Quando voltei da capital para trabalhar nos postos da família quis implantar um modelo de gestão mais focado em padronização de atendimento, como a prática de reuniões mensais com gerentes e frentistas, que continua até hoje. No início as reuniões eram basicamente focadas nos problemas colocados pelos frentistas, eu queria entender mais a realidade do negócio. Assuntos relacionados à quebra de caixa ocupavam 50% do tempo da reunião, o que a tornava improdutiva.

A quebra de caixa do frentista ocorre no momento em que ele quita seus abastecimentos e o valor para o pagamento é inferior ao de abastecimentos. Diante da falta, o operador de caixa lança o débito como quebra de caixa para o frentista ou para o turno inteiro.

Esse problema gera desmotivação da equipe e acaba criando um péssimo clima na empresa de desconfiança entre colaboradores. Ocorre com mais frequência em postos que não trabalham com algum equipamento de identificação de abastecimentos por frentista, ficando mais vulneráveis à fraudes.

Normalmente os postos optam por dividir a razão quando há quebras de caixa e o prejuízo é dividido entre a equipe que trabalhou no turno em que ocorreu a quebra. O frentista honesto paga a conta pelo desonesto.

Sempre na semana posterior à reunião mensal a quebra de caixa era mínima, isso me deixava ainda mais indignado. Outra situação desagradável era descontar no contracheque a quebra de caixa de funcionários antigos, que são honestos e eu sabia disso, mas essa era a regra do jogo. O funcionário produtivo ficava improdutivo e a bonificação por metas alcançadas não surtiam efeito devido à insatisfação com a empresa.

Buscando uma solução, implantei um equipamento de identificação do abastecimento por frentista e foi uma solução imediata. Da noite para o dia a quebra acabou. Em algumas poucas situações, alguns tentavam me provar que voltaram troco errado, mas uma conversa olho no olho fazia com que isso não se repetisse.

Para evitar que o operador de caixa também tivesse quebras ou erro de lançamentos passamos a adotar semanalmente a “batida de caixa”, onde o gerente tira a leitura x da impressora fiscal e confere o caixa, sem aviso prévio. Desse modo ficamos duplamente protegidos, pois além de nos certificar do bom trabalho, é uma garantia que as sangrias estão atualizadas com o valor no caixa, uma das preocupações da fiscalização da Receita Estadual, que também faz uma “batida de caixa” quando vem nos fiscalizar.

Desde então já se passaram quase 10 anos, a quebra de caixa que passava de R$2.000,00 mensais hoje não chega a R$100,00 para toda a equipe.

A quebra de caixa é fator comprovado de afastamento dos bons colaboradores e como revendedor, meu conselho é que uma boa gestão convivendo com a quebra de caixa é algo impossível e inviável.

A implantação de um equipamento de identificação de frentista é uma das melhores decisões que tomei como gestor. O investimento é em média de R$ 10.000,00 e vai depender do modelo e marca da placa de automação e se é necessário trocá-la.

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