comprar um posto de combustíveis

Tudo o que você precisa saber para comprar um posto de combustíveis

Você já pensou, em algum momento, em comprar um posto de combustíveis? A frota de veículos no país é gigantesca, tendendo sempre a crescer, o que amplia cada vez mais a demanda por mais postos de combustíveis.

Se deseja investir em uma nova alternativa de negócio e está começando a trilhar o seu caminho rumo ao objetivo de comprar um posto, chegou ao lugar certo.

Caso esteja seguro de que comprar um posto de combustível é a melhor alternativa para o seu perfil e para a quantidade de capital disponível para fazer esse investimento, leia as informações que preparamos para ajudar você a selecionar o posto certo.

Neste artigo, apresentamos dados importantes e dicas essenciais para quem, assim como você, está considerando comprar um posto de combustível. Boa leitura!

Faça uma avaliação da rentabilidade do negócio

Com a ajuda do livro de movimentação de combustíveis (LMC), dá para se ter uma ideia aproximada das vendas mensais do posto e ter uma noção mais clara e precisa dos faturamentos futuros.

Para que você consiga ter uma ideia sobre os seus lucros em potencial, não deixe de averiguar:

●       quantidade de funcionários;

●       cargos existentes;

●       turnos de trabalho;

●       custos sobre o aluguel do imóvel;

●       despesas com água, luz, telefone, manutenção de softwares etc.

Em resumo, você precisa saber, com exatidão, quais são todos os custos fixos do negócio.

No caso dos postos que trabalham com o regime de lucro real, a configuração do DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), é uma excelente escolha para consolidar as informações fornecidas anteriormente. Para as situações nas quais o uso é de regime de lucro presumido, é mais habitual que o DRE não seja utilizado da forma certa.

Nos dois casos, se o dono atual do posto afirmar que vende muito mais do que está esclarecido no LMC, tome cuidado, pois isso pode ser um indicativo de problemas de caráter legal e administrativo.

Considere a localização do posto e dos concorrentes

O local onde o posto de combustível está localizado é um fator crucial para o sucesso. É preciso assegurar que a localização seja em uma região o mais favorável possível.

É fundamental que você avalie obras futuras no local do posto. Ele deve ter uma estrutura e infraestrutura com proporções e flexibilidade o bastante para permitir modificações, caso sejam necessárias.

Do mesmo modo, reflita se ele consegue dar conta de propiciar os volumes de venda projetados diante de circunstâncias diferenciadas, como obras na rodovia (se for o caso de postos de estrada).

O mercado de postos é definido por regiões. Dessa forma, é relevante fazer uma análise dos valores de venda que são praticados para cada combustível que constitui seu mix de produtos.

Averigue a necessidade de reformas

Postos muito antigos necessitam da execução de reformas com o objetivo de garantir a qualidade dos serviços, assim como assegurar que não aconteçam quaisquer problemas ambientais de caráter compulsório.

Para ter certeza de quais problemas podem ter impacto no seu negócio, é uma boa ideia contratar uma assessoria apropriada para avaliar quais são os custos indispensáveis depois da aquisição do posto.

Entretanto, esse mesmo atributo pode ser encarado como uma bela chance para o seu negócio. Geralmente, postos que passam por reformas começam a apresentar um volume de vendas bem mais alto e, por conseguinte, obtêm uma lucratividade maior.

Verifique a duração do contrato de CVM

Para postos bandeirados, as distribuidoras possibilitam, através de contratos, a utilização de sua marca, o famoso CVM: contrato de compra e venda mercantil.

Esse CVM determina uma quantidade mínima de vendas no mês para o posto, assim como a duração do contrato por determinado período.

Fique atento às questões ambientais

Um dos pontos mais sensíveis no que toca a existência de um posto de combustível é com relação às questões ambientais. Isso porque, como é sabido, combustíveis são alguns dos maiores responsáveis pela poluição e impacto ambiental negativo.

Diante de uma realidade como essa, com o surgimento de uma consciência ambiental cada vez maior, as leis e regras que regulamentam os negócios que podem provocar impactos no meio ambiente se fortalecem e se tornam mais rígidas.

Para evitar a ocorrência de multas ou ainda a parada das operações, o recomendado é pedir uma avaliação de incomodidades existentes no posto. Uma alternativa é que já exista um passivo ambiental por conta de irregularidades nas gestões precedentes. Vale a pena também contratar uma empresa para averiguar a situação ambiental em que se encontra o posto.

