questões tributárias na revenda

Questões Tributárias na Revenda de Combustíveis

A questão tributária na revenda de combustíveis é dúvida recorrente: taxas ambientais em atraso, certidão do IBAMA, débitos e taxas federais, protestos, entre outros.  São questões que tiram o sono dos revendedores e burocratizam o sistema ainda mais. No texto de hoje, vou pontuar as mais importantes questões tributárias na revenda de combustíveis.

 1. Taxas ambientais

Existem duas taxas ambientais independentes: a Taxa de controle e Fiscalização do IBAMA, (TCFA) e a Taxa de Controle e Fiscalização Estadual.

A TCFA, tributo que incide para controle de atividades potencialmente poluidoras, pode ser controlado e fiscalizado tanto in loco, como indiretamente, através da análise de dados. Vale frisar que esta taxa incide também em atividades que apresentem apenas o risco de poluição, e não somente àquelas que, de fato, poluem.

A taxa estadual, assim como a do Ibama, é competência de cada estado. No caso de Minas Gerais, o valor a ser pago é até 60% do valor devido à TCFA. A fiscalização compete à Secretaria de Estado da Fazenda. As duas taxas são cobradas para o mesmo fim, ou seja, estão relacionadas às atividades potencialmente poluidoras, entre elas, a revenda do combustíveis e lubrificantes.

Um dos fatores que mais gera indignação por parte dos revendedores é o fato de que a cobrança não leva em consideração a questão do tamanho ou tipo de empresa. A revenda paga o mesmo valor que uma distribuidora, por exemplo. E este valor gira em torno de R$ 5.000,00 por trimestre, para cada posto.

2. Contribuições Previdenciárias Patronais

Contribuição Patronal (CPP)

É o valor devido pelo empregador ao Governo Federal para os serviços previdenciários concedidos aos funcionários da empresa pelo INSS. Seu custo onera e influencia diretamente na operação tributária da empresa, por isso, o revendedor deve ter ciência deste fato. O valor da CPP a ser pago, consiste no levantamento de:

– 20% sobre o total das remunerações pagas durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos prestadores de serviços. Gorjetas, adiantamento de ajustes salariais, ou quaisquer outras remunerações estão incluídas neste cálculo.
– 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no durante o mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços.

Contribuições FAP/RAT

O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e o RAT (Risco de Acidente de Trabalho), são contribuições que incidem sobre a folha de pagamento de salário de algumas atividades, entre elas, das que estão inseridas na revenda de combustíveis.

O FAP cobrado de cada empresa, depende do número de acidentes de trabalho ocorridos na empresa em um determinado tempo. Empresas com mais acidentes ou afastamentos ocupacionais, pagam maior valor. Por outro lado, as que têm baixas ocorrências recebem uma bonificação, com redução do valor pago.

Já o valor da RAT depende do risco da atividade exercida e pode variar entre 1 e 3% sobre o total da remuneração paga. Identificação de verbas por força legal não integram a base de cálculo do tributo. O grau de risco é considerado alto/grave nos postos de combustíveis.

Por fim, a situação para a revenda de combustíveis não está favorável. Além das contribuições descritas acima, temos as altas cargas tributárias estaduais que incidem sobre os valores dos combustíveis, diminuindo nossas margens e possibilidades de crescimento do negócio.

Fonte: Minaspetro – Palestra Dr. Felipe Gerken.

Guia: "Como aplicar a metodologia SCRUM no seu posto"


uso do e-Social em seu Posto

Você está preparado para o uso do e-Social em seu Posto?

Sigo hoje com a nossa série de postagens na área de Engenharia de Saúde e Segurança do Trabalho, focando de início, no nosso “novo colega”. Você se sente preparado para o uso do e-Social em seu Posto?

Segundo o Minaspetro, em um estudo realizado pela Sage Brasil com pequenas empresas e escritórios de contabilidade, 66,3% dos entrevistados desconheciam o e-Social e apenas 33% tinham ouvido falar sobre a nova fase de prestação de informações ao governo. Apenas 9% disseram estar preparados para usar a ferramenta. O número de dúvidas parece bem grande em relação ao prazo que vem chegando. No texto anterior, finalizei perguntando se vocês se sentiam preparados para as novidades que estão batendo à porta, e os números dizem que grande parte dos entrevistados ainda estão perdidos.

Por isso, irei, aos poucos, alinhar e costurar tudo o que compete à nossa atuação no mercado.

Pois bem, voltando a falar no e-Social, lembram-se que falei das instabilidades e mudanças ocorrentes que andam acontecendo no sistema? Então, notícia fresquinha: ontem mesmo, o site oficial do governo soltou a Nota Orientativa nᵒ 7/2018, que diz respeito às atividades das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que preferiram optar pelo uso do Simples Nacional (Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.).

Nesta Nota Orientativa, o governo tenta de maneira mais simples e explicativa tirar as dúvidas dos gestores e explica sucintamente os procedimentos que devem seguir na implantação do sistema, vale a pena conferir os empresários que se encaixam na mesma.

Aproveitando o tema números, vamos conversar sobre uma curiosidade caso ocorram as temidas multas?

Quando ocorrer uma notificação de não conformidade, que gere uma multa, o procedimento para o desenrolar após a notificação é emitir a guia de recolhimento diretamente pelo sistema, onde deverão ser informadas todas as informações da infração com todos os detalhes. A notícia boa é que: caso o pagamento seja feito dentro de até 10 dias antes da notificação, a multa será diminuída em 50%.

