A revenda brasileira deveria receber um prêmio por sua teimosia. Convive diariamente com uma burocracia absurda, legislações confusas, concorrência desleal, fornecedores agressivos, criminalidade crescente, baixa produtividade de seus colaboradores, margens apertadas, custos crescentes, entre outros problemas. Mas o maior de todos os perigos é ainda ser considerado como vilão de toda esta cadeia, acusado de manipulação de preços.

Pelo contato direto com o consumidor, o revendedor é na maioria das vezes, considerado culpado por todos os aumentos nos preços dos combustíveis. E como trabalha com poucos produtos, cujos preços estão obrigatoriamente destacados em faixas e placas, é inevitável que haja uma semelhança de valores em uma mesma praça.

Isso não significa que não existam problemas reais no setor. Muitos postos realmente estão cometendo crimes contra o consumidor, seja combinando preços, seja adulterando produtos ou comprando carga roubada, mas a grande maioria somente está tentando sobreviver com margens apertadas e enxugando seus custos.

Acontece que não há muito o que fazer. Como o custo da matéria-prima tem pouca variação entre distribuidoras, e a produtividade da mão-de-obra também é semelhante, não sobram muitos custos para cortar e se diferenciar de seus concorrentes.

Restam poucas saídas para a revenda. Uma delas é destacar os custos dos combustíveis, mostrando a composição de preços de mercadorias, margens de distribuidora e posto e impostos, que normalmente são a maior parte. Outra opção é trabalhar com ferramentas que busquem fidelizar seus clientes, como forma de identificá-los, comunicando diretamente com eles e recompensando-os pela lealdade, para uma relação mais próxima.

Guia completo de criação de metas em postos