Comprar um posto de combustíveis já pronto e em funcionamento pode ser uma boa opção para quem dispõe de recursos um pouco mais reduzidos. Para que essa aquisição seja um sucesso, vale a pena tomar todas as precauções possíveis.

Gostou do post? Quer aprender um pouco mais sobre postos de combustíveis, sobretudo os de bandeira branca? Então, baixe o nosso eBook!

Guia de redução de custos para seu posto de combustível!


revendedor independente

Aplicativo agiliza o dia a dia do revendedor independente

Postos Bandeira Branca estão ganhando cada vez mais a confiança dos consumidores e dando maior liberdade aos revendedores independentes. O revendedor que opta por não se vincular a uma só distribuidora, encontra pelo caminho tanto facilidades como dificuldades.

Quando opta por atuar de maneira independente, o revendedor abre mão de uma série de benefícios que o vínculo às grandes marcas proporciona. Por isso, o cuidado com a boa imagem, limpeza, treinamento adequado de funcionários são imprescindíveis para atrair e conquistar os clientes.

Optar por um bom programa de fidelidade próprio e exclusivo para postos de combustíveis é, também, uma das ações disponíveis para revendedores independentes.

Uma das vantagens que mais atrai revendedores para o Bandeira Branca é, sem dúvidas, a possibilidade de pesquisar e adquirir combustíveis de qualquer distribuidora, levando em consideração o menor preço praticado. Mas para esta compra ser, de fato, algo vantajoso, o revendedor precisa cotar os preços e a logística, demandando um tempo que poderia ser usado na gestão do posto.

Uma excelente opção para diminuir o tempo de cotação, compra e recebimento já está disponível para os revendedores independentes de São Paulo: o o App Pronto Combustíveis, de fácil usabilidade, prático e confiável.

Pelo aplicativo, o revendedor faz a cotação do combustível em mais de 20 distribuidoras, fecha o pedido, tem a opção de usar o transporte da empresa, que possui roteirização inteligente e monitoramento da entrega.

E ainda, para clientes selecionados, há a opção de crédito para as compras. É o primeiro e maior aplicativo brasileiro de cotações, implantação de pedidos e entrega de combustíveis para postos Bandeira Branca.

Assim como aconteceu em outros mercados (ex. Uber, Waze, iFood, etc), a plataforma melhora radicalmente todos os processos que envolvem a compra de combustíveis facilitando a vida do revendedor.  É 100% online, ágil, transparente e garante o melhor custo-benefício a cada transação. E melhor: não tem nenhum custo adicional e o revendedor ainda fica com mais tempo para cuidar do seu posto.

A Pronto Combustíveis está com uma promoção exclusiva para os leitores do nosso blog: para quem citar este post do ClubPetro, a empresa oferece R$ 250,00 de desconto na primeira compra. Aproveite!

Como criar o Programa de Fidelidade do seu Posto!


e-social na revenda

Portaria 294/2018 do INMETRO diminui margem de erros em bombas de combustíveis

A Portaria 294/2018 do INMETRO, determina que o erro máximo na bomba diminua de 100ml para 60ml, em desfavor ao consumidor. Em contrapartida, continua valendo a quantidade de 100ml a mais para o consumidor. A Portaria entrou em vigência no último 1 de janeiro.

O revendedor precisa ser rigoroso com os equipamentos abastecedores. Qualquer erro de quantidade pode interditar o bico em desconformidade com a Portaria.  Portanto, caso note qualquer problema com o equipamento, tranque o equipamento e entre em contato com a empresa responsável pela manutenção das bombas, conforme orienta o Minaspetro, sindicato mineiro.

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questões tributárias na revenda

Questões Tributárias na Revenda de Combustíveis

A questão tributária na revenda de combustíveis é dúvida recorrente: taxas ambientais em atraso, certidão do IBAMA, débitos e taxas federais, protestos, entre outros.  São questões que tiram o sono dos revendedores e burocratizam o sistema ainda mais. No texto de hoje, vou pontuar as mais importantes questões tributárias na revenda de combustíveis.

 1. Taxas ambientais

Existem duas taxas ambientais independentes: a Taxa de controle e Fiscalização do IBAMA, (TCFA) e a Taxa de Controle e Fiscalização Estadual.

A TCFA, tributo que incide para controle de atividades potencialmente poluidoras, pode ser controlado e fiscalizado tanto in loco, como indiretamente, através da análise de dados. Vale frisar que esta taxa incide também em atividades que apresentem apenas o risco de poluição, e não somente àquelas que, de fato, poluem.