Para fechar nosso papo de hoje, mais uma curiosidade, ou até mesmo dica. O SESI lançou uma plataforma de apoio às empresas nas questões relativas à Saúde e Segurança do Trabalho dentro do e-Social, o Viva+.

Deixo aberto nosso debate nos comentários, questionem e até mesmo opinem em questões que englobam a área de Saúde e Segurança do Trabalho. Deixe também sugestões de temas dentro do e-Social.

Conheça a Adquirência ClubPetro e reduza as taxas de cartões do seu Posto.


e-Social na revenda de combustíveis

E-social na revenda de combustíveis: seu posto já está preparado?

Você sabe o que é o e-Social? E o que é preciso saber sobre o e-Social na revenda de combustíveis? Leia o texto e saiba mais sobre este novo companheiro que todas as empresas precisam adotar.

Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Por meio desse sistema, os empregadores passarão a comunicar ao Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Conversa vai, conversa vem, este programa exige até que ponto da sua gestão? Pois bem, o nosso novo colega de trabalho, e-Social, é muito mais profundo do que os empresários vêm pensando. É importante frisar que o programa não exige nada novo no quesito documentações. Todas exigências nas fases de alimentação do sistema já eram antes obrigatórias no país, mesmo que algumas empresas não seguissem com tal rigor. Então, o que muda?

Até então, todos os dados trabalhistas, previdenciários e fiscais, eram localizados e cobrados em diferentes órgãos, gerando grande desorganização no país, além da falta de controle de riscos ambientais oferecidos pelo exercício do trabalho. Sendo assim, foi criada a plataforma do E-social, para que todos os dados pudessem ser reunidos e alimentados conjuntamente, gerando assim maior transparência no exercício diário do trabalho, em todos os setores.

Mas a respeito das documentações, com que você deve se preocupar?

Estamos em fase inicial de aplicação da ferramenta, e pode ser observada nas notas divulgadas pelo site oficial do governo, que muitas modificações estão ocorrendo, pelo simples fato de serem diversas e complexas as informações que irão ser exigidas pela plataforma. É aconselhado que as empresas neste momento foquem o investimento em análises mais coerentes com o exercício de trabalho real oferecido ao seu contribuinte. Por mais que o foco da cobrança não seja exatamente na análise minuciosa destes documentos, o tiro pode sair pela culatra daqui há um tempo, no cruzar de dados realizado pelo sistema, gerando multas inajustáveis, e bem salgadas. Elas iniciam em R$800 e podem chegar em até R$181.284,63, neste último caso pela abstenção de informação de riscos de trabalho.

Fica a dica: tire seus documentos de saúde e segurança do trabalho da gaveta, realize um apanhado geral e reformule minuciosamente suas ideias baseadas na oferta das situações reais vivenciadas, para que você não tenha problemas em breve.

Segue uma lista de algum dos documentos que já eram obrigatoriedade e que aconselho uma revisão inteligente para que seu posto de combustível se saia bem com “este novo colega de trabalho”:

PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais): um dos documentos mais extensos e importantes para a sua empresa. O que mudou aqui? Antes, a análise ergonômica (que engloba a NR 17), não entrava aqui, e agora é um dos focos principais do sistema. Análises psicossocial e ergonômica, por mais que sejam complexas, são importantes aliadas da sua gestão de sucesso. Falaremos em outra matéria com mais detalhes.

CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): os prazos serão rigidamente seguidos, de maneira instantânea e online. A comunicação deve ser enviada em até um dia útil do ocorrido, e em caso de morte, deve ser notificado imediatamente. O sistema não aceita atrasos.

PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário): deve conter dados histórico-laborais do trabalhado. Antes repassados ao INSS, agora basta informá-lo na alimentação do sistema.

LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho): um dos documentos mais importantes para a nossa área de gestão. Engloba a análise de exposição à agentes físicos, químicos ou biológicos prejudiciais à saúde ou à integridade física do trabalhador, e onde podemos ter futuros problemas se não forem bem colocados. Nos eventos listados no e-social, existem mais de 900 agentes cadastrados. Os revendedores precisam ter bastante cautela na elaboração deste documento, pelas características de trabalho em postos.

Nos próximos textos, falarei sobre as diversas facetas deste sistema, pela diversidade de eventos cadastrados pelo governo. Espero ter dado a primeira luz nessa gestão inovadora, que todos nós estamos sujeitos.

Guia de Redução de Custos em Postos de Combustíveis


cipa em postos de combustíveis

Obrigatoriedade da CIPA em Postos de Combustíveis: saiba tudo aqui

Você já perguntou sobre a obrigação de criar uma CIPA em postos de combustíveis? De fato, essa preocupação é mais que normal e realmente causa muitas dúvidas entre os revendedores. Afinal, são diversos critérios que precisam ser levados em consideração e essas informações nem sempre são tão claras.

Toda empresa, independentemente da área de atuação, precisa ter uma CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), de acordo com os critérios da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho (NR 5 – Portaria 3.214 de 08 de junho de 1978).

Então, criar uma CIPA em postos de combustíveis é obrigatório?
Sim. De acordo com o item 5.2 da NR 5, fica estabelecido: “Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.”

A norma regulamentadora ainda ressalta, no subitem 5.6.4, que: “Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.”

