Como sempre um show de organização, inovação e ótimas palestras nesta última Convenção Ipiranga 2018. É um evento ímpar no Brasil, quase 7.000 pessoas focadas no mercado de postos de combustíveis e conveniência.

Foram diversos cases de sucesso, celebridades e palestrantes. Os temas sempre atualizados e de acordo com as novas tendências. Destaco a apresentação do Tiago Trajano, CEO do Magazine Luiza, que mostrou de forma prática como transformou a empresa em um ícone de crescimento em plena crise, tendo foco em tecnologia e gestão de pessoas. Já o Rony da Reserva demonstrou que simplicidade e clareza nas informações aliados à responsabilidade social são exemplos a serem seguidos. Ao invés de reclamar do Brasil e dos governantes, ele foca em trabalho e resultados.

A Expomarketing foi outro show a parte: uma “cidade Ipiranga”, com postos, lojas de conveniência, stands de diversas marcas do Grupo Ultra, celebridades, e muita diversão. O jantar foi animado com os shows de Frejat e Maiara e Maraisa, um evento e tanto.

Encontrei cerca de 30 revendedores clientes do ClubPetro, que fizeram questão de demonstrar o quanto nossa ferramenta os ajudou a atingir seus objetivos no aumento das vendas.

Conversei também com outros revendedores e ficou uma certeza:  a Ipiranga é a mais inovadora das distribuidoras, mas a conta é alta e isso está machucando a revenda. A diferença de custos da Ipiranga para bandeira branca chega a mais de dois dígitos, apesar de o posto vestir a camisa e seguir o padrão da distribuidora, a operação não está sendo rentável.

É triste isso, a Ipiranga precisa ter a revenda ao lado para fazer toda essa tecnologia rodar com sucesso. De nada adianta para o revendedor cadastrar seus clientes nos programas km de vantagens e Abasteça Aí, se ele não tem acesso a esses dados. Se não sabe quem está inativo, não consegue potencializar o seu negócio.

O pior de tudo é deixar o seu cliente viciado ao “padrão Ipiranga”: se o revendedor rescinde o contrato com a Ipiranga começa um problema enorme, já que o banco de dados dos clientes do posto não pertence ao posto e sim à distribuidora. São diversos casos onde a Ipiranga entrou em contato com o motorista, cliente do posto, indicando um novo posto para abastecer já que o antigo revendedor não mais pertence à bandeira da distribuidora.

A Ipiranga deixa de ser uma empresa de distribuição de combustíveis para se relacionar com o cliente, quando o certo seria se relacionar com o revendedor e este com o cliente final. O revendedor quer tecnologia, preço justo e poder ter um bom relacionamento com o consumidor. O revendedor é comerciante, não quer ser uma marionete, ele precisa ter independência e quando a Ipiranga entender e levar isso em consideração, terá um exército a seu favor.

Uma frase que me chamou a atenção na Plenária da Convenção, foi: “Se o conselho é bom, o exemplo arrasta”. Passou da hora das distribuidoras começarem a dar o bom exemplo, que tenham contratos mais flexíveis e justos com o revendedor; preços mais competitivos e que o revendedor seja proprietário de seu banco de dados. Pedimos o fim desses contratos predatórios, o revendedor mais do que nunca precisa de um parceiro, não um inimigo.

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