A taxa estadual, assim como a do Ibama, é competência de cada estado. No caso de Minas Gerais, o valor a ser pago é até 60% do valor devido à TCFA. A fiscalização compete à Secretaria de Estado da Fazenda. As duas taxas são cobradas para o mesmo fim, ou seja, estão relacionadas às atividades potencialmente poluidoras, entre elas, a revenda do combustíveis e lubrificantes.

Um dos fatores que mais gera indignação por parte dos revendedores é o fato de que a cobrança não leva em consideração a questão do tamanho ou tipo de empresa. A revenda paga o mesmo valor que uma distribuidora, por exemplo. E este valor gira em torno de R$ 5.000,00 por trimestre, para cada posto.

2. Contribuições Previdenciárias Patronais

Contribuição Patronal (CPP)

É o valor devido pelo empregador ao Governo Federal para os serviços previdenciários concedidos aos funcionários da empresa pelo INSS. Seu custo onera e influencia diretamente na operação tributária da empresa, por isso, o revendedor deve ter ciência deste fato. O valor da CPP a ser pago, consiste no levantamento de:

– 20% sobre o total das remunerações pagas durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos prestadores de serviços. Gorjetas, adiantamento de ajustes salariais, ou quaisquer outras remunerações estão incluídas neste cálculo.
– 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no durante o mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços.

Contribuições FAP/RAT

O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e o RAT (Risco de Acidente de Trabalho), são contribuições que incidem sobre a folha de pagamento de salário de algumas atividades, entre elas, das que estão inseridas na revenda de combustíveis.

O FAP cobrado de cada empresa, depende do número de acidentes de trabalho ocorridos na empresa em um determinado tempo. Empresas com mais acidentes ou afastamentos ocupacionais, pagam maior valor. Por outro lado, as que têm baixas ocorrências recebem uma bonificação, com redução do valor pago.

Já o valor da RAT depende do risco da atividade exercida e pode variar entre 1 e 3% sobre o total da remuneração paga. Identificação de verbas por força legal não integram a base de cálculo do tributo. O grau de risco é considerado alto/grave nos postos de combustíveis.

Por fim, a situação para a revenda de combustíveis não está favorável. Além das contribuições descritas acima, temos as altas cargas tributárias estaduais que incidem sobre os valores dos combustíveis, diminuindo nossas margens e possibilidades de crescimento do negócio.

Fonte: Minaspetro – Palestra Dr. Felipe Gerken.

Guia: "Como aplicar a metodologia SCRUM no seu posto"


uso do e-Social em seu Posto

Você está preparado para o uso do e-Social em seu Posto?

Sigo hoje com a nossa série de postagens na área de Engenharia de Saúde e Segurança do Trabalho, focando de início, no nosso “novo colega”. Você se sente preparado para o uso do e-Social em seu Posto?

Segundo o Minaspetro, em um estudo realizado pela Sage Brasil com pequenas empresas e escritórios de contabilidade, 66,3% dos entrevistados desconheciam o e-Social e apenas 33% tinham ouvido falar sobre a nova fase de prestação de informações ao governo. Apenas 9% disseram estar preparados para usar a ferramenta. O número de dúvidas parece bem grande em relação ao prazo que vem chegando. No texto anterior, finalizei perguntando se vocês se sentiam preparados para as novidades que estão batendo à porta, e os números dizem que grande parte dos entrevistados ainda estão perdidos.

Por isso, irei, aos poucos, alinhar e costurar tudo o que compete à nossa atuação no mercado.

Pois bem, voltando a falar no e-Social, lembram-se que falei das instabilidades e mudanças ocorrentes que andam acontecendo no sistema? Então, notícia fresquinha: ontem mesmo, o site oficial do governo soltou a Nota Orientativa nᵒ 7/2018, que diz respeito às atividades das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que preferiram optar pelo uso do Simples Nacional (Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.).

Nesta Nota Orientativa, o governo tenta de maneira mais simples e explicativa tirar as dúvidas dos gestores e explica sucintamente os procedimentos que devem seguir na implantação do sistema, vale a pena conferir os empresários que se encaixam na mesma.

Aproveitando o tema números, vamos conversar sobre uma curiosidade caso ocorram as temidas multas?

