Vivemos um momento controverso na revenda de combustíveis no Brasil, um problema enorme para alguns e uma baita oportunidade para outros. Quem administra bem suas despesas e pensa sempre na última linha do DRE (Demonstrativo do Resultado), está com a faca e o queijo na mão.  Com certeza a principal despesa num posto de combustível é o custo dos funcionários e hoje vou abordar através de 8 dicas, como fazer uma escala eficiente de frentistas.

1. Não existe modelo pronto

Cada posto tem suas particularidades, não existe aquela ideia de buscar algo na internet e replicar 100% no seu negócio. A escala utilizada em outros segmentos onde um funcionário folga na sexta-feira numa semana e na quinta-feira na semana seguinte não serve para posto. O posto de combustível tem dias e horários de picos de vendas, além das situações sazonais como vésperas de feriados que em alguns casos tem um movimento enorme e atrapalha qualquer escala pré-definida.

2. Folgas dominicais

Os sindicatos patronais e de frentistas normalmente tem um acordo trabalhista que consta o número de folgas dominicais dentro do mês corrente. Em alguns casos, o posto mantém um quadro de funcionários em excesso somente para atender às folgas dominicais e não deixar um único frentista no turno em algum domingo. Vale a pena fazer as contas se suas vendas aos domingos justificam a abertura do posto. Se seu posto não abre aos domingos, é só colocar todos os funcionários em folga neste dia. Além de facilitar a escala, o fechamento aos domingos reduz drasticamente o seu custo.

3. Turno da madrugada

Além de perigoso, o turno na madrugada atrapalha a escala. No dia de folga do frentista noturno você tem que colocar um frentista diurno e conciliar a folga dele no dia seguinte após o trabalho de madrugada. Para minimizar despesas, muitos postos optam por fechar no período noturno e colocam grades ou cercas. Desse modo diminuem a despesa de um funcionário e problemas de escala.

4. Jornada de trabalho

Alguns postos utilizam jornadas de 12/36 , outros 7h20 com 1h de intervalo e temos também a opção de jornada de 6h com 15 min de intervalo. O modelo ideal varia de acordo com o fluxo de movimento de seu negócio.

5. Contratos de trabalho por demanda

Alguns revendedores optam contratar o trabalho do frentista por demanda, pagando por hora trabalhada, esse modelo é denominado contrato de trabalho intermitente. É muito utilizado em dias e horários de grande movimento, como sexta-feira à tarde e sábado pela manhã, além dos domingos, pela obrigação de folgas dominicais, nos casos de postos que funcionam neste dia.

6. Análise estatística: Vendas X Frentistas

Uma dica valiosa é calcular a quantidade de vendas por hora versus quantidade de frentista por hora, e medir a produtividade dele. Um frentista de posto urbano bem produtivo consegue atender até 14 carros por hora, mais do que isso começa a cair a qualidade e aumentar o tempo de espera. Se o posto possui o identificador de frentistas para liberar a bomba, pode utilizar estes dados para otimizar a escala. Temos essa análise de dados pronta na ferramenta de Business Intelligence do Clubpetro, calculamos a demanda por hora e buscamos a quantidade de frentistas diferentes que liberaram a bomba num intervalo de hora. Com base nesses dados conseguimos, traçar a média de atendimentos por dia da semana e horários mais movimentados, e então organizamos a escala de trabalho e melhor horário para intervalos dos frentistas.

7. Periodicidade da escala

Procure fazer as escalas com antecedência mínima de 15 dias, os frentistas ficam mais satisfeitos quando conseguem planejar melhor suas folgas e obrigações extratrabalho.

8. Programação de férias

Programe as férias dos frentistas junto ao RH e evite surpresas, opte por folgar o máximo de frentistas no período de baixas vendas do posto que normalmente é no início do ano.

 

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