Exemplificando: um posto de combustível com até 19 colaboradores, precisará de apenas um representante designado para a função de “cipeiro”. Já uma CIPA em postos de combustíveis maiores, com mais de 20 contratados, necessita de um processo eleitoral, com uma comissão formada por duas representações dos empregados e duas do empregador.

Já as empresas com um quadro de 51 a 80 funcionários, devem designar 8 membros, sendo eles, 4 empregados e 4 empregadores.

Tendo em vista essas regras, alguns postos delimitam o número de funcionários para não ter que constituir uma comissão. No entanto, é importante ressaltar que não é permitido reduzir o quadro no meio do mandato. Ou seja, se a empresa já criou a CIPA, ela não poderá demitir seus membros a fim de se enquadrar em outra regra. Inclusive, o item 5.8 da NR 5 veda a dispensa arbitraria e sem justa causa dos membros da comissão.

Como crio a CIPA em postos de combustíveis?
Como explicado, a CIPA em postos de combustíveis funciona mediante um processo eleitoral para a escolha de seus representantes. A empresa precisa convocar as eleições no prazo mínimo de 60 dias antes do término do mandato em curso. O revendedor comunica o início do processo ao sindicato e o presidente e o vice-presidente designados na CIPA, devem constituir, em até 55 dias, a comissão eleitoral (CE), que fica responsável por organizar e conduzir todo o processo das eleições.

Para casos de uma CIPA em postos de combustíveis novos, que nunca realizaram o processo, a comissão eleitoral deve ser constituída pela empresa e os prazos podem ser reduzidos.

Como realizar a CIPA em seu posto? Confira:

  • Comunicar ao sindicato sobre o início do processo eleitoral por meio de carta (duas vias). O sindicato deve protocolar o pedido e repassar uma cópia ao revendedor.
  • Publicar e divulgar o edital em locais de fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de 45 dias antes do término do atual mandato (esse edital anuncia a abertura de vagas para novos candidatos).
  • Abrir as inscrições, informando data e local para o término (o período mínimo para se inscrever deve ser de 15 dias).
  • Realizar as eleições no prazo mínimo de 30 dias antes do término do mandato da atual CIPA (se houver). O processo deve ser realizado dentro do horário de expediente e o voto precisa ser secreto.
  • Guardar todos os documentos relativos às eleições, no mínimo, por 5 anos.
  • Apurar os votos, também durante o expediente e acompanhado de representantes do empregador e dos empregados, em número definido pela comissão. Havendo participação inferior a 50% ao número de empregados, não é permitida a apuração e a Comissão precisa agendar nova votação, em até 10 dias.

Outros pontos relevantes que devem ser lembrados durante o processo eleitoral. São elas:

  • Qualquer empregado tem o direito de se inscrever, independentemente do setor, atividade e local de trabalho.
  • Garantia do emprego para todos os inscritos até a eleição.
  • Reuniões com ata e treinamentos.
  • Depois de concluído o processo eleitoral, dá-se início ao mandato da CIPA no posto. A partir daí, é preciso definir as pautas para as reuniões ordinárias, em que os objetivos serão traçados e o planejamento implantado.

Segundo a NR 5, cabe ao presidente, juntamente com a secretária, coordenar as atividades da reunião, que deve contar com a presença de toda a comissão. Importante ressaltar, que 4 faltas sem justificativas, caracterizam a perda do mandato.

Em relação ao treinamento para CIPA em postos de combustíveis, cabe à empresa promover o curso a todos os membros, suplentes e titulares, antes da posse. No caso do primeiro mandato, as aulas precisam ser realizadas em até 30 dias, a partir da posse. Para os postos com menos de 19 funcionários, o revendedor deve, anualmente, oferecer o treinamento ao responsável designado na função. Os cursos precisam ter carga horaria de 20 horas, a serem distribuídas em aulas de até 8 horas.

Todo este processo, apesar de trabalhoso, visa unicamente promover a conscientização dos colaboradores, em relação à prevenção de acidentes no trabalho, assim como preparar a equipe capacitada para possíveis acontecimentos indesejáveis.

Ebook Gratuito: Segurança e Excelência na gestão de postos de combustíveis


cipa para postos de combustíveis

Mercado de combustíveis em 2017: resumo do Anúario Plural

O Anuário Plural, do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes – Sindcom, apresenta, em números e análises, como foi o mercado de combustíveis em 2017. Foram analisados pelo Sindicato os setores de Combustíveis, Aviação, Lubrificantes, Logística e Abastecimento e Conveniência. 

Em 2017, 125 bilhões de litros de combustíveis, 0,6% de aumento em comparação com o ano de 2016, sendo o óleo Diesel com maior volume de vendas.

combustíveis

Postos revendedores comercializam um total de 91,9 bilhões de combustíveis, 80,2% do mercado total. O restante foi comercializado por grandes consumidores e TRR (Transp. Revend. Retalhistas).

A participação das distribuidoras nos 91,9 bilhões de combustíveis comercializados:
BR: 24,5
Raizen: 19,9
Ipiranga: 19,2
Outras: 36,4

Os postos bandeira branca aumentaram a participação, indo de 33,2% em 2016 para 33,7%, em 2017. Pelo Anuário Plural, 2017 fechou com o total de 42.112 postos, sendo 27.904 bandeirados e 14.208 independentes.

Veículos novos emplacados = aumento de 9,1%. A frota brasileira possui  mais de 2 milhões de veículos

A carga tributária média de 2017 para os principais combustíveis foram de 42% para gasolina, 30% diesel e 22% etanol hidratado. AA arrecadação atingiu R$ 134 bilhões, sendo R$ 83 bilhões ICMS, R$ 45 bilhões PIS/COFINS e R$ 6 bilhões CIDE.