Quando ocorrer uma notificação de não conformidade, que gere uma multa, o procedimento para o desenrolar após a notificação é emitir a guia de recolhimento diretamente pelo sistema, onde deverão ser informadas todas as informações da infração com todos os detalhes. A notícia boa é que: caso o pagamento seja feito dentro de até 10 dias antes da notificação, a multa será diminuída em 50%.

Para fechar nosso papo de hoje, mais uma curiosidade, ou até mesmo dica. O SESI lançou uma plataforma de apoio às empresas nas questões relativas à Saúde e Segurança do Trabalho dentro do e-Social, o Viva+.

Deixo aberto nosso debate nos comentários, questionem e até mesmo opinem em questões que englobam a área de Saúde e Segurança do Trabalho. Deixe também sugestões de temas dentro do e-Social.

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e-Social na revenda de combustíveis

E-social na revenda de combustíveis: seu posto já está preparado?

Você sabe o que é o e-Social? E o que é preciso saber sobre o e-Social na revenda de combustíveis? Leia o texto e saiba mais sobre este novo companheiro que todas as empresas precisam adotar.

Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Por meio desse sistema, os empregadores passarão a comunicar ao Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Conversa vai, conversa vem, este programa exige até que ponto da sua gestão? Pois bem, o nosso novo colega de trabalho, e-Social, é muito mais profundo do que os empresários vêm pensando. É importante frisar que o programa não exige nada novo no quesito documentações. Todas exigências nas fases de alimentação do sistema já eram antes obrigatórias no país, mesmo que algumas empresas não seguissem com tal rigor. Então, o que muda?

Até então, todos os dados trabalhistas, previdenciários e fiscais, eram localizados e cobrados em diferentes órgãos, gerando grande desorganização no país, além da falta de controle de riscos ambientais oferecidos pelo exercício do trabalho. Sendo assim, foi criada a plataforma do E-social, para que todos os dados pudessem ser reunidos e alimentados conjuntamente, gerando assim maior transparência no exercício diário do trabalho, em todos os setores.

Mas a respeito das documentações, com que você deve se preocupar?

Estamos em fase inicial de aplicação da ferramenta, e pode ser observada nas notas divulgadas pelo site oficial do governo, que muitas modificações estão ocorrendo, pelo simples fato de serem diversas e complexas as informações que irão ser exigidas pela plataforma. É aconselhado que as empresas neste momento foquem o investimento em análises mais coerentes com o exercício de trabalho real oferecido ao seu contribuinte. Por mais que o foco da cobrança não seja exatamente na análise minuciosa destes documentos, o tiro pode sair pela culatra daqui há um tempo, no cruzar de dados realizado pelo sistema, gerando multas inajustáveis, e bem salgadas. Elas iniciam em R$800 e podem chegar em até R$181.284,63, neste último caso pela abstenção de informação de riscos de trabalho.

Fica a dica: tire seus documentos de saúde e segurança do trabalho da gaveta, realize um apanhado geral e reformule minuciosamente suas ideias baseadas na oferta das situações reais vivenciadas, para que você não tenha problemas em breve.

Segue uma lista de algum dos documentos que já eram obrigatoriedade e que aconselho uma revisão inteligente para que seu posto de combustível se saia bem com “este novo colega de trabalho”:

PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais): um dos documentos mais extensos e importantes para a sua empresa. O que mudou aqui? Antes, a análise ergonômica (que engloba a NR 17), não entrava aqui, e agora é um dos focos principais do sistema. Análises psicossocial e ergonômica, por mais que sejam complexas, são importantes aliadas da sua gestão de sucesso. Falaremos em outra matéria com mais detalhes.

CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): os prazos serão rigidamente seguidos, de maneira instantânea e online. A comunicação deve ser enviada em até um dia útil do ocorrido, e em caso de morte, deve ser notificado imediatamente. O sistema não aceita atrasos.

PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário): deve conter dados histórico-laborais do trabalhado. Antes repassados ao INSS, agora basta informá-lo na alimentação do sistema.

LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho): um dos documentos mais importantes para a nossa área de gestão. Engloba a análise de exposição à agentes físicos, químicos ou biológicos prejudiciais à saúde ou à integridade física do trabalhador, e onde podemos ter futuros problemas se não forem bem colocados. Nos eventos listados no e-social, existem mais de 900 agentes cadastrados. Os revendedores precisam ter bastante cautela na elaboração deste documento, pelas características de trabalho em postos.

