, produzem e consomem, 24 horas por dia.

Em um contexto como esse é mais do que natural que empresas de quase todos os ramos de negócio tenham suas versões 24 horas. Supermercados, padarias, farmácias e até laboratórios de exames clínicos passaram a ter estabelecimentos abertos noite e dia.

Mas em nenhum setor essa prática parece tão natural e disseminada como nos postos de combustíveis das grandes cidades. Em São Paulo, por exemplo, em 2014, 40% dos postos eram 24 horas. Atualmente, esse número caiu por motivos que vamos explicar mais à frente.

Então, a ideia de ter um posto de combustível que abra 24 horas por dia não só faz sentido, como, muito provavelmente, representa o modelo ideal desse tipo de negócio, especialmente nas regiões mais movimentadas dos grandes centros.

Ventos de crise

O problema é que nem sempre os modelos resistem à dura realidade. Em um país como o Brasil, extremamente regulado em sua legislação trabalhista, ter um negócio que funciona durante a noite toda, inclusive nos fins de semana, representa uma considerável alta nos custos em função dos adicionais que precisam ser pagos. E não há negociação entre patrão e funcionários que possa alterar isso.

Essa pressão de custos, claro, não faz bem para o negócio. Além de resultar em aumento de preços, acaba deixando a empresa mais exposta a eventuais crises econômicas, pois não há margem para cortes e negociações.

Foi o que aconteceu em muitas cidades brasileiras durante a crise econômica que se abateu sobre o país desde 2015. Com o aumento do desemprego e a recessão, o consumo diminuiu e as empresas passaram a ter dificuldades ainda maiores para equilibrar a equação financeira.

Com isso, muitas delas se ressentiram da ausência de clientes, recuaram e começaram a fechar mais cedo novamente. Como resultado, menos empregos, menor quantidade de impostos recolhidos e menos serviços disponíveis aos clientes, o que só aprofunda a crise econômica.

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Posto de combustível ameaçado pela violência

Apesar da dificuldade do quadro econômico, ele, nem de longe, é a principal ameaça para os postos de combustível e outros empreendimentos que se propõem a funcionar 24 horas. O medo mesmo é da violência.

O receio de que funcionários e clientes sejam vítimas de bandidos é a principal preocupação dos empresários que desistem de funcionar durante a noite toda. Afinal, existem maneiras de se prevenir para perder a menor quantia em dinheiro possível durante um assalto, como o uso de cofres e o incentivo ao pagamento com cartão de crédito e débito, mas o risco de que a integridade física ou mesmo a vida de pessoas seja ameaçada não é algo com que se possa conviver.

Nesse sentido, fechar cedo é diminuir as ameaças potenciais a seus clientes e funcionários, ainda que isso signifique perder oportunidades de negócio. A situação é tão complicada que até mesmo bares, que, por vocação, são atividades que deveriam se estender noite adentro, estão fechando mais cedo para fugir da violência.

Opções para quem quer tentar

Diante dessa situação, fica claro que ter seu posto funcionando 24 horas por dia é desejável, mas nem sempre aconselhável. A violência disseminada na sociedade e os resultados quase inexistentes da prevenção da criminalidade apontam que essa não é uma escolha.

No entanto, é preciso dizer que há quem encontre soluções para manter os postos abertos dia e noite. É o caso dos estabelecimentos em grandes avenidas, com intenso movimento o dia inteiro. Essa rotatividade e o fluxo constante de clientes ajudam a manter os assaltantes afastados.

Uma opção é associar os postos com outros empreendimentos que funcionem dia e noite, criando uma espécie de “polo 24 horas”, no qual o movimento dos diversos tipos de comércio ajuda a trazer uma sensação geral de segurança.

Há outros estabelecimentos que apostam na vigilância privada como forma de proteção. O uso de seguranças particulares é uma modalidade que cresce; hoje, há 70% empresas do tipo a mais do que há uma década.

Essas são medidas que, claro, não resolvem o problema, mas ajudam a diminuir muito a sua ocorrência. Isso, no entanto, não muda o fato de que postos de combustível e outros estabelecimentos que funcionam dia e noite são visados e podem ser alvo de violência, mesmo com as devidas precauções.

Por exemplo, revendedores de Itabira, MG, se uniram com a PM local e tomaram medidas para coibir a ação dos infratores. Uma das medidas tomada foi a produção de um aviso solicitando que motociclistas desembarquem de suas motos e retirem o capacete antes de serem atendidos. E a prática tem dado certo.

Por isso, antes de tomar a decisão de funcionar por 24 horas, o gestor do posto precisa analisar cuidadosamente o perfil da região onde se encontra e o histórico de violência e assaltos na área, assim como as opções para diminuir a exposição de funcionários e clientes.

Informações importantes sobre a gestão do seu posto de combustível são o principal tema de nossos conteúdos. Siga nosso perfil no Facebook e acompanhe nossas publicações.


Vale a pena oferecer formas de pagamento diferenciadas para fidelização?

Sim, vale bastante a pena. Mas vamos nos aprofundar mais no assunto. Por que, exatamente, você precisa oferecer várias formas de pagamento em um posto de combustível?

Segundo o site Sebrae Mercados, em 2013, o uso de meios eletrônicos para pagamentos ultrapassou, pela primeira vez, o uso do dinheiro vivo. Espera-se que em 2018 eles sejam usados em metade das compras dos brasileiros.

Diversificar a forma como você recebe dinheiro também influencia o quanto você fatura ao longo do mês. Postos com mais opções e uma estrutura adequada para atender a todos esses clientes costumam ter uma margem de lucro bem maior do que a de seus concorrentes. E para se destacar no mercado, é sempre bom estar um ou dois passos à frente.