O setor de Conveniência teve um aumento de 3,2% em relação a 2016, com faturamento de R$ 7,4 bilhões e 7.900 lojas.

Guia de Redução de Custos em Postos de Combustíveis


o que esperar para o mercado de combustíveis

Eleições presidenciais: o que esperar para o mercado de combustíveis?

No próximo dia 7, caso a disputa presidencial seja decidida em primeiro turno, escolheremos entre 12 opções, quem será o próximo, ou próxima Presidente da República. No mais tardar, esta escolha se dará no dia 21 de outubro. Não levando para um debate político, que não é o objetivo deste texto, precisamos saber quais são as propostas dos principais candidatos para uma das mais importantes questões para o brasileiro: o que esperar para o mercado de combustíveis?

Em maio deste ano, caminhoneiros de todo o país pararam, descontentes com inúmeros fatores, incluindo o preço do diesel, valor cobrado de fretes, entre outras questões, já tratadas no blog. Como consequência da paralisação, o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão do cargo e o governo Temer, para colocar fim à paralisação, “congelou” o preço do óleo diesel, prometeu o tabelamento de frete e amenizou, por um tempo, os ânimos dos grevistas.

E então, o que esperar para o mercado de combustíveis com a eleição do novo Presidente da República?

Abaixo, as propostas dos candidatos à presidência. O ClubPetro se apresenta imparcial à escolha de qualquer candidato, o que estamos levando para conhecimento dos nossos leitores, são as impressões e propostas dos candidatos, tendo como fontes os sites dos presidenciáveis e também os principais portais de notícias do país.

O que dizem os principais presidenciáveis sobre a Petrobras e o mercado de combustíveis?

Fernando Haddad (PT): o candidato do PT faz críticas à Política de Preços adotadas pela Petrobras, e afirma que retomará, caso eleito, às negociações com a empresa. Afirma que promoverá o diálogo com a Estatal e se diz contrário ao acordo firmado no governo Dilma, além da taxação de preços levando em consideração a cotação internacional, como fez Michel Temer.

Jair Bolsonaro (PSL): o candidato não descarta a privatização da Petrobras, caso a empresa não encontre uma solução para a questão de aumento nos preços dos combustíveis. O candidato afirma que, caso eleito, abrirá à concorrência privada para baratear os preços.

Ciro Gomes (PDT): o candidato admite uma reestruturação na gestão da Petrobras, transferindo todo a eficiência da empresa para interesse do povo brasileiro. Para o candidato, a política adotada pela estatal é equivocada e desrespeita sua estrutura de custos.

João Amoêdo (NOVO): defende a privatização da Petrobras. Aponta o aumento da concorrência como solução para o mercado, com preços mais baixos e produtos melhores.

Marina Silva (REDE): a candidata critica a atual política de preços adotada pela Petrobras e defende medidas para controle nos preços dos combustíveis, principalmente contra os repasses recorrentes dos reajustes ao consumidor final.

Para nós, revendedores, independente de qual será o resultado das eleições, o importante é que os governantes tenham uma atenção especial à questão dos combustíveis. E que, entre em pauta também, os valores cobrados dos impostos, que todos sabemos, são os principais entraves para o aumento das vendas e da lucratividade do revendedor, além de pesar em muito, no bolso do consumidor.

O ClubPetro está crescendo!


Gestão de postos

Gestão de Postos em Foco: entrevista com Ricardo Pires

Ricardo Pires, revendedor e CEO do ClubPetro, foi o entrevistado da última edição da revista SINDIPETRÓLEO, periódico bimestral do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso, sobre a Gestão de Postos.  Confira abaixo, na íntegra!

A orientação da nova política de preços da Petrobras, somada a decisões políticas temerárias, tem apertado cada vez mais a margem de lucro do revendedor, que não pode perder de vista a gestão do seu posto e ainda precisa voltar os olhos para as tendências de mercado. Ricardo Pires, CEO (Chief Executive Officer) do ClubPetro, é revendedor da terceira geração de uma família que atua no ramo desde 1973, em Minas Gerais. Utilizando sua experiência, Ricardo tece comentários e recomendações aos colegas revendedores.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelos gestores de postos?
A sobrevivência! O mercado de combustíveis enfrenta hoje a pior crise no setor. O revendedor não está conseguindo manter as despesas e um dos motivos seria o grande aumento dos preços que praticamente dobrou a necessidade de capital de giro no curto período de um ano e meio. Lá atrás, a gasolina era metade do custo que se tem hoje.

E também acontece que o cliente final, cada vez com menos dinheiro, opta por cartão de crédito. E o revendedor recebe com trinta dias, mas tem que pagar o combustível, na maioria das vezes, em até dois dias. Portanto, o ciclo de caixa fica muito longo. Você não consegue pagar com dois dias e receber com trinta. Daí o revendedor começa a procurar banco para colocar mais capital de giro na empresa e a partir do momento em que o revendedor começa a antecipar cartão de crédito e fazer empréstimo bancário ele começa a entrar em um rumo, muitas vezes, sem volta.

Então, o grande prejudicado, pelo menos um dos grandes prejudicados nessa crise, é o setor de combustíveis, já que o consumidor, além de não ter dinheiro para consumir o quanto consumia outrora, agora opta por uma forma de pagamento onde o revendedor acaba tendo que assumir um prejuízo, já que paga combustível em um curto prazo e recebe em um longo prazo.