Nos próximos textos, falarei sobre as diversas facetas deste sistema, pela diversidade de eventos cadastrados pelo governo. Espero ter dado a primeira luz nessa gestão inovadora, que todos nós estamos sujeitos.

Guia de Redução de Custos em Postos de Combustíveis


cipa em postos de combustíveis

Obrigatoriedade da CIPA em Postos de Combustíveis: saiba tudo aqui

Você já perguntou sobre a obrigação de criar uma CIPA em postos de combustíveis? De fato, essa preocupação é mais que normal e realmente causa muitas dúvidas entre os revendedores. Afinal, são diversos critérios que precisam ser levados em consideração e essas informações nem sempre são tão claras.

Toda empresa, independentemente da área de atuação, precisa ter uma CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), de acordo com os critérios da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho (NR 5 – Portaria 3.214 de 08 de junho de 1978).

Então, criar uma CIPA em postos de combustíveis é obrigatório?
Sim. De acordo com o item 5.2 da NR 5, fica estabelecido: “Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.”

A norma regulamentadora ainda ressalta, no subitem 5.6.4, que: “Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.”

Exemplificando: um posto de combustível com até 19 colaboradores, precisará de apenas um representante designado para a função de “cipeiro”. Já uma CIPA em postos de combustíveis maiores, com mais de 20 contratados, necessita de um processo eleitoral, com uma comissão formada por duas representações dos empregados e duas do empregador.

Já as empresas com um quadro de 51 a 80 funcionários, devem designar 8 membros, sendo eles, 4 empregados e 4 empregadores.

Tendo em vista essas regras, alguns postos delimitam o número de funcionários para não ter que constituir uma comissão. No entanto, é importante ressaltar que não é permitido reduzir o quadro no meio do mandato. Ou seja, se a empresa já criou a CIPA, ela não poderá demitir seus membros a fim de se enquadrar em outra regra. Inclusive, o item 5.8 da NR 5 veda a dispensa arbitraria e sem justa causa dos membros da comissão.

Como crio a CIPA em postos de combustíveis?
Como explicado, a CIPA em postos de combustíveis funciona mediante um processo eleitoral para a escolha de seus representantes. A empresa precisa convocar as eleições no prazo mínimo de 60 dias antes do término do mandato em curso. O revendedor comunica o início do processo ao sindicato e o presidente e o vice-presidente designados na CIPA, devem constituir, em até 55 dias, a comissão eleitoral (CE), que fica responsável por organizar e conduzir todo o processo das eleições.

Para casos de uma CIPA em postos de combustíveis novos, que nunca realizaram o processo, a comissão eleitoral deve ser constituída pela empresa e os prazos podem ser reduzidos.

Como realizar a CIPA em seu posto? Confira:

  • Comunicar ao sindicato sobre o início do processo eleitoral por meio de carta (duas vias). O sindicato deve protocolar o pedido e repassar uma cópia ao revendedor.
  • Publicar e divulgar o edital em locais de fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de 45 dias antes do término do atual mandato (esse edital anuncia a abertura de vagas para novos candidatos).
  • Abrir as inscrições, informando data e local para o término (o período mínimo para se inscrever deve ser de 15 dias).
  • Realizar as eleições no prazo mínimo de 30 dias antes do término do mandato da atual CIPA (se houver). O processo deve ser realizado dentro do horário de expediente e o voto precisa ser secreto.
  • Guardar todos os documentos relativos às eleições, no mínimo, por 5 anos.
  • Apurar os votos, também durante o expediente e acompanhado de representantes do empregador e dos empregados, em número definido pela comissão. Havendo participação inferior a 50% ao número de empregados, não é permitida a apuração e a Comissão precisa agendar nova votação, em até 10 dias.

Outros pontos relevantes que devem ser lembrados durante o processo eleitoral. São elas:

  • Qualquer empregado tem o direito de se inscrever, independentemente do setor, atividade e local de trabalho.
  • Garantia do emprego para todos os inscritos até a eleição.
  • Reuniões com ata e treinamentos.
  • Depois de concluído o processo eleitoral, dá-se início ao mandato da CIPA no posto. A partir daí, é preciso definir as pautas para as reuniões ordinárias, em que os objetivos serão traçados e o planejamento implantado.

Segundo a NR 5, cabe ao presidente, juntamente com a secretária, coordenar as atividades da reunião, que deve contar com a presença de toda a comissão. Importante ressaltar, que 4 faltas sem justificativas, caracterizam a perda do mandato.