Vantagens em oferecer várias formas de pagamento

1. Mais opções para os clientes

A maioria das pessoas que passam por um posto de combustível pode ter mais de uma forma de pagar pelo serviço, mas sempre preferem uma maneira ou outra. Tem gente que não paga nada em dinheiro, apenas débito ou crédito. Se elas forem até o seu estabelecimento e virem que não podem usar o método de sua preferência, é provável que evitem o seu posto no futuro.

Ao oferecer mais opções, você elimina esse problema. Não será mais necessário se preocupar se os seus clientes estão dispostos a pagar sempre em dinheiro. Se eles perguntarem se você aceita tal método de pagamento, seja para o serviço que for, é só dizer “sim”.

2. Evitar perda de vendas

Da mesma forma que algumas pessoas preferem um determinado meio de pagamento, outras não têm opções. Ou elas pagam de tal forma ou não têm como pagar — você certamente não gostaria de ficar com a última opção. Mas se você oferece variedade nas formas de pagamento, não terá de se preocupar com isso.

Além disso, se o seu posto for o único que oferece esses meios de pagamento, você se tornará a melhor opção para vários clientes naquele local, ou seja: uma chance de aumentar as vendas. Aceitar cartão de crédito pode se tornar o seu diferencial diante de alguns concorrentes, o que pode ser o suficiente para te deixar ainda mais à frente.

3. Aumento do faturamento

Como você já deve ter notado, mais opções significam mais pagamentos, que equivalem a mais lucros. No fim das contas, investir no seu negócio para aceitar outras formas de recebimento não vai custar muito. Pelo contrário: vai garantir muito mais rentabilidade ao longo do mês.

Claro que, para fazer esse investimento, você vai precisar saber quais são os métodos que seu público prefere. Uma rápida pesquisa de opinião pode resolver completamente esse problema.

Como criar seu programa de fidelidade

Formas de pagamento que você deve sempre incluir na sua lista

Em junho de 2017, o presidente Michel Temer sancionou a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferenciados pelo mesmo produto, levando em consideração a forma de pagamento usada. Independentemente do tamanho do seu posto de combustível, há algumas formas de pagamento que são indispensáveis. Especialmente se você pretende diversificar sua base de clientes e crescer no ramo. Confira:

1. Cartões de crédito e débito

Fazer pagamentos via cartão de crédito e débito se tornou muito comum hoje em dia. Muitas pessoas não gostam de carregar muito dinheiro vivo, nem de pagar taxas de saque para continuar preenchendo a carteira. Usar apenas o cartão é bem mais prático e seguro.

Não oferecer essa forma de pagamento pode reduzir a menos da metade o seu público possível. Mesmo que você precise pagar uma taxa para poder manter a máquina do cartão, você ainda terá mais lucro se não tiver de recusar todos esses clientes. Faça as contas e você verá que vale muito mais a pena fazer o investimento.

2. Pagamento mobile

Não é a mais frequente das formas de pagamento, mas pode ser bem útil em alguns momentos. Existem várias pessoas que utilizam aplicativos e créditos de celular para fazer pequenos pagamentos, especialmente se não há nenhum caixa por perto para sacar dinheiro. Dependendo de quais serviços extras você oferece e do tipo de público que você atende, esse método de pagamento pode render alguns clientes extras — e, quem sabe, até fidelizá-los!

Não é muito difícil conseguir esse tipo de pagamento: algumas operadoras vinculam esse serviço a alguma bandeira de cartão. Também é possível se cadastrar em aplicativos de pagamento disponíveis no mercado. Da mesma forma que o cartão de crédito, o custo de investimento pode ser bem menor do que o retorno.

3. Boleto bancário

Esse é um caso especial. Boletos são normalmente usados para compras maiores, mas para as quais o comprador não pode utilizar um cartão de crédito ou débito. É uma solução democrática e simples para a maioria dos clientes. Você talvez tenha vendas maiores para fazer dentro do seu posto de combustível.

Por exemplo: manutenção regular, calibragem, pagamento adiantado por combustível, alimentação, conveniências etc. Muitas coisas que são utilizadas por quem precisa passar muitos dias na estrada, seja a negócios ou apenas viajando. Aceitar que alguém pague por serviços em boleto, adiantadamente, pode fazer toda a diferença.

4. Vales de empresas de transporte

Falando em “dias na estrada”, caminhoneiros e entregadores podem ser alguns de seus clientes mais frequentes. Eles sempre precisam de um lugar para descansar, reabastecer, alimentar, recuperar as energias e voltar para mais algumas horas atrás do volante. Para cobrir todas essas despesas, as empresas contratantes oferecem um cartão pré-pago ao seu caminhoneiro.

Aceitar esse tipo de pagamento é praticamente obrigatório em muitos postos. Os caminhões precisam consumir muito mais combustível do que qualquer carro comum, enquanto o motorista precisa estocar para vários dias, possivelmente sem encontrar mais ninguém na estrada. Realmente, não há motivo algum para perder essa oportunidade de lucro quando ela surge. E garantir que esse público continue voltando, a partir de um bom relacionamento, é extremamente válido.

Vale lembrar, também, que o posto precisa informar — com faixas e placas, por exemplo — quais os modos de pagamento aceitos, segundo os artigos 6º III, 31 e 39 do Código de Defesa do Consumidor.

Agora você entende que oferecer várias formas de pagamento em seu posto de combustível pode aumentar suas chances de fidelizar um cliente. E se você tem clientes fiéis, por que não aproveitar essa vantagem ainda mais? Entre em contato e conheça o software de fidelidade para o seu posto! Tire todas as suas dúvidas e veja como nossas ferramentas podem alavancar seu negócio.