É o olho do dono que engorda o porco? Comente esse ditado popular.
É que cada vez mais o dono tem que estar presente, pois uma das soluções, atualmente, é a diminuição de despesas, já que é complicado aumentar as vendas, pois o consumidor final não tem rentabilidade, atualmente, para consumir mais. Então, o dono acaba ficando em cima do negócio, tentando diminuir despesas, buscando um atendimento personalizado, indo até o cliente para cumprimentá-lo, oferecer sempre uma lavagem de para-brisa, completar a água e calibrar um pneu.

Mais do que nunca, o atendimento personalizado está sendo essencial, porque o cliente hoje vale ouro. Pelos dados do ClubPetro, o cliente volta em média quatro vezes e meia ao mês ao posto. Se você valoriza seu cliente, se você zela por ele, você consegue então fazer com que ele fique cada vez mais fiel. O revendedor tem que ficar em cima do negócio, acompanhar, cortar despesas, mandar apagar a luz quando for necessário, desligar a torneira quando precisar, estar sempre na pista, cumprimentando os clientes e marcando presença.

É importante estabelecer a diferença entre administração e gestão? Por quê?
Esta pergunta é bem interessante. Nós, do ClubPetro, e eu nem falo como revendedor, sempre buscamos o gestor. E o que é o gestor? Não é o ‘’posteiro’’. O posteiro é o cara que só quer vender gasolina, vem do passado com cabeça de quando o revendedor era, por muitas vezes, uma das pessoas mais bem – sucedidas da cidade. Isso mudou, já não existe mais. Hoje o revendedor é um sofredor, um empresário como qualquer outro. Mudou de posição.

Ele já foi um dos homens mais bem sucedidos na época que em existia o tabelamento de preço, onde se trabalhava de segunda a sexta até às 20 horas e era obrigado a ter 18% por cento de margem. Quem dera que hoje ainda fosse esse o cenário daquela época. Hoje a gestão é ficar em cima mesmo. O cara que é gestor está ganhando dinheiro com combustível porque ele negocia e compra bem. Ele não fica preocupado com aquele administrador comum
que negocia com uma distribuidora e ganha ‘’tantos’’ centavos e durante cinco anos fica pagando um valor alto a uma distribuidora por causa de um contrato mal negociado no passado.

O gestor não entende que não vale a pena receber dinheiro de distribuidora, que se ele tiver bandeira ele tem de ter um contrato curto, que não receba dinheiro e seja competitivo no preço. Ele trabalha sobre indicadores, trabalha sobre produtividade, analisa custos por atendimento de frentista. Ele busca indicadores para redução de custos, está sempre pensando um passo à frente.

Então esse cara hoje está ganhando dinheiro, por quê? Porque os revendedores que começam a ‘’abrir o bico’’ e vender o negócio acabam atraindo esse gestor que é organizado, que tem a despesa controlada e que acaba adquirindo esse negócio e aumenta sua capacidade de compra. Esse gestor já vem com uma estrutura de trabalho onde ele consegue multiplicar isso e então ele começa a dividir o mercado em grandes redes, o que é uma grande tendência hoje, até porque o pequeno já não tem capital e não tem administração pra isso.

As próprias mudanças na política da Petrobras deixam o mercado instável, com os ajustes frequentes nos valores de combustíveis. De que forma o revendedor pode implantar rotinas para enfrentar os impactos dessas mudanças frequentes?
O revendedor teve que se adaptar à nova realidade, reajustar os preços com mais velocidade e infelizmente, muitas
vezes, teve que assumir uma margem mais baixa, na esperança de uma melhora nos dias seguintes. Outra mudança importante foi em relação à logística de compra.

A compra normalmente era feita no dia anterior, mas hoje a maioria dos revendedores aguarda a alteração do preço do dia posterior para saber se compra ou não o combustível. Caso o preço caia, o revendedor aguarda até o dia seguinte se tiver estoque. Isso foi péssimo para as transportadoras.

Quais as melhores estratégias para motivar uma equipe?
Primeiro é criar uma cultura de valorização do cliente na empresa, onde prestar um excelente serviço seja obrigação de todos. Outra forma de motivar é valorizar o funcionário, desde um bom ambiente de trabalho, respeito e vestuários confortáveis. Deve se frisar sempre a dificuldade do mercado, a importância desse emprego e então criar metas de desempenho, principalmente com produtos não – combustíveis, ou seja, o frentista deve ofertar o produto e explicar seus benefícios.

Faço isso com metas de gasolina aditivada, aditivos e lubrificantes Premium. Trabalho com gestão de metas elaborada pelo ClubPetro, onde acompanhamos individualmente cada funcionário ao vivo. Cada funcionário sabe o
quanto falta para vender antes de fechar o dia.

Muito se fala em postos de serviços, o que engloba diversificação de serviços, e que esta é uma tendência mundial. O senhor concorda com esta afirmação?

O posto de combustível deve ser tratado como um lugar de destino e não de passagem. O cliente deve sair de casa e ir ao posto não só para simplesmente abastecer e seguir ao seu destino. Como fazemos isso? Criando um ambiente para atender a âncora, que é o posto. Drogarias, lava-jatos bem estruturados, troca de óleo eficiente, conveniências completas e lavanderias, sempre focar nos estabelecimentos de atendimento expresso.