Em relação ao treinamento para CIPA em postos de combustíveis, cabe à empresa promover o curso a todos os membros, suplentes e titulares, antes da posse. No caso do primeiro mandato, as aulas precisam ser realizadas em até 30 dias, a partir da posse. Para os postos com menos de 19 funcionários, o revendedor deve, anualmente, oferecer o treinamento ao responsável designado na função. Os cursos precisam ter carga horaria de 20 horas, a serem distribuídas em aulas de até 8 horas.

Todo este processo, apesar de trabalhoso, visa unicamente promover a conscientização dos colaboradores, em relação à prevenção de acidentes no trabalho, assim como preparar a equipe capacitada para possíveis acontecimentos indesejáveis.

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cipa para postos de combustíveis

Mercado de combustíveis em 2017: resumo do Anúario Plural

O Anuário Plural, do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes – Sindcom, apresenta, em números e análises, como foi o mercado de combustíveis em 2017. Foram analisados pelo Sindicato os setores de Combustíveis, Aviação, Lubrificantes, Logística e Abastecimento e Conveniência. 

Em 2017, 125 bilhões de litros de combustíveis, 0,6% de aumento em comparação com o ano de 2016, sendo o óleo Diesel com maior volume de vendas.

combustíveis

Postos revendedores comercializam um total de 91,9 bilhões de combustíveis, 80,2% do mercado total. O restante foi comercializado por grandes consumidores e TRR (Transp. Revend. Retalhistas).

A participação das distribuidoras nos 91,9 bilhões de combustíveis comercializados:
BR: 24,5
Raizen: 19,9
Ipiranga: 19,2
Outras: 36,4

Os postos bandeira branca aumentaram a participação, indo de 33,2% em 2016 para 33,7%, em 2017. Pelo Anuário Plural, 2017 fechou com o total de 42.112 postos, sendo 27.904 bandeirados e 14.208 independentes.

Veículos novos emplacados = aumento de 9,1%. A frota brasileira possui  mais de 2 milhões de veículos

A carga tributária média de 2017 para os principais combustíveis foram de 42% para gasolina, 30% diesel e 22% etanol hidratado. AA arrecadação atingiu R$ 134 bilhões, sendo R$ 83 bilhões ICMS, R$ 45 bilhões PIS/COFINS e R$ 6 bilhões CIDE.

O setor de Conveniência teve um aumento de 3,2% em relação a 2016, com faturamento de R$ 7,4 bilhões e 7.900 lojas.

Guia de Redução de Custos em Postos de Combustíveis


o que esperar para o mercado de combustíveis

Eleições presidenciais: o que esperar para o mercado de combustíveis?

No próximo dia 7, caso a disputa presidencial seja decidida em primeiro turno, escolheremos entre 12 opções, quem será o próximo, ou próxima Presidente da República. No mais tardar, esta escolha se dará no dia 21 de outubro. Não levando para um debate político, que não é o objetivo deste texto, precisamos saber quais são as propostas dos principais candidatos para uma das mais importantes questões para o brasileiro: o que esperar para o mercado de combustíveis?

Em maio deste ano, caminhoneiros de todo o país pararam, descontentes com inúmeros fatores, incluindo o preço do diesel, valor cobrado de fretes, entre outras questões, já tratadas no blog. Como consequência da paralisação, o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão do cargo e o governo Temer, para colocar fim à paralisação, “congelou” o preço do óleo diesel, prometeu o tabelamento de frete e amenizou, por um tempo, os ânimos dos grevistas.

E então, o que esperar para o mercado de combustíveis com a eleição do novo Presidente da República?

Abaixo, as propostas dos candidatos à presidência. O ClubPetro se apresenta imparcial à escolha de qualquer candidato, o que estamos levando para conhecimento dos nossos leitores, são as impressões e propostas dos candidatos, tendo como fontes os sites dos presidenciáveis e também os principais portais de notícias do país.

O que dizem os principais presidenciáveis sobre a Petrobras e o mercado de combustíveis?

Fernando Haddad (PT): o candidato do PT faz críticas à Política de Preços adotadas pela Petrobras, e afirma que retomará, caso eleito, às negociações com a empresa. Afirma que promoverá o diálogo com a Estatal e se diz contrário ao acordo firmado no governo Dilma, além da taxação de preços levando em consideração a cotação internacional, como fez Michel Temer.

Jair Bolsonaro (PSL): o candidato não descarta a privatização da Petrobras, caso a empresa não encontre uma solução para a questão de aumento nos preços dos combustíveis. O candidato afirma que, caso eleito, abrirá à concorrência privada para baratear os preços.

