Os carros elétricos se destacam por poluírem menos em comparação aos veículos a gasolina e etanol, além de proporcionarem economia aos proprietários. Segundo o Emotive (Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL Energia), o gasto do automóvel movido a energia elétrica é 84% menor em relação aos carros tradicionais.

O processo simples de manutenção e a chance de redução ou dispensa do pagamento do IPVA são outras vantagens oferecidas pelo carro eletrônico.

Neste post, vamos destacar um panorama dos carros elétricos no Brasil e no mundo. A intenção é mostrar como essa modalidade de automóvel está, aos poucos, ganhando espaço. Confira!

Entenda o cenário dos carros elétricos no Brasil e no exterior

No Brasil, foram comercializados, em 2017, 3.296 carros híbridos e elétricos. Esse número representa somente 0,15% dos 2.239 milhões de automóveis vendidos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Esse resultado poderia ser bem melhor, caso houvesse uma maior definição sobre o Rota-2030 (programa governamental que prevê incentivo fiscal para os automóveis movidos a energia elétrica). Isso faz com que alguns fabricantes, como a Hyundai, estejam receosos de investirem no Brasil.

Por outro lado, a Nissan e a Volkswagen estão mais animadas em comercializar no país os modelos com foco na preservação ambiental. Esse cenário tem como ponto favorável a decisão do Governo Federal de reduzir, em 2018, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 25% para 7% (a mesma adotada para os modelos 1.0).

Essa medida contribui para que mais montadoras estejam interessadas na produção e importação dos carros elétricos. A Toyota, a Volvo, a Renault e a Chevrolet devem comercializar esse tipo de automóvel no território nacional nos próximos dois anos.

Para ter uma ideia de como o mercado de carros elétricos no Brasil ainda pode crescer, o número de modelos elétricos e híbridos comercializados aqui foi de 5,9 mil unidades, no período de 2011 a 2016. Os dados são de pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas.

Algumas medidas já foram adotadas para impulsionar o mercado de veículos movidos a energia elétrica. Em 2015, o Governo Federal diminuiu o Imposto de Importação para os automóveis elétricos e hídricos de 35% para 7%. Nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, houve isenção ou redução do IPVA para os proprietários desses automóveis.

Programa

Em 2006, foi lançado o Programa Veículo Elétrico (VE), que envolve uma parceria entre a Itaipu Binacional e a KWO (Kraftwerke Oberhasli AG), responsável por controlar usinas hidrelétricas na Suíça.

A meta é pesquisar alternativas de veículos elétricos que possam ser tecnicamente e economicamente viáveis. Outro objetivo é diminuir o impacto ambiental provocado por fontes de energia sujas, como o álcool e a gasolina.

O trabalho desenvolvido pelo VE possibilitou que mais de 80 protótipos de carros movidos a eletricidade fossem desenvolvidos pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos (CPDM-VE), que funciona em Itaipu.

A iniciativa viabilizou a produção do Palio Weekend por meio de parceria com a Fiat. Na versão elétrica, esse veículo tem autonomia de 100 quilômetros e pode atingir uma velocidade máxima de 110 km/h. A bateria pode ser recarregada em 8 horas. Esses protótipos apenas circulam na usina de Itaipu e em outras unidades da Eletrobras. Em 2014, o Programa VE começou a montagem de 32 modelos do Renault Twizy.

Essa ação prioriza aumentar o nível de índice de nacionalização dos itens utilizados nos carros elétricos e fazer com que mais fornecedores de peças (brasileiros e paraguaios) possam entrar no mercado.

Outra atividade importante do VE foi a parceria feita entre a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal. No final de 2016, o acordo foi responsável pela inauguração do Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI), para compartilhar automóveis elétricos.

A iniciativa tem como foco atender, inicialmente, os funcionários da Itaipu e do PTI que necessitam se deslocar na área brasileira da usina. As movimentações são registradas pelo aplicativo chamado Mob-i.

Mudança na conjuntura internacional

No Brasil, os carros elétricos estão acessíveis somente para uma pequena parcela de consumidores. Isso ocorre por motivos que englobam a política energética e os custos desse tipo de veículo.

Na Europa, a questão ambiental está fazendo com que os governos incentivem a fabricação de automóveis movidos a eletricidade. Na França, não serão mais vendidos carros a álcool, a gasolina e a diesel a partir de 2040. A medida tem como foco respeitar os parâmetros estabelecidos no Acordo Internacional de Paris contra as mudanças climáticas.

O governo do Reino Unido também já anunciou que pretende acabar com a venda de carros novos e vans que usam gasolina e diesel até 2040. Essa ação visa diminuir ao máximo as taxas de dióxido de nitrogênio nas estradas.

Na China, a preocupação com o meio ambiente também obrigou o governo a determinar que, em 2019, 10% das vendas de automóveis devem englobar modelos elétricos ou híbridos. No ano seguinte, esse índice será de 12%.

Outro fator que favorece a expansão dos carros elétricos no mundo é a vontade de as montadoras investirem nessa modalidade de automóvel. A Volkswagen planeja injetar mais de 50 bilhões de euros para desenvolver veículos movidos a eletricidade. O foco é superar a Tesla na fabricação desses carros até 2020.

A Toyota pretende vender, até 2030, 5,5 milhões de veículos eletrificados, por ano. A General Motors planeja ter 20 tipos de veículos totalmente elétricos até 2023. A meta é ser mais competitiva na Europa, nos Estados Unidos e nos países do Mercosul.

É inegável que os carros elétricos terão uma participação bem mais expressiva no mercado automobilístico nos próximos anos. Essa tendência será facilmente percebida no Brasil e no exterior.

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