O cliente que vai ao posto quer agilidade no atendimento e resolver seu problema em tempo hábil. Diversos postos em SP já utilizam o Nitrosell, aplicativo desenvolvido pelo ClubPetro para trazer a conveniência para as mãos do cliente, onde ele recebe seu produto sem ter que sair do carro. Este é o futuro!

Ebook Gratuito: Conheça as Ferramentas do ClubPetro e quais problemas elas resolvem


qual a imagem seu posto passa aos clientes

Qual a imagem seu posto passa aos clientes?

Um posto de combustível precisa prezar pela construção de uma boa relação com a sua clientela. Essa relação deve ser de segurança, credibilidade e proximidade. Qual a imagem seu posto passa aos clientes?

Neste artigo, abordamos a importância de conhecer bem os seus clientes, hábitos, localização, para que todos tenham uma boa imagem do seu negócio. Além da relevância de direcionar os investimentos focando o perfil dos clientes, buscando principalmente a atração de novos e a satisfação de todos. Boa leitura!

Conheça profundamente as demandas e necessidades do seu público

É fundamental que você saiba, com a maior clareza possível, qual é o público que frequenta seu posto e quais são as suas demandas e necessidades. Você deve conhecer este público consumidor profundamente, entender qual o seu perfil, que hábitos possui, onde eles se localizam e assim por diante.

Isso é extremamente relevante, pois, quanto mais você conhece a sua clientela, melhores serão as condições de suprir aquilo que ela precisa, com qualidade e agilidade. Isso fará com que você seja capaz de fidelizar os que já existem, reativar outros e sobretudo atrair novos clientes, satisfazendo a todos.

Aprimore o atendimento

O principal foco de todas as atenções e esforços deve ser sempre o cliente.

Uma forma de fazer isso é promover treinamentos constantes para os funcionários. Quando bem treinados, eles se tornam mais qualificados para propiciar um atendimento eficiente e de máxima qualidade, além de incrementar a credibilidade e confiança do seu estabelecimento.

Invista em segurança

Infelizmente os postos de combustíveis são alvos bastante frequentes de assaltos. Por isso, pensar em segurança é essencial.

Invista em câmeras, alarmes e diversos outros serviços de vigilância. Isso irá auxiliar a promover entre a sua clientela um maior sentimento de segurança. Obviamente isso também é essencial para garantir a integridade física e psicológica dos seus funcionários.

Uma boa prática usada em todos os postos de Itabira, interior de MG, é o aviso em formato de adesivo ou topo de bomba, solicitando a retirada dos capacetes a todos os motociclistas que param nos postos. Além da segurança do próprio condutor, esta prática reduziu em 92% o índice de assalto aos postos do município.

Fique atento aos impactos ambientais

A indústria de combustíveis é uma das principais responsáveis pelos impactos ambientais negativos, tamanho o rastro de poluição que ela deixa em seu caminho. Por conta disso, as empresas, e isso inclui o posto de combustível, precisa fazer tudo o que puder para amenizar essa situação.

É crucial implementar um programa de gestão ambiental que objetive reduzir os prejuízos ao meio ambiente, zelando pela manutenção das máquinas e equipamentos na periodicidade correta e elaborando planos de contenção no caso de ocorrência de problemas muito mais sérios.

Construa uma identidade visual consistente

A imagem de um posto é muito importante para o seu sucesso, ainda mais quando o posto é bandeira branca. Essa identidade visual é uma maneira muito forte e atrativa de despertar a atenção do seu público e realizar uma comunicação eficaz.

Por intermédio de um conjunto de elementos e de pequenos detalhes, seu posto transmite uma ideia de elevado grau de profissionalismo, além é claro de informações fundamentais ou interessantes para esses clientes.

A identidade visual de um posto de combustível inclui:

●       design interno do ambiente do posto;

●       banners;

●       imagens;

●       panfletos;

●       uniforme dos colaboradores.

Todos esses itens fazem parte da identidade visual do posto de combustível e pode ajudar a agradar mais os clientes, atraindo-os e deixando-os mais satisfeitos. Quanto mais bem construída e marcante ela for, mais clientes você atrairá para o posto. Isso tudo contribui para o fortalecimento da marca.

Use a iluminação para melhor a experiência dos clientes

Quando um posto tem uma iluminação mais eficiente, isso auxilia não somente a diminuir os custos de consumo energético dos estabelecimentos abertos por 24 horas, mas igualmente produz condições confortáveis, acolhedoras e seguras, principalmente para os motoristas nos períodos noturnos, fortalecendo a imagem do posto.

É claro que usar as luzes de forma inteligente reduz os custos, mas o principal benefício é o aprimoramento da experiência dos clientes, pois ela ajuda a criar um ambiente muito mais agradável.

Priorize a organização e a limpeza do posto

Proporcionar um ambiente bem limpo, completamente organizado e totalmente seguro compõe um atendimento excelente e um enorme potencial de atração de novos clientes.

Nesse sentido, a organização de cada item que integra os materiais do posto facilita a vida dos clientes e traz mais comodidade. O espaço deve ser bem distribuído.

Integre imagens à sua estratégia de marketing

O posto pode e deve investir no marketing para a atração de novos clientes e expansão dos negócios. Uma das maneiras mais eficientes e interessantes de elaborar e aplicar essa estratégia e campanha de marketing é através do uso de imagens.

Nesse conceito de imagens, podemos incluir a fachada do posto, as sinalizações, os letreiros e cartazes.