Ciro Gomes (PDT): o candidato admite uma reestruturação na gestão da Petrobras, transferindo todo a eficiência da empresa para interesse do povo brasileiro. Para o candidato, a política adotada pela estatal é equivocada e desrespeita sua estrutura de custos.

João Amoêdo (NOVO): defende a privatização da Petrobras. Aponta o aumento da concorrência como solução para o mercado, com preços mais baixos e produtos melhores.

Marina Silva (REDE): a candidata critica a atual política de preços adotada pela Petrobras e defende medidas para controle nos preços dos combustíveis, principalmente contra os repasses recorrentes dos reajustes ao consumidor final.

Para nós, revendedores, independente de qual será o resultado das eleições, o importante é que os governantes tenham uma atenção especial à questão dos combustíveis. E que, entre em pauta também, os valores cobrados dos impostos, que todos sabemos, são os principais entraves para o aumento das vendas e da lucratividade do revendedor, além de pesar em muito, no bolso do consumidor.

O ClubPetro está crescendo!


Gestão de postos

Gestão de Postos em Foco: entrevista com Ricardo Pires

Ricardo Pires, revendedor e CEO do ClubPetro, foi o entrevistado da última edição da revista SINDIPETRÓLEO, periódico bimestral do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso, sobre a Gestão de Postos.  Confira abaixo, na íntegra!

A orientação da nova política de preços da Petrobras, somada a decisões políticas temerárias, tem apertado cada vez mais a margem de lucro do revendedor, que não pode perder de vista a gestão do seu posto e ainda precisa voltar os olhos para as tendências de mercado. Ricardo Pires, CEO (Chief Executive Officer) do ClubPetro, é revendedor da terceira geração de uma família que atua no ramo desde 1973, em Minas Gerais. Utilizando sua experiência, Ricardo tece comentários e recomendações aos colegas revendedores.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelos gestores de postos?
A sobrevivência! O mercado de combustíveis enfrenta hoje a pior crise no setor. O revendedor não está conseguindo manter as despesas e um dos motivos seria o grande aumento dos preços que praticamente dobrou a necessidade de capital de giro no curto período de um ano e meio. Lá atrás, a gasolina era metade do custo que se tem hoje.

E também acontece que o cliente final, cada vez com menos dinheiro, opta por cartão de crédito. E o revendedor recebe com trinta dias, mas tem que pagar o combustível, na maioria das vezes, em até dois dias. Portanto, o ciclo de caixa fica muito longo. Você não consegue pagar com dois dias e receber com trinta. Daí o revendedor começa a procurar banco para colocar mais capital de giro na empresa e a partir do momento em que o revendedor começa a antecipar cartão de crédito e fazer empréstimo bancário ele começa a entrar em um rumo, muitas vezes, sem volta.

Então, o grande prejudicado, pelo menos um dos grandes prejudicados nessa crise, é o setor de combustíveis, já que o consumidor, além de não ter dinheiro para consumir o quanto consumia outrora, agora opta por uma forma de pagamento onde o revendedor acaba tendo que assumir um prejuízo, já que paga combustível em um curto prazo e recebe em um longo prazo.

É o olho do dono que engorda o porco? Comente esse ditado popular.
É que cada vez mais o dono tem que estar presente, pois uma das soluções, atualmente, é a diminuição de despesas, já que é complicado aumentar as vendas, pois o consumidor final não tem rentabilidade, atualmente, para consumir mais. Então, o dono acaba ficando em cima do negócio, tentando diminuir despesas, buscando um atendimento personalizado, indo até o cliente para cumprimentá-lo, oferecer sempre uma lavagem de para-brisa, completar a água e calibrar um pneu.

Mais do que nunca, o atendimento personalizado está sendo essencial, porque o cliente hoje vale ouro. Pelos dados do ClubPetro, o cliente volta em média quatro vezes e meia ao mês ao posto. Se você valoriza seu cliente, se você zela por ele, você consegue então fazer com que ele fique cada vez mais fiel. O revendedor tem que ficar em cima do negócio, acompanhar, cortar despesas, mandar apagar a luz quando for necessário, desligar a torneira quando precisar, estar sempre na pista, cumprimentando os clientes e marcando presença.

É importante estabelecer a diferença entre administração e gestão? Por quê?
Esta pergunta é bem interessante. Nós, do ClubPetro, e eu nem falo como revendedor, sempre buscamos o gestor. E o que é o gestor? Não é o ‘’posteiro’’. O posteiro é o cara que só quer vender gasolina, vem do passado com cabeça de quando o revendedor era, por muitas vezes, uma das pessoas mais bem – sucedidas da cidade. Isso mudou, já não existe mais. Hoje o revendedor é um sofredor, um empresário como qualquer outro. Mudou de posição.

Ele já foi um dos homens mais bem sucedidos na época que em existia o tabelamento de preço, onde se trabalhava de segunda a sexta até às 20 horas e era obrigado a ter 18% por cento de margem. Quem dera que hoje ainda fosse esse o cenário daquela época. Hoje a gestão é ficar em cima mesmo. O cara que é gestor está ganhando dinheiro com combustível porque ele negocia e compra bem. Ele não fica preocupado com aquele administrador comum
que negocia com uma distribuidora e ganha ‘’tantos’’ centavos e durante cinco anos fica pagando um valor alto a uma distribuidora por causa de um contrato mal negociado no passado.

O gestor não entende que não vale a pena receber dinheiro de distribuidora, que se ele tiver bandeira ele tem de ter um contrato curto, que não receba dinheiro e seja competitivo no preço. Ele trabalha sobre indicadores, trabalha sobre produtividade, analisa custos por atendimento de frentista. Ele busca indicadores para redução de custos, está sempre pensando um passo à frente.

Então esse cara hoje está ganhando dinheiro, por quê? Porque os revendedores que começam a ‘’abrir o bico’’ e vender o negócio acabam atraindo esse gestor que é organizado, que tem a despesa controlada e que acaba adquirindo esse negócio e aumenta sua capacidade de compra. Esse gestor já vem com uma estrutura de trabalho onde ele consegue multiplicar isso e então ele começa a dividir o mercado em grandes redes, o que é uma grande tendência hoje, até porque o pequeno já não tem capital e não tem administração pra isso.

As próprias mudanças na política da Petrobras deixam o mercado instável, com os ajustes frequentes nos valores de combustíveis. De que forma o revendedor pode implantar rotinas para enfrentar os impactos dessas mudanças frequentes?
O revendedor teve que se adaptar à nova realidade, reajustar os preços com mais velocidade e infelizmente, muitas
vezes, teve que assumir uma margem mais baixa, na esperança de uma melhora nos dias seguintes. Outra mudança importante foi em relação à logística de compra.

A compra normalmente era feita no dia anterior, mas hoje a maioria dos revendedores aguarda a alteração do preço do dia posterior para saber se compra ou não o combustível. Caso o preço caia, o revendedor aguarda até o dia seguinte se tiver estoque. Isso foi péssimo para as transportadoras.

Quais as melhores estratégias para motivar uma equipe?
Primeiro é criar uma cultura de valorização do cliente na empresa, onde prestar um excelente serviço seja obrigação de todos. Outra forma de motivar é valorizar o funcionário, desde um bom ambiente de trabalho, respeito e vestuários confortáveis. Deve se frisar sempre a dificuldade do mercado, a importância desse emprego e então criar metas de desempenho, principalmente com produtos não – combustíveis, ou seja, o frentista deve ofertar o produto e explicar seus benefícios.

Faço isso com metas de gasolina aditivada, aditivos e lubrificantes Premium. Trabalho com gestão de metas elaborada pelo ClubPetro, onde acompanhamos individualmente cada funcionário ao vivo. Cada funcionário sabe o
quanto falta para vender antes de fechar o dia.

Muito se fala em postos de serviços, o que engloba diversificação de serviços, e que esta é uma tendência mundial. O senhor concorda com esta afirmação?

O posto de combustível deve ser tratado como um lugar de destino e não de passagem. O cliente deve sair de casa e ir ao posto não só para simplesmente abastecer e seguir ao seu destino. Como fazemos isso? Criando um ambiente para atender a âncora, que é o posto. Drogarias, lava-jatos bem estruturados, troca de óleo eficiente, conveniências completas e lavanderias, sempre focar nos estabelecimentos de atendimento expresso.

O cliente que vai ao posto quer agilidade no atendimento e resolver seu problema em tempo hábil. Diversos postos em SP já utilizam o Nitrosell, aplicativo desenvolvido pelo ClubPetro para trazer a conveniência para as mãos do cliente, onde ele recebe seu produto sem ter que sair do carro. Este é o futuro!

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