Construir uma imagem positiva do posto de combustível é uma tarefa repleta de muitos detalhes e alguma complexidade, mas é perfeitamente executável, desde que haja uma boa dose de planejamento, preocupação com as minúcias da construção do design, organização e identidade visual.

Isso tudo deve sempre ser feito tendo-se em mente que o foco maior é sempre o cliente, portanto cada elemento deve ser montado de acordo com o perfil e as necessidades dessa clientela. É isso que irá garantir o sucesso da construção de uma boa imagem do posto.

Quer aprender mais estratégias de marketing para fortalecer a imagem do posto e torna-la mais atrativa? Então baixe o nosso e-book para saber mais!

Ebook Gratuito: Treinamento de Frentistas


aumentar as vendas em postos de combustíveis

Melhores estratégias para aumentar as vendas em postos de combustíveis em feriados prolongados

Existem fatores que podem contribuir para alavancar suas vendas ou prejudicá-las: as chamadas sazonalidades de mercado. Feriados e datas comemorativas são momentos que, com planejamento, podem aumentar as vendas em postos de combustíveis – e sem planejamento, prejudicar os resultados de seu negócio.

O comportamento do consumidor durante esses períodos pode ser incentivado por meio da implementação de campanhas sazonais. Nessas datas, fluxos de clientes que se deslocam ou se estabelecem na região são uma ocorrência comum. Portanto, é preciso saber como aproveitar o momento para aumentar as vendas em seu posto.

Para ajudá-lo nisso, no post de hoje, listaremos algumas estratégias para que seu posto de combustível aproveite as oportunidades de feriados prolongados. Acompanhe a seguir.

1. Crie um programa de fidelidade

Em 2017, a Fecomercio-SP estimou o aumento das vendas em postos de combustíveis durante os feriados em 15%. Para 2018, uma estimativa positiva também deve se concretizar.

Mas não basta apenas executar uma ação pontualmente durante o período de feriados prolongados. É preciso identificar e explorar o interesse de seu cliente para, então, conseguir aumentar as vendas. Por isso, é importante que haja uma estratégia na gestão dos benefícios que serão oferecidos.

Além do serviço principal de seu posto – que é oferecer combustível – outros serviços podem ser explorados. Lojas de conveniência e serviços de lava-jato, por exemplo, podem ter seus produtos destacados para uma oferta exclusiva em seu programa de fidelidade durante esse período.

Isso tudo, claro, não é possível sem que haja um planejamento e uma organização consistente. Uma estratégia que envolva programas de fidelidade precisa de ferramentas que possam coletar e gerenciar dados dos perfis de clientes. Por isso, o investimento em soluções de banco de dados é importante para controle e eficiência no programa.

A criação de um programa de fidelidade próprio, com as ferramentas ideais, permite controle total da lista de clientes cadastrados. Com uma gestão auxiliada por um banco de dados, é possível criar campanhas segmentadas. Dessa forma, é possível explorar perfis mais alinhados a determinados feriados, com ofertas exclusivas e relevantes.

Feriados prolongados são ótimas oportunidades para oferecer prêmios para clientes fiéis. Ativar seu banco de dados com um programa de pontos em dobro para quem enche o tanque durante esse período, por exemplo, pode ajudar a criar um vínculo entre seu posto de combustível e seus clientes cadastrados.

2. Saiba alinhar o evento à sua estratégia

À primeira vista, parece que um posto de combustível não teria espaço para trabalhar com temáticas de feriados por parecerem fora do core business do segmento. No entanto, é justamente o pensamento fora da caixa que pode fazê-lo aumentar as vendas em postos de combustíveis nas datas comemorativas.

Para isso, busque incorporar o espírito da data à sua campanha. Além de otimizar o atendimento, saber se alinhar à temática da data pode fazer com que sua marca se destaque da concorrência.

3. Para aumentar as vendas em postos de combustíveis, não se limite a seu segmento

As vendas que ocorrem em postos de combustíveis, na visão de seu cliente, são parte de uma experiência mais abrangente. Isso é especialmente verdadeiro em feriados prolongados. Portanto, uma estratégia válida é saber como aproveitar para associar essa experiência à sua marca!

Parcerias com hotéis, restaurantes e estabelecimentos da região podem fazer com que haja um incentivo para atrair seu cliente em potencial. Oferecer descontos em serviços e apresentar essas opções pode ser um diferencial para esse público no feriado prolongado.

4. Saiba premiar seu cliente com benefícios relevantes

Conhecer os hábitos e o perfil de comportamento de seu cliente é essencial para saber como realizar campanhas e oferecer prêmios que o façam reabastecer e utilizar os serviços de seu posto de combustível mais vezes!

Com essas informações em mãos, é possível criar premiações que tenham não somente ligação com a temática do feriado, mas com seu cliente.

5. Crie estratégias para aumentar o ticket médio de seus clientes

Os feriados prolongados são perfeitos para se planejar uma viagem com os amigos ou com a família. E muitos optam pelo conforto e pela praticidade de viajar de carro. Assim, uma parada em um posto de combustível, seja para troca de óleo ou completar o tanque, é inevitável.

Por isso, essa é uma ótima oportunidade de aumentar as vendas em postos de combustíveis gerando um incremento no ticket médio desses clientes, oferecendo uma oferta que seja atrativa para esse perfil de usuário. Por exemplo, promoções de bebidas e snacks podem ser grandes atrativos para esse público.

Ainda, é possível oferecer combos de produtos e serviços com um brinde temático – por exemplo, ao abastecer com gasolina aditiva e comprar gelo na loja de conveniência, o cliente ganha uma bolsa térmica com a marca de seu posto.

6. Invista na linha de frente de seu posto de combustível

Programas de fidelidade e eventos promocionais são partes das estratégias a serem aproveitadas em feriados prolongados. É preciso manter o foco no ponto crucial na relação de seu cliente com seus serviços e produtos: o atendimento.

Treinar sua equipe para oferecer um bom atendimento durante os períodos de feriados prolongados é uma forma de fazer com que seu posto torne-se referência. Portanto, lembre-se de preparar seu time para prestar o melhor atendimento possível, mesmo sob um aumento de demanda. Isso só fortalecerá sua estratégia para aumentar as vendas e o relacionamento com seu cliente.

Para 2018, devemos ter ainda cinco feriados prolongados nacionais. O próximo ocorrerá no dia 7 de setembro (Independência do Brasil). Aproveite para fazer um planejamento com antecedência para aumentar as vendas em seu posto. Estando preparado, você poderá conquistar melhores resultados para o seu negócio.

E você, como faz com que seu posto de combustível amplie vendas durante feriados e datas comemorativas? Deixe sua mensagem nos comentários e, para mais dicas, baixe gratuitamente nosso ebook Como Não Perder o Cliente, com técnicas de estratégias para atrair e fidelizar seu cliente.

Guia de Redução de Custos em Postos de Combustíveis


Banco de horas de frentistas

Banco de horas de frentistas: mudanças com a Reforma Trabalhista

Em 2017, o Senado aprovou o texto sobre a reforma trabalhista, que modificou a lei vigente em diversos pontos como férias, jornada de trabalho, demissões, contribuições sindicais e, também, banco de horas de frentistas e outras categorias.

Antes da nova lei, os frentistas recebiam em dinheiro as horas extras trabalhadas. Agora, os revendedores estão revertendo o tempo de trabalho extra para o banco de horas, o que tem gerado um estresse entre frentistas e gestores dos postos.

Diante desse cenário, no artigo de hoje, vamos explicar como funciona o banco de horas de frentistas após a aprovação da lei trabalhista, além de abordar a importância dos sindicatos dos revendedores. Acompanhe a seguir.

O que muda no banco de horas de frentistas

Antes, as horas extras em banco de horas dependiam de acordo com o sindicato dos frentistas, sendo que o período excedido poderia ser compensado em qualquer dia, desde que não ultrapassasse o prazo de um ano, somadas as jornadas de trabalho semanais.

Diante dessa burocracia, muitos revendedores não utilizavam o banco de horas e tinham de pagar em espécie as horas extras.

Com o novo texto da Lei 13.467, foram acrescidos os parágrafos 5º e 6º ao artigo 59 da CLT. Com isso, foi autorizada a possibilidade de implantação do banco de horas sem a necessidade do aceite do sindicato dos frentistas, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses.

A lei estabelece também que, se a compensação for realizada dentro de um mesmo mês, o acordo poderá ser feito de forma individual, entre empregador e empregado, podendo ser combinado de forma oral ou por escrito.

O benefício para o trabalhador é que ele terá direito a folgas sem prejuízo para o seu salário. Para o empregador, a vantagem é o não pagamento das horas extras e demais encargos trabalhistas envolvidos nessa prática.

No entanto, com o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, os sindicatos dos frentistas estão perdendo força, o que tem gerado revolta entre os trabalhadores que não aceitam a política de banco de horas.

Como funciona o banco de horas de frentistas?

Na prática, a jornada de trabalho não deve exceder dez horas diárias, com o acréscimo de no máximo duas horas no banco por dia. O controle desse banco deve ser transparente e feito individualmente para cada empregado.

Ao fim do primeiro semestre, as horas positivas devem ser compensados na forma de redução de jornada de trabalho ou no pagamento efetivo do total de horas extras acumuladas.

Caso o funcionário tenha um saldo negativo, ele será zerado, iniciando-se assim um novo banco de horas. As datas de trabalho extra e as de folga para compensação devem ser previamente estabelecidas.

As empresas que não cumprirem a compensação de horas em até seis meses serão obrigadas a acrescentarem pelo menos 50% do valor da hora, conforme a legislação.

A importância dos sindicatos dos revendedores na questão do banco de horas de frentistas

Apesar do respaldo da nova lei, a negociação individual é uma prática arriscada, pois em uma ação trabalhista, os juízes podem julgar um determinado acordo como inválido.

Ao contar com a ajuda de um sindicato dos revendedores, a empresa terá todos os esclarecimentos sobre a adoção do banco de horas, evitando-se assim potenciais processos trabalhistas.

Além disso, o sindicato pode orientar quanto às rotinas dentro de um posto de combustível, em conformidade com a legislação atual, inclusive atendendo às novas regras trazidas pela recente reforma trabalhista.

Com a reforma, os sindicatos dos frentistas perderam força. Em contrapartida, os sindicatos dos revendedores estão se fortalecendo.Entre eles, citamos o trabalho do Minaspetro que, entre muitos benefícios oferecidos aos revendedores, promove palestras e disponibiliza modelos de contrato de experiência, contrato de trabalho intermitente e acordo para compensação em sistema de banco de horas para atender às exigências da nova lei trabalhista.

Ebook Gratuito: Treinamento